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So long ago… (Parte II)

(Was it just a dream?)

Veja aqui a primeira parte desta matéria.

john80Oito de dezembro de 1980. Não me recordo do que fiz naquela noite. Lembro-me do sonho. Uma estação de embarque. Televisores ligados em vários lugares do amplo saguão. Todos os canais mostram Beatles. Imagens em preto e branco. Muitas pessoas passando por ali. Pergunto a uma delas. –”Por que estão mostrando os Beatles em todos os canais?” Não vem resposta. Logo que acordo o telefone toca. Meu primo Eustáquio me ligando de Belo Horizonte. -“A noticia que tenho é péssima. Se é que ainda não está sabendo… Mataram John Lennon.” Silencio. –”Virginia, você está bem?” –”Não. Você tem certeza? Não será um trote?” -“Está em todos os canais…” Ah, o sonho… Ligo a TV. Mostram os Beatles chegando aos Estados Unidos no começo da Beatlemania. Desmorono. O sonho tinha acabado de vez. Eu tinha esperanças… Após um retiro de cinco anos John estava lançando novo disco, o “Double Fantasy”. Uma das músicas, “(Just like) Starting over”, celebra seu recomeço. Havia uma conversa que ele e Paul comporiam juntos novamente para o próximo disco de Ringo! Sem confirmação. E se fosse verdade? Não seria mais possível.  Zanzo pela casa sem saber o que fazer. Dou a notícia para minha mãe que empalidece! Amigos em desespero me ligam sem parar. Vem telegrama de pêsames do Rio. Vem cartão postal: “Queria ligar para Julian. Não tenho como. Você é a pessoa mais ‘aparentada’ com ele que conheço. Aceite minhas condolências.” Eu aceito.

A TV mostra jornalistas rodeando um Paul visivelmente chocado “Que droga!” diz ele. Para meu espanto tecem comentários contra Paul dizendo que ele tinha se mostrado “insensível”. Não viram o seu rosto, sua expressão de choque?  “Além da dor pela morte de John, recebe a censura como bônus!”, penso com um suspiro. Vontade de correr até lá e abraça-lo. Onde está o teletransporte?

Passo o dia desorientada, sem verter uma só lágrima. A noite trás novo sonho.  Eu andando no meio de névoa densa. Vejo Yoko perdida na fumaça. Me aproximo. -“Procurando por John?” Ela faz que sim com a cabeça. “Vem comigo. Eu sei onde ele está.” Naquele momento toda minha antipatia por ela desaparece. É uma irmã sofrendo. Tomo sua mão e seguimos em frente. Avisto John. Chamo por ele… “John!” Ele vem ao nosso encontro, nos abraça  e a névoa se dissolve. Posso ver bem o lugar. Muito verde. Uma estrada de terra.  Um banquinho branco onde nos sentamos. Ela à sua direita. Eu à sua esquerda. Ficamos de mãos dadas. Imagino que ela faz o mesmo. -“Ainda bem que ele tem duas mãos”, penso. Ficamos ali em silêncio pelo que me parece ser horas. Tão real! “Com certeza ele gostaria de estar com seus filhos e amigos. Devem chegar a qualquer momento”. Não penso em mais nada. Fico sentindo o calor de sua mão… sabendo que estava dizendo adeus a meu amigo. Sem sombra de dúvida, meu amigo.

JOHN LENNON - "GIMME SOME TRUTH"Dia seguinte recebo ligação da amiga Ângela. Quer mandar celebrar uma missa para ele. Eu iria com ela à procura de um padre? Aceito. Os três primeiros padres procurados se negam a celebrar. O quarto, padre João, diz sim. Aleluia! Conto a história para meu pai. Ele diz: -“Eu mandei celebrar uma missa de sétimo dia para John Kennedy. Sem o menor problema.” Eu digo: -“Por Kennedy ser um governante. Católico. Não dão valor a um cantor de musica popular não ligado a religiões”.  Fico surpreendida com o comentário do meu pai. -“John era mais que um cantor. Era um porta voz da juventude. Um dos seus governantes, Virginia. Eu também estou chateado, pode acreditar”.  Sentada no sofá ao lado do meu pai, eu finalmente choro.

