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O dia em que conheci Paul McCartney!

O sol amanhecera da cor da mais bela flor, e parecia iluminar ferozmente uma das casas, mesmo que tão cedo. Era uma linda mansão, afinal. Alta como os carvalhos e com enormes vitrais, que pareciam ter sido feitos exatamente para ver o espetáculo dessa manhã.

Em um desses vitrais, havia um rapaz. Um rapaz que parecia ter apenas 17 anos. Seu olhar era tão revelador que podia ser comparado a uma fera prestes a abocanhar a presa: trazia consigo medo e apreensão, mas ao mesmo tempo uma segurança invejável.

Parecia olhar para o lindo céu esperando uma resposta. Tudo era injusto. Ninguém o entendia, todos o criticavam.

Apesar de apreensivo, o garoto da janela se propôs a não pensar mais o que seria dele daqui um tempo. Era hora de mostrar a todos o que ele verdadeiramente era.

Não era necessário ter medo, ele possuía um amor real: a Música.

E não havia ninguém, mas ninguém mesmo que pudesse tirar este amor dele. Era este amor que o motivava a olhar para aquela janela, e enxergar a esperança e a vontade de mostrar a todos o quanto era capaz.

Mesmo que, a seu ver, fosse o único que tivesse esse sentimento.

Felizmente, ele estava enganado.

Exatamente neste dia, descobriu que não era o único sonhador.

Logo após uma empolgante (e assustadora) apresentação de sua banda, o rapaz se retirou junto com seus amigos para ‘brincar’ e tomar um ‘gole de café’, algo que sempre faziam depois de suas apresentações.

No meio das tantas risadas e brincadeiras, o tempo parou para o nosso garoto da janela.

 

 

Já não olhava mais para seus amigos nem os escutava

Algum sentimento o invadira. Um sentimento que ele não conseguia conter. Nem seu físico rebelde e arrogante conseguiram escondê-lo.

O silêncio foi geral e assustador.

Um silêncio que o despertou, e o deixou ainda mais pensativo, fazendo-o se perguntar:

“O que você está fazendo John? Controle-se! Os rapazes notaram! ”

Felizmente, a causa do silêncio não havia sido seu devaneio. E sim uma visita de um célebre companheiro.

O que fez John tomar sua postura de líder novamente, esquecendo momentaneamente daquele ‘sentimento estranho’.

Mas após se recompor, John olhou atentamente para o amigo que acabara de chegar e percebeu que, bem… ele havia trago um convidado, Paul.

Este convidado tinha olhos brilhantes e estonteantes, e um sorriso discreto.

John nunca havia visto o rapaz, mas ao se aproximar, algo aconteceu.

young_paul_mccartney

 

 

O universo havia parado.

Não havia mais ninguém naquele lugar.

Só John e Paul.

Olhos nos olhos.

Qualquer palavra dita não expressaria o que passava na cabeça deles.

Mas não era preciso de palavras, quando o coração de ambos revelava tudo.

(tum, tum, tum, tum)

(tum, tum, tum, tum)

Fora uma identificação instantânea, inexplicável.

O sentimento foi tão forte que eles não conseguiram reagir.

John estava olhando para o seu reflexo.

Vontades parecidas, sonhos parecidos… e enfim, um amor parecido.

E ao mesmo tempo um contraste.

Como isso podia acontecer?

Não havia explicação.

Mas a intuição de John dizia que a partir daquele momento, nada seria como antes…

E algo lhe dizia que se depararia com aqueles olhos muito mais vezes… mais do que imaginara.

Mariana Alves

7 Respostas para “O dia em que conheci Paul McCartney!

  1. Lindo presente de aniversário. Sei que é ficção, são seus sentimentos, mas de alguma forma você captou aquele momento quando tudo começou. Ficou…poético! Realmente, saber que existe outra pessoa com o mesmo sonho que temos, com a mesma determinação, é algo fundamental em nossas vidas. Sem esse encontro não teria havido the Beatles. Abençoado seja o dia 6 de junho de 1957.

    • Ah Virginia, muito obrigada de verdade! Seus comentários sempre me deixam muito feliz! Não tenho duvida alguma que a partir do momento em que se conheceram, as coisas começaram a mudar! Viva Paul!!

  2. Bem, é pelo ângulo feminino mas, me perdoem, ficou tão…boiola! Fazer o quê, né? Hoje tá na moda…se bem que o John, contam as más línguas…

    • Bem, eu sabia que muitos iriam pensar assim… sinceramente, não acredito que tenha tido algo a mais, mas também não vejo nenhum problema caso tenha tido um. Minha intenção foi ressaltar o quanto os dois esperavam e estavam dependentes deles próprios, o quanto eles se identificavam desde a primeira vez que se viram. Mas a interpretação é do leitor, e não apenas da autora🙂. Obrigada pela leitura!

  3. O comentário que fiz ontem não foi publicado. Gostaria de saber o motivo, se o teor do comentário ou se houve erro do sistema.

  4. Ok, Mariana. Mas que isso não torne a se repetir!! Eu achei que tinha sido banido!! Rsrsrsrsr.
    A propósito, John se aborrecia com essas tais ‘’más línguas’’ que eu mencionei. Quando Harry Nilsson (aquele do ‘Without You’ e ‘Everybody’s Talkin”.), insinuou “algo mais” entre John e o empresário Bryan Epstein, a reação de John foi instantânea. Aplicou-lhe um certeiro soco na cara, quase o colocando a nocaute.
    Ah, sim! Também acho óbvio que não houve algo mais entre Paul e John. O que uniu os dois foi ”apenas” o talento. A amizade foi consequência.
    Obrigado pela postagem.

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