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Há 59 anos: The Beatles, o começo!

Em 06 de Julho de 1957, os Quarrymen se apresentaram no Garden Fete de St. Peter’s Church em Woolton, Liverpool.

John Lennon a caminho de Woolton Fete, em 06 de julho de 1957

O CARTAZ ANUNCIANDO O EVENTO

The Quarry Men

Da esquerda pra direita:
Colin Hanton – drums
Eric Griffiths – guitar
John Lennon – vocal, guitar
Ivan Vaughan – tea-chest bass
Pete Shotton – washboard
Rod Davis – banjo

Nos bastidores, Ivan Vaughan apresenta a John Lennon um amigo: Paul McCartney.

Paul, que se impressionara com o desempenho de John no palco, impressiona a todos com sua interpretação de “Twenty Flight Rock” de Eddie Cochran, uma letra difícil e ainda tocando como canhoto em um violão para destro. Não demoraria muito para ele integrar o grupo, que eles ainda não sabiam, mas seria o melhor de todos os tempos:  The Beatles!

Em 06 de julho de 1957, entre 16:15hs e 17:45hs, Paul McCartney conheceu John Lennon através de Ivan Vaughan, que era colega de escola dele e morava perto da casa de John; fazia 8 meses que Paul tinha perdido sua mãe Mary…

Era pouco mais de 14h quando Ivan Vaughan apresentou John a Paul.
O show foi marcado para as 09h e começou às 10h da manhã e Julia, mãe de Lennon, foi ver o show com Mimi, que achou aquilo tudo uma indecência…

John conhece Paul – Foto representativa do famoso encontro

Bob Spitz descreve este momento em seu livro “Os Beatles – A Biografia”: O modo como o adolescente John tocava e se requebrava com Eric Griffith no palco improvisado, horrorizou tia Mimi. Paul chegou por volta de 11:30hs na quermesse, onde John só cantaria 6 músicas, porque Mimi ficou horrorizada e John teve que deixar o palco envergonhado… haha

“John ficou impressionado por Paul lembrar a letra, que ele sempre esquecia , por isso optava por fazer improvisos vocais para acompanhar o ritmo. A versão de Paul era mais pesada, mais marcante, ele tocava a quinta tônica, que a banda simplesmente ignorava. E Paul cantou a música fazendo todas as pausas, despreocupado como se estivesse em frente ao espelho do quarto sem ninguém à sua volta. O fato de os integrantes de uma banda e uma dúzia de escoteiros estarem por perto não o intimidava nem um pouco. Não obstante, a “plateia” ficou magnetizada.

“Aquilo foi estranho. Ele tocava e cantava de uma forma que nenhum de nós era capaz, nem mesmo John”, lembra Eric Griffiths. “Paul tinha confiança, presença. E com uma naturalidade incrível. Ficamos realmente impressionados.”

(…)Houve uma identificação instantânea, uma conexão química entre os dois rapazes que se percebiam comprometidos com a música com a mesma intensidade, com a mesma paixão cega. Tendo em vista a forma como se estudavam, a postura e os olhares dirigidos de um para o outro, o que realmente acontecia era um amor à primeira vista.”

Págs. 96 e 97

Uma Simples Guinada do Destino (Parte 1)

Em seu livro “Os Beatles – A Biografia”, Bob Spitz escreveu no Capítulo 5:

“A única verdadeira surpresa da festa do jardim da Igreja de São Pedro no ano de 1957 foi a participação dos Quarry Men.

Nos mais de quarenta anos em que os habitantes da vila de Woolton celebraram o evento que eles chamavam costumeiramente de “a Rosa da Rainha”, só bandas marciais haviam tocado. Ainda havia um brilho heróico, uma resposta emocional, a todos aqueles homens rubicundos em uniforme tocando “pop standards” formais arranjadas como se eles estivessem acompanhando a retirada de Dunquerque. (…) Mas algo havia mudado. A canção regular dos homens em azul não mais encantavam os jovens, cujo mundo em expansão via pouco glamour na tradição. Bessie Shotton, a mãe de Pete, convenceu o comitê da festa que uma banda de skiffle atrairia os jovens e propôs os Quarry Men (…)

Os garotos entraram em êxtase. A festa do jardim era “o maior evento social no calendário da vila” (…) Além de tocar, os Quarry Men receberam outra distinção: acompanhar a parada anual dos carros alegóricos (…)

A banda se instalou na carroceria de um caminhão que partiu da igreja pouco depois das duas horas da tarde do dia 6 de julho.

Uma Simples Guinada do Destino (Parte 2)

(…) Um cheiro de circo persistia no ar pesadamente escaldado (…) Os Quarry Men tocaram uma animada seleção de canções – metade skiffle, metade rock’n’roll – que foi recebida entusiasticamente pelos jovens que se aglutinavam em volta do palco (…) John se lembra: “foi o primeiro dia que cantei Be-Bop-A-Lula ao vivo no palco”, e bem se pode imaginar o quanto ele curtiu. Depois improvisou uma versão de “Come Go With Me” de forma hilariante (…)

Um pouco antes de encerrarem, Eric Griffiths e Pete Shotton perceberam Ivan Vaughn logo abaixo do palco, à direita, com outro jovem ao lado (…) sorriram uns para os outros, ficando subentendido que eles se reuniriam depois do show.

Ivan se aproximou afoitamente. Cumprimentou a todos e apresentou seu amigo da escola – Paul McCartney.