Notícias chegando. Reproduzo aqui o que saiu na mídia. Não garanto ser verdade. Yoko teria fechado a porta para os amigos, permitindo apenas a entrada de Ringo. Elton John, cansado de chamar, vai embora. Pouco tempo depois expõe seu sentimento na belíssima “Empty Garden”. David Bowie passa toda a noite na porta do Dakota com a multidão de fãs, vela acesa. Participa da procissão pelas ruas próximas. John teria feito um comentário que ao morrer queria ser enterrado. Yoko opta pela cremação. Paul teria passado o dia inteiro ouvindo John cantando “(Just Like) Starting over”. Yoko pede a todos que façam dez minutos de silêncio por John. O mundo silencia. Dias depois ela pede pelo fim dos suicídios. Fãs estavam se matando.

Pouco tempo depois George Harrison sente-se inspirado. Compõe uma emocionante música para ele: “All Those Years ago”. Ao gravá-la convoca Paul e Ringo que aceitam o convite. Assim temos os Beatles, sem John, reunidos por triste motivo. Paul também se inspira e nos brinda com “Here Today”, onde declara seu amor ao amigo.

Lennon, John & Ono, YokoOs anos passam. Vou ao cinema ver o documentário “Imagine”, cheio de informações essenciais. Vemos John lendo uma carta onde era avisado que seria assassinado. Ele não leva a sério. Se eu tivesse escrito para ele sobre meus sonhos tendo notícias de sua morte teria sido em vão. No final levo um choque. Ali estava a estrada de terra e as árvores vistas no sonho do dia 9.  Sua residência em Ascot. Lembro-me de ter lido que ele sentia-se muito feliz naquela casa de colunas brancas. Natural que tenha ido para lá. A constatação da existência do local visto em sonho me perturba por alguns dias. Agora em 2014 faço descoberta ainda mais perturbadora. Encontro o vídeo, feito talvez por fãs, para a música “#9 Dream”. É do disco “Walls and Bridges”, lançado durante o “Fim de Semana Perdido”. A voz que ouvimos dizendo “John” quando ele fala “alguém chama meu nome…” pertence à May Pang. Mas as cenas do vídeo são todas com Yoko e ele em Ascot. Vemos Yoko perdida na névoa longe de John. Ela o encontra em outro local também envolto em névoa.  Está lá o banco branco… A diferença é que não estou no vídeo! Vejo as cenas na mais intensa emoção enquanto ouço a música. De repente dou-me conta que ela relata um sonho, o de número 9, cuja letra diz assim… “Faz tanto tempo… Foi só um sonho? Parecia tão real para mim…” Meu sonho vivido no dia 9 pareceu-me tão real quanto seu sonho número 9. Tão real que ainda sinto o calor de sua mão. Um sonho onde uma voz de mulher também chama por ele: a minha voz. Ah! böwakawa poussé, poussé…

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Por Virginia Abreu de Paul(a)

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12 Respostas para “So long ago… (Parte II)

  1. Muito bonito, Virginia Abreu de Paula… lembro que também sonhei com Lennon e a Yoko também aparece no sonho… e o sonho virou poema… e o poema foi musicado! :o)

  2. Ah, Virgínia! Não tenho palavras para explicar o quanto me emocionei com seu texto…. fiquei esperando entusiasmadamente a parte dois! Quantas vezes eu me perguntava o impacto que esta notícia tivera para quem realmente o ama. E você me mostrou. E digo mais; me imaginei ali, louca para poder vê-lo e apenas dizer “obrigado”.
    E obrigada a você Virgínia…
    John deixando saudade… muita mesmo…

  3. Penninha e Mariana…como fico feliz ao saber que apreciaram. Informo que conheço o sonho de Penninha que virou música. Muito bonito. Mariana, o choque foi tão profundo que não sei se consegui passar realmente o que senti. O que todos nós sentimos. Alguns sentiram de forma tão pior que se suicidaram. Isso nem passou pela minha cabeça. Considero-mo de certa forma, abençoada, pois pude sonhar e despedir nele no sonho, num lugar que realmente existe. Eu ainda me assusto com isso quando recordo. Imagine que só voltei a sonhar com ele agora em 2014!

  4. Coincidências muito loucas. Dá para ficar pensando em comunicação telepática.

  5. Mara, que bom ver seu comentário aqui. Obrigada! Sim, as coincidências são enormes. E não contei nem a metade delas.🙂

  6. Oh, Virginia, espere um momento, deixe-me secar minhas lágrimas. Pronto. Bom, tardo mas não falho🙂 Tive uns problemas com o computador e só pude ler seu texto direito agora, e já vou logo adiantando o óbvio: chorei. Para variar. Eu sempre me perguntei como deve ter sido o impacto naquela época, para quem acompanhou os Beatles desde a explosão da Beatlemania. E ao ler seu texto, senti como se tivesse sendo teletransportada para outra época, e isso foi incrível. Senti toda a dor, todo o choque. Já estava chorando logo no primeiro parágrafo. John deixa saudades. Muitas mesmo… Esses versos de #9 Dream fazem parte da minha filosofia de vida. “Faz tanto tempo… Foi só um sonho? Parecia tão real para mim…” Eu os vejo frequentemente em sonho. Um dos mais reais foi um que eu tive com George e Ringo sentados no sofá da minha sala, conversando agradavelmente comigo… Um visual de 1969, como o que vemos em Let It Be. Nós três, sorrindo alegres, conversando e nos divertindo. Tive outro parecido com John. Estávamos em algum lugar que me escapa a memória. Mas ele usava roupas quase idênticas a da segunda foto e sorria abertamente. Já estivemos juntos em uma festa, também. Paul já chegou a segurar o Höfner, sentar-se na minha cama e dar umas aulinhas de baixo para mim. E dividimos uma mesa em outra versão da mesma festa que fui com John. Paul, meu melhor amigo e eu. E todos pareceram tão reais… Acordo de cada sonho com a mesma sensação que você. Tão real. Eu ainda sinto a textura do cabelo do Ringo e do George nos meus dedos! (Sim, eu cheguei a tocar nos cabelos deles.) Lembro dos reflexos nos óculos de John e de seu sorriso. Lembro de Paul explicando acorde por acorde pacientemente. Os Beatles são assim. É uma magia tão forte, tão pura, que chega a ser inacreditável. As vezes eu chego a questionar se não foi tudo um sonho. Então eu começo a ouvir… E sinto o meu coração esquentar. E percebo que o sonho nunca vai acabar. Porque não importa quanto tempo passe, a magia e a música ainda ficam, passando o sonho e cada uma de suas emoções de geração a geração. Rumo ao infinito! Então, muito, muito obrigada mesmo Virginia, por esse texto lindo. Realmente me emocionou :’) Terá uma terceira parte? Pois, se tiver, saiba que estou louca para ler!

    Abraços!

  7. Não sei nem o que dizer, quando eu li senti uma vontade imensa de chorar, mesmo não tendo vivido nesse período, sempre que leio sobre John eu sinto uma certa angústia no peito.
    Te admiro, acredito que deve ser uma ótima pessoa! Obrigada por compartilhar conosco seus sentimentos quanto a isso.

  8. Vendo uma narrativa tão comovente, veio-me a mente uma frase atribuída àquele que matou Jonh Lennon: Mark David Chapman: The Man Who Killed John Lennon (trecho traduzido):…Me lembro de que estava orando a Deus para me impedir de matar John Lennon e ao mesmo tempo pedindo a Satanás para me dar a oportunidade”… Esse mundo é muito louco. Precisamos de mais poetas.

  9. Marcus Kaufmann

    Como já comentei na primeira parte de sua declaração de amor, li, já me emocionei e, definitivamente, essa palavra “Beatles” tem uma energia para além da compreensão que nos une, nos nutre, nos emociona, nos fere, nos entristece, nos anima e nos alimenta! Esse elo de proximidade que você sente, todos nós sentimos também em diferentes graus e com diferentes sensações. Você é a expressão máxima disso, Virgínia, uma fã de “primeira geração”!! Sou fã de segunda geração e talhando os meus para serem de terceira geração. Meu molequinho, Vitor, de 6 anos, ama Bésame Mucho da sessão de 06/06/1962 em Abbey Road do Anthology 1!! E é viciado em “Save Us” do Paul! Que maravilha! Para você, Virgínia, que veio a Brasília e viu o Paul, como eu e como tantos, de várias e várias gerações, bravo, bravíssimo!!!!!! Parabéns!!!

  10. Entrei aqui agora e fui surpreendida com tantos comentários, inclusive do meu querido amigo Wagner, ele também um grande autor, comentarista de “prima”. Na verdade só passei a escrever crônicas graças a ele, que me incentivou. É meu padrinho na Academia Feminina de Letras. Agora respondendo a Alice: você é a garota que trocou muitas mensagens comigo na véspera do show de Paul em Brasília? Nòs duas cheias de medos…E se não desse certo? Lembro bem. Não haverá uma terceira parte do So Long Ago, mas comecei outra séria, essa de nome “I’ll be back” exatamente sobre o concerto. A primeira parte já está aqui no Beatles College e falo apenas sobre como me senti por não ter podido ir a seu show em Belo Horizonte em 2013. Na segunda vou falar sobre os preparativos. E a terceira será sobre nós ali no Mané Garrincha respirando o mesmo ar que ele. Espero que gostem também. A menina Alice faz parte do segundo texto! É você? Eu me esqueci do sobrenome. Vieira…Será? Seus sonhos são belissimos. Podem ser reais sim, acho que podem. Eu não duvido de nada. Pode ser que nos encontremos em alguma outra dimensão. Eles sabem quem são aqueles que realmente os amam. Paul entende de Metafísica, pelo menos um pouco. John dizia que nada é real, no mundo material, claro. Então sabia de física quântica. Sendo assim sabiam que vivemos em diversas dimensões. Somos seres multidimensionais. Quero crer que realmente possamos nos encontrar por aí. Num sonho mais antigo o Paul tocou piano para mim e cantou “Little Child ” inteirinha. Então sei bem o que você sentiu no seu sonho. Só quem sonhou assim sabe o que é…Sensação de ser real. Sonhos que John também sonhava ou não teria composto a number nine Dream. Fico feliz de ter encontrado outra fã que também sonha, que vive a Beatlemania num outro espaço. Um espaço todo nosso…Quem sabe ainda te vejo por aí, em Alice? Eu torço para que aconteça. Agora vou continuar as respostas aos outros queridos que comentaram em outro box para não ficar longo demais num único lugar.

    • Olá, Virginia! Desculpe mesmo pela demora – só entrei aqui agora! Sim, sou eu mesma! Oh, e haja medos… Em uma situação dessas, o que mais poderíamos fazer? Acho que era mais por causa da alegria. Enfim, graças a Deus, tudo ocorreu bem! Como eu disse no comentário, realmente adorei So Long Ago. Me encheu de lembranças. Que venha mais! Vou escolher um dia em que eu esteja sozinha em casa para ler as outras partes, porque já percebi que vou chorar. Oh meu Deus, isso é sério, Virginia? Eu estou sem reação agora. Minha nossa, eu?! Tem um misto de gratidão e emoção aqui no peito! Acho que é a primeira vez que alguém me coloca em um texto, e eu admiro tanto você que você não faz ideia! Pois é, eu REALMENTE vou chorar! Sim, é esse o meu sobrenome! É maravilhoso sonhar com eles. Antigamente, eu tinha um truque. Era só ler sobre eles bem de madrugada mesmo, antes de dormir… Meus sonhos eram enfeitados por eles a noite inteirinha! Acabo de me lembrar de quando estive com George em Hamburgo. Pareceu tão real. Ele usando as roupas de couro e o topete. Chamou John e Paul para tomarmos uma cerveja juntos! Acredita? Eu também torço muito para que nos encontremos algum dia. Ia ser muito legal. Quem sabe? Passar em Minas é uma das minhas fantasias desse ano. Quero arrastar o meu melhor amigo comigo, e o motivo ainda é o mesmo: shows! Está difícil porque, ao que parece, a distância entre Minas e Brasília é um pouco maior do que eu pensava, mas fazemos um esforço🙂

      Abraços!

  11. Agradecendo a Esther. Sei que suas lágrimas foram de emoção. Eu também choro quando me emociono com os textos. E vou te contar uma incrível: eu choro quando escrevo! kkkk. Obrigada também por ter bons pensamentos sobre mim. Não sou essas coisas , mas “I have to admit it’s getting better,:) Marcus, seu comentário comprova o que eu sempre imaginei. Existe um elo indefinível e inexplicável entre nós. Algo mágico. Cada fã sente de uma forma, mas sempre sente alguma coisa. Muitos de nós falamos sobre eles com tanta intimidade que parece que vivemos juntos.🙂 Eles preencheram, e preenchem, uma parte nossa, entram nas nossas almas, da forma que imaginamos. Como eu disse para Alice, eu acