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O caminho dos Beatles por Liverpool em um guia inédito

Por Gisele Rocha

Liverpool é o destino dos sonhos de todo Beatlemaníaco e até quem não é fã do grupo acaba sendo contagiado pela energia que emana da cidade. Ali, todos os cantos remetem ao quarteto e os comerciantes sabem tirar proveito disso. É indiscutível que se não fosse pelo Fab Four, Liverpool continuaria sendo apenas uma pacata e conservadora cidade industrial-portuária na Inglaterra.

Eu que nem sou uma fã ardorosa (apenas uma grande admiradora) dos caras, fiquei ensandecida com a ideia de conhecer muitos dos lugares que foram importantes para os Beatles e, consequentemente, para a história mundial da música.

Como fui parar em Liverpool

É muito fácil chegar a Liverpool a partir de Londres, seja por ônibus ou por trem.

Os ônibus saem da Victoria Coach Station, em Londres e o percurso pode demorar entre 5 e 6 horas. O trecho é operado tanto pela Megabus quanto pela Eurolines. Consulte os preços e compre com antecedência, pois já vi passagem por menos de £5 numa mega promoção.

Já os trens com destino a Liverpool saem de Londres na Euston Station. O deslocamento leva cerca de 2h30, mas é bem mais caro. As passagens são vendidas pela National Rail, Virgin Rail ou pela TrainLine e custam entre £16 e £43.

A Day in the Life

A história dos Beatles atrai um enorme contingente de turistas durante todo o ano a Liverpool. Você põe os pés para fora da estação e já vê uma foto, uma plaquinha, ou alguém contando alguma história do tipo: “Foi aqui que Paul fez tal coisa”, “Aqui Ringo Starr aprontou sei-lá-o-quê”. Fica até difícil distinguir o que é verdade e o que é história que o pessoal inventou.

A cidade é bem bonitinha. Dá pra conhecer muita coisa a pé deixando perder-se por lá. Foi assim, inclusive, que depois de uma boa caminhada eu cheguei ao Albert Dock, um lindo complexo de prédios construído na zona portuária. É lá que ficam a loja dos Beatles e uma das entradas do museu audiovisual Beatles Story, com o maior acervo de materiais sobre a (e da) maior banda de todos os tempos. São vários ambientes com a história dos Beatles narrada em vários idiomas, incluindo o português. Tem fotografias inéditas, áudios raríssimos, a primeira guitarra do George Harrison, manuscritos, espaço voltado para as crianças com desenhos animados, telas interativas e até Ringo Starr dando aulas de bateria! Dá pra passar umas 2h30 se esbaldando. O museu funciona das 10h às 18h (mas só entra até às 17h) e os bilhetes podem ser comprados online ou na hora, com o Day Tripper ticket. Eu comprei lá e não tinha fila, já que ainda era cedo.

Logo em frente ao Beatles Story, ainda no Albert Dock, encontra-se o Yellow Sub, um hotel aos moldes do submarino da música. Ele não é aberto à visitação e para se hospedar por lá, é necessário desembolsar cerca de R$1100 por diária.

liverpool-inglaterra-beatles-yellow-sub-2

Após ter aprendido um monte de coisas fantásticas sobre a trajetória dos Beatles, vi que era hora de ir para o ponto alto do dia: a Magical Mystery Tour.

Roll up for the Mystery Tour

Comprei os ingressos na hora mesmo, no ponto de informações turísticas que fica ali no Albert Dock (aberto das 9h30 às 16h30). Também é possível comprá-los pela internet sem custos adicionais. Os passeios acontecem todos os dias da semana, até nos feriados, menos no Natal e no dia 1º de janeiro. O tour sai duas vezes por dia durante a semana e quatro vezes aos sábados e domingos, os horários podem ser conferidos aqui.

A Magical Mystery Tour dura em torno de 2 horas e sai do Albert Dock com itinerário fechado, passando pelas casas de cada integrante, a famosa Penny Lane, Strawberry FieldLiverpool Institute e Art College – onde os caras estudaram – até, por fim, chegar ao lendário Cavern Club. Outros lugares são apontados durante o percurso, mas se você quiser conhecê-los de perto, terá de voltar por sua própria conta. Irei mostrar todos os pontos que foram importantes na vida particular e na carreira estratosférica dos Beatles. No fim da página tem um mapa marcando todos esses lugares. Guarde com carinho!

Itinerário

O passeio é feito a bordo de uma réplica do ônibus usado no filme Magical Mystery Tour, idêntico ao original! Ele vai seguindo seu caminho até o subúrbio e a trilha sonora vai mudando de acordo com os lugares pelos quais vamos passando. Enquanto isso, o guia vai contando algumas curiosidades sobre cada um dos Beatles.