Uma Simples Guinada do Destino (Parte 3)

Len Garry relembra: “O clima estava um pouco tenso. Ivan havia dito [antes dessa tarde, NT] a John sobre Paul ser um grande guitarrista, então ele se sentia um pouco ameaçado.” (…) Curiosamente, Paul tinha trazido seu violão. Sentindo a oportunidade, roubou as atenções, tocando agilmente uma versão do “Twenty Flight Rock” de Eddie Cochran, com todas as sibilâncias do fraseado rockabilly e um toque de Elvis na garganta (…) “De cara, pude ver que John estava com toda a atenção no garoto”, diz Pete Shotton. (…) “Pude perceber que John estava muito impressionado.” Paul também deve ter percebido. Ele parecia se concentrar justamente em John, a quem reconhecia como o legítimo líder da banda. Sem querer perder o pique, “mandou ver” em sua própria versão de “Be-Bop-A-Lula”.(…) “Foi fantástico. Ele tocava e cantava de um jeito que nenhum de nós conseguia, inclusive o John”, relembra Eric Griffiths (…) Mas Paul ainda não tinha acabado. Já mesmo então sabendo como “trabalhar” uma audiência, ele atacou com um medley de Little Richard – “Tutti Frutti”, “Good Golly, Miss Molly,” e “Long Tall Sally” (…) “Depois disso,” diz Colin Hanton, “John e Paul passaram a se circundar como gatos.”

Nota: Esta frase do livro, original, diz o seguinte: “Afterwards,” Colin Hanton says, “John and Paul circled each other like cats.”
A tradução foi mais ou menos literal, e acho que o sentido é o seguinte: ficaram estimulados e desafiados um pelo outro.

Na edição brasileira esta frase ficou traduzida assim; “Depois daquilo”, diz Colin Hanton, “John e Paul se rodearam como gatos.”

Paul McCartney fala de como tocou “Twenty Flight Rock”, um clássico de Eddie Cochran, no dia em que conheceu John Lennon:

Fonte: Comunidade do Orkut: “We Love The Beatles Forever”

 Colaboradores: Debora DumphreyJenny Wren e Cesar Alexandria Guimarães.

Postagens relacionadas:

Fatos e Fotos da História dos Beatles – “Early Years” – Em 3 partes

Parte I – => http://wp.me/p28OqV-6M
Parte II – => http://wp.me/p28OqV-dp
Parte III – => http://wp.me/p28OqV-dR

Por Lucinha Zanetti | Blog We Love The Beatles Forever

7 Respostas para “Há 59 anos: The Beatles, o começo!

  1. Adriano Araújo - Americana sp

    Bom dia.

    O Poema de Paul para o amigo Ivan, contido no livro Blackbird, pag. 72 e 73

    Ivan

    Duas portas se abrem
    Em dezoito de junho
    Dois bebês nascidos
    No mesmo dia
    Em Liverpool
    Um era Ivan
    O outro – eu
    Conhecidos de adolescência
    Fizemos proezas
    Que nos desafiaram fazer
    Um som com Ivan
    O às do baixo
    Ele me apresentou
    No festival de Woolton
    Um ou dois caras
    E assim fizemos
    Ele estudante clássico
    Eu um roqueiro
    Firmes como amigos podiam ser
    Cranlock naval
    Torta de Cranlock
    Uma lágrima rola
    De meu olho
    Em dezesseis de agosto
    De noventa e três
    Uma porta se fechou
    Adeus, Ivy.

  2. Ei, gente, essas fotos dos Quarrymen com parede de tijolos atrás é do dia 22 de junho de 1957, não de 6 de julho…
    Do dia 06 de julho tem essa: http://meetthequarrymen.com/images/uploads/RB-July%2011(1).jpg por exemplo.

  3. Pingback: Quarrymen – Quando tudo começou! | The Beatles College

  4. Pingback: 08 de Fevereiro no dia-a-dia dos Beatles | The Beatles College

  5. Pingback: 15 de Setembro no dia-a-dia dos Beatles | The Beatles College

  6. Gostaria de saber mais. Alguma coisa não bate. Dizem no início que o encontro se deu após as 4 horas da tarde. Logo abaixo vem que foi pouco depois das duas horas. Mas pelo cartaz vemos que a procissão aconteceu as duas, então não está correto. Logo depois o artigo fala que o show foi de manhã. Antes da procissão? Acho que não. Eu tenho o livro O dia em que John encontrou Paul. Segundo o autor tudo foi durante a tarde mesmo. E Paul só foi apresentado a John depois do show, antes do baile! Mas quem estaria certo? Ao que parece só sabermos ao certo a data: 6 de julho. Eu gostaria de saber melhor porque meu próximo texto aqui terá esse tema. Bom, pelo menos a data parece certa, mas existe uma outra data fornecida pela Vitória. 22 de Junho. Algumas das fotos aqui seriam do dia 22. Forneceu um link mas não está funcionando. O que aconteceu no dia 22? Que lugar é esse com o muro onde o Quarry Men está tocando?🙂 No youtube tem a voz de john cantando…Porque alguém ali fez a gravação. É estranho o que sinto ouvindo aquele som que parece vir do outro lado da vida. Nem sei explicar o que sinto. De arrepiar.

  7. Alguém tem o texto escrito por Paul sobre este dia que foi enviado para a igreja de Saint Peter’s?

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