9 Madryn Street

A primeira moradia de Ringo está localizada no número 9 da Madryn Street e esteve a perigo de ser demolida pelo Governo Municipal junto a outros 400 imóveis. Havia um plano de revitalização da área por parte da Prefeitura, e embora centenas de casas tenham vindo a baixo, graças à pressão popular algumas delas permanecem intactas, entre elas a casa onde Ringo Starr nasceu e passou os primeiros meses de vida.

Ringo frequentava muito a casa dos avós, no número 59 da mesma rua. As visitas são apenas do lado de fora das casas, que são propriedades privadas e não há ingressos disponíveis para entrar.

10 Admiral Grove

Ringo morou no número 10 da Admiral Grove por 20 anos, até ficar famoso como baterista dos Beatles. A escola em que ele estudava (St Silas Primary School) está a poucos metros de lá, na Pengwern Street. Apesar da polêmica declaração sobre sua cidade natal, ele fez uma homenagem às duas casas na música “Liverpool 8”.

Empress Pub

Esse pub que ocupa o número 93 da High Park Street vai parecer muito familiar para quem acompanhou a carreira solo dos caras. O Empress Pub estampa a capa do Sentimental Journey, primeiro álbum do Ringo após o quarteto se separar.

A mãe do próprio Ringo trabalhou ali como garçonete durante um tempo e a casa em que o baterista foi criado fica a poucos passos de lá.

W. Gorry

Mais uma vez reconhecendo os empregadores de sua mãe, Ringo usou no verso do Sentimental Journey a foto de uma antiga loja de conveniência que ficava no número 126 da mesma High Park Street.

Penny Lane

Não posso evitar o clichê: “Penny Lane está nos meus ouvidos e nos meus olhos“. Todos ficamos eufóricos quando o ônibus estacionou ali, naquele bairro que foi tão importante para os Beatles e fonte de inspiração para duas canções super conhecidas da banda (“In my life” também foi inspirada nessa área). A emoção é tanta que tem fã que não fica satisfeito em tirar só fotos, tira também as placas com o nome da rua. Os objetos já foram roubados um monte vezes e a prefeitura precisou criar uma estrutura especial para o pessoal não levá-los como souvenir.

A sensação de passar pelos lugares citados na letra da música é indescritível. São apenas lugares comuns que existem em qualquer bairro do mundo, mas que ganharam um significado especial por serem mencionados de uma forma tão bonita. Talvez para mim tenha sido tão tocante porque fui lembrando do meu próprio bairro, onde todo mundo se conhecia e dos cenários da minha infância, que mudaram drasticamente ao longo dos anos.

De dentro do ônibus, vimos a barbearia onde os “barbeiro mostra fotos de cada cabeça que ele teve o prazer de conhecer”, o abrigo que “no meio do carrossel”, que hoje virou o bistrô Sgt. Pepper’s, além do banco e um posto dos Bombeiros, de onde saíram dois personagens da canção (o banqueiro cliente da barbearia e o bombeiro patriota que carregava a foto da rainha no bolso). Se você quiser ver esses lugares com calma, terá de fazer o roteiro por sua conta, seguindo o nosso mapa.

12 Arnold Grove

A parada seguinte a Penny Lane foi na rua onde George Harrisson passou parte da infância. Hoje a singela casinha geminada é habitada por outras pessoas, que já estão acostumadas à movimentação dos fãs. É uma ruela sem saída, George deve ter brincado muito por ali.

9 Newcastle Road

Os tijolinhos vermelhos do número 9 da Newcastle Road abrigaram John Lennon do dia em que ele nasceu até os cinco anos de idade. Ali ele vivia com os pais e avós.

A casa fica perto da Penny Lane, mas o ônibus da Magic Mystery Tour não para lá. Dá para ir sozinho se guiando pelo mapa do fim da página.

Mendips

John Lennon se mudou para Mendips, que pertenciam a sua tia Mimi e seu tio George, depois que seu pai abandonou a família. A casa continua do jeitinho que estava quando a família vivia lá, até com os móveis originais, sendo preservada pela National Trust. Dizem que se a tia Mimi estivesse ali, ela pediria aos visitantes que entrassem pela porta dos fundos para não estragar o carpete.

Foi ali naquela casa, no aconchego e privacidade do seu quarto, que Lennon compôs “Please Please Me”. Se você quiser entrar no imóvel, terá fazer sua reserva com meses antecedência, pois os ingressos são limitados e concorridos. Fotos são proibidas lá dentro.

1 Blomfield Road

Embora não tenha morado neste endereço, Lennon o visitava frequentemente, pois ali moravam sua mãe e suas irmãs Julia e Jackie. Julia chegou a contar em seu livro que a tia Mimi chamava a casa da mãe de John de “Casa do Pecado”, enquanto a casa dela era a “Casa de Correção”.

Foi ali que, aos 17 anos, John Lennon recebeu a triste notícia de que sua mãe havia morrido atropelada por um policial embriagado que estava de folga. Ela estava voltando da casa de Mimi, onde John morava.

Após esse episódio tão doloroso, John compôs “Julia” e “Mother“.

20 Forthlin Road

Paul morou com os pais e irmão no número 20 da Forthlin Road e por lá permaneceu mesmo depois da morte da mãe. A casa era bem simples, longe do que era a casa de John Lennon. Tudo foi conservado como na época em que os McCartney viviam lá, com os papéis de paredes misturados, móveis velhos e sofás surrados.

Apesar da simplicidade, o ambiente inspirou as primeiras de muitas canções. Aos 14 anos, Paul compôs no piano o que viria a ser a música “When I’m 64“. Ali também foram compostas várias canções da dupla imbatível Lennon/McCartney, desde a época da primeira banda deles: The Quarrymen. Para se ter uma ideia, “She Loves You” e “I Saw Her Standing Thereforam escritas ali.

Para entrar nesse lugar tão especial, é preciso ter o mesmo ingresso especial da casa de infância de John Lennon. Compre aqui.

72 Western Avenue

Paul morou com seus pais no número 72 da Western Avenue dos 4 aos 10 anos. O tour passa longe desse sobrado de três quartos, que fica perto do aeroporto e não está aberta para visitação interna. A propriedade foi leiloada em fevereiro de 2015 e arrematada por um comprador anônimo.

A mãe de Paul era bem conhecida naquela área pelo seu ofício de parteira e o próprio McCartney disse que essa é a primeira casa da qual ele se lembra de ter vivido, já que a família se mudou outras vezes quando ele ainda era bem novinho.

25 Upton Green

Assim como Paul, George também morou em Speke, a caminho do aeroporto, mais precisamente no número 25 da Upton Green. A Magical Mystery Tour não passa por lá, mas é possível chegar ali através do transporte público.

A família mudou-se para esta modesta casa em 1949, quando George tinha seis anos de idade e permaneceu ali até o início dos anos 1960. Nesse meio tempo ele conheceu Paul e John, os três até chegaram a ensaiar ali antes da fama.

Em 2014 um fã dos Beatles arrematou o imóvel pela bagatela de 156 mil libras, mas não abriu o imóvel para visitação.

Strawberry Fields

Confesso que essa era a música que eu sempre pulava, até conhecer pessoalmente o lugar. Agora, sempre que a escuto sou transportada de volta àquele dia feliz em Liverpool.

Strawberry Field foi um orfanato do Exército da Salvação que ficava na Beaconsfield Road, perto da casa onde John morava com os tios. Da bela construção inicial, só sobrou o portão vermelho, que está sempre fechado.

John costumava frequentar o local quando era criança, levado por sua tia Mimi e brincou muito nos jardins que podem ser vistos por trás do portão, hoje tomados pelo mato. Naquele abrigo também aconteciam festivais, que Lennon assistia com a tia.

Certa vez um fã conseguiu a proeza de roubar o portão, mas não foi capaz de esconder um troço daquele tamanho, que foi recuperado e colocado no devido lugar dias depois. Deve ser por isso que colocaram uma placa dentro do jardim com o contato de uma pessoa que faz réplicas das grades sob encomenda.

Saint Peter’s Church

Lugar abençoado, onde John e Paul se conheceram. McCartney foi apresentado a Lennon em 1957, quando este estava se preparando para uma apresentação com sua primeira banda, The Quarrymen.

No cemitério dos fundos da Saint Peter’s Church se encontram as lápides de um certo McKenzie e da misteriosaEleanor Rigby, que dá nome a outro clássico da banda. Ao contrário do que parece, a música não foi inspirada na moça da sepultura e eles sequer a conheciam. Dizem que primeiramente a personagem se chamaria Miss Daisy Hawkins, mas o nome não fluía com a melodia. Paul foi tentando até chegar a este nome, que apareceu do subconsciente.

A Eleanor Rigby da música está sentadinha num banco da Stanley Street, esperando por companhia. Se quiser saber mais sobre a moça, clique e leia aqui.

Liverpool Institute for Performing Arts

Paul e George estudaram no Liverpool Institute durante a adolescência e muitas vezes pegavam o mesmo ônibus a caminho do colégio. Foi assim que eles se conheceram e começaram a tocar juntos, mesmo depois de Paul ter se mudado de Speke, bairro em que ambos moravam.

Há alguns anos, a instituição que serviu para unir os dois passou por um processo de reestruturação graças ao apoio financeiro de Paul, que fez o discurso de reabertura. Convite este mais que merecido!

Liverpool College of Art

Está localizado na Hope Street, ao lado da instituição onde Paul e George estudaram. Foi onde John Lennon conheceu Stu Sutcliffe, um dos fundadores dos Beatles, que saiu antes da banda estourar mundialmente. Foi também em uma daquelas salas de aula que Lennon conheceu sua primeira esposa, Cynthia Powell.

O prédio, datado de 1880, estava fadado a ser transformado em apartamentos de luxo, num projeto da prefeitura de revitalizar essa parte histórica da cidade. Foi a contribuição financeira de Paul que livrou a faculdade desse fim trágico.

Ye Cracke

Esse velho pub é um ponto conhecido por pouquíssimos turistas, até mesmo pelos fãs dos Beatles. Fica no número13 da Rice Street.

Dizem que John Lennon e sua então namorada Cynthia gostavam de tomar uns Black Velvets no local na época em que frequentavam a Escola de Artes. Outro frequentador assíduo foi Stu Sutcliffe, o primeiro baixista dos Beatles, que faleceu em 1962, aos 21 anos, quando a carreira do quarteto estava apenas começando. Ele já tinha saído do grupo quando isso aconteceu.

Hard Day’s Night Hotel

Esse hotel de nome bem pertinente é mais um ponto turístico do que uma forma de hospedagem, já que os preços não são muito permissivos. O edifício é do século XI e na fachada foram instaladas estátuas dos quatro integrantes. Os cômodos, por sua vez, são decorados com fotos e outros elementos que fazem referência ao grupo, é claro.

Igualmente luxuoso, o Bar Four fica anexo ao hotel e oferece pratos e drinks inspirados nos Beatles, com nomes que fazem referência às suas músicas. Fica bem perto do Cavern Club, então não há desculpas para não visitá-lo.

Cavern Club

E por falar em Cavern Club, este é o último ponto de parada da Magical Mystery Tour, fica na Mathew Street. O bilhete do passeio dá direito à entrada no lendário pub onde os Beatles fizeram centenas de apresentações, antes e depois da fama mundial. Foi ali que Brian Epstein, agente conhecido como o “Quinto Beatle”, viu a banda tocar pela primeira vez, em 9 de novembro de 1961.

Do lado de fora tem um uma estátua de John Lennon e uma espécie de Wall of Fame, com os nomes de várias bandas e artistas que já se apresentaram na casa, como: Chuck Berry, Rolling Stones, The Kinks, Elton John, Eric Clapton, The Who, Oasis, Rod Stewart, Queen e mais um monte de gente boa!

Um fato curioso é que o Cavern Club foi demolido em 1973, por causa de uma obra do metrô que nem chegou a ser concluída. Provavelmente quando se atinaram para a grana que deixariam de ganhar com fãs dos Beatles e apresentações de outros músicos, ele foi reerguido praticamente no mesmo lugar, com os mesmos tijolos, em 1984.

Saindo de lá, todo mundo ganha um cartão postal da Magical Mystery Tour de recordação.

The Grapes

The Grapes está fora do roteiro, mas é um lugar importante, já que foi bastante frequentado pelos rapazes de Liverpool antes da fama. Embora não seja tão badalado quanto o vizinho Cavern, o The Grape (que também fica na Mathew Street) marcou o início da carreia dos Beatles, pois era ali que o grupo se reunia para fazer reuniões importantes e era pra onde iam após as apresentações no Cavern, já que este não vendia bebidas alcoólicas.

Outro fato interessante é que o The Grapes foi o lugar onde Pete Best foi para afogar as mágoas depois de ser enxotado da banda.

Casbah Coffee Club

Bem antes de serem os Beatles, quando ainda eram conhecidos como a banda adolescente The Quarrymen, John, Paul e George costumavam ensaiar e fazer shows no Casbah Coffee Club. O bar ficava no porão da casa da mãe de Pete Best, primeiro baterista da banda (posteriormente substituído por Ringo).

Os meninos foram a esse bar pra agendar o primeiro ensaio e Mona Best, dona do bar, disse que ainda precisava finalizar a pintura. Eles concordaram em ajudar em troca de uns trocados e pintaram as paredes com estrelas, dragões, teias de aranhas e mais uma infinidade de desenhos. Tudo isso pode ser visto até hoje!

Além da oportunidade de fazer o show inaugural da casa, em agosto de 1959, eles ganhavam uma mixaria por cada apresentação. Hoje o Casbah Coffee Club é avaliado em 1 milhão de libras, isto é, 6 milhões de reais!

Embora seja muito fora de mão (o bar fica no número 8 de Haymans Green, em West Derby), conhecer esse lugar vai ser um grande diferencial no seu tour pela cidade e vale a pena se você realmente for fã dos Beatles. É necessário reservar com antecedência.

Liverpool John Lennon Airport

É aqui que muita gente se despede de Liverpool, mas se não for o seu caso, visite-o mesmo assim.

O aeroporto passou a ter o nome do líder dos Beatles em 2001, 21 anos depois dele ter sido assassinado. O logo é o autorretrato desenhado por Lennon e o slogan é a célebre frase “Above us only sky“.

No hall do check-in tem uma estátua enorme do músico feita em bronze. Bem bonita! Tem também um submarino amarelo, tudo para homenagear o ilustre cidadão de Liverpool.

Agora veja o mapa que preparei especialmente para que você consiga se virar por conta própria em Liverpool:

International Beatleweek Festival

Em Liverpool, a última semana de agosto é toda dedicada ao Fab Four. Beatlemaníacos do mundo inteiro se reúnem em apresentações que homenageiam o grupo. É o maior festival do mundo em homenagem aos Beatles, com bandas dos quatro cantos do planeta.

Se você pretende passar por Liverpool durante o festival, é melhor não deixar pra cima da hora. A programação e os tickets podem ser adquiridos aqui.

Day Tripper

Minha viagem à terra dos Beatles foi feita num esquema bate-e-volta, mas eu me arrependi amargamente. Tinha lido que um dia bastava, mas não dá pra fazer quase nada além de um rápido passeio pela área central antes da Magic Mystery Tour.

Você que é um viajante esperto, vai baixar o mapa do itinerário disponibilizado pelo Viajei Bonito, comprar o seu Day Tripper ticket que além de dar acesso ao transporte público, inclui a entrada no Beatles Story e um passeio a bordo do Mersey Ferries River Explorer Cruise. Aí você faz a Magic Mystery Tour e depois volta no que quer ver por sua conta.

Meu conselho é que você fique ao menos dois dias. No primeiro você explora um pouco a cidade e faz o passeio a bordo do ônibus amarelo do filme dos Beatles, terminando no Cavern Club. No segundo você compra o Day Tripper ticket, visita o museu ao qual tem direito e aproveita o passe pra visitar o subúrbio, que é onde os Beatles viviam. Pra acabar, vai embora da cidade cantarolando músicas dos Beatles mentalmente.

Onde ficar na cidade dos Beatles

Você resolveu seguir o meu conselho e está se perguntando onde ficar na cidade dos Beatles. Não faltam opções! Veja aqui a lista que fizemos com os 10 albergues mais baratos de Liverpool.

Você é fã dos Beatles? Já conhece algum desses lugares? Conte para nós como foi o seu passeio. Ficamos felizes em receber comentários!

Fonte: Viajei Bonito

Uma resposta para “O caminho dos Beatles por Liverpool em um guia inédito

  1. Listen to “Tribute to Liverpool” reading the lyrics:

    TRIBUTE TO LIVERPOOL
    Praise the Lord all the Liverpool’s citizens,
    Cause has given the great and best products to your town.
    Your city isn’t just one more among all on Britain,
    On entire the world out became very well known!
    Your know-how is a gem that no one can ever rob,
    The cars you make have fascinated your lovely Queen,
    Your port sustains and keeps growing much job,
    There you had four men the best musicians that were born in:
    John, Paul, George and Ringo!
    John, Paul, George and Ringo!
    Calderstone a day was Quarry Bank High School,
    Penny Lane Street, I’ve got to hear a lot about,
    Cavern Club has written a pretty story in Liverpool,
    How so lovely were their songs for many people, as all get-out!
    John, Paul, George and Ringo!
    John, Paul, George and Ringo!
    It happened revolution in pop music so great,
    That we’ve got to break the ages in a one pair of dates,
    What has been before The Beatles, and what came after them,
    Rich story they knew to make in pretty sounds and love poems.
    (Guitar solo)
    John, Paul, George and Ringo!
    John, Paul, George and Ringo!
    Along only eight years they composed on continuous,
    So great songs were produced, each one of them was a genius!
    I love to hear them to sing their lovely songs,
    They bring back old young dreams that also to me belong!
    Praise the Lord, all the Liverpool’s citizens!

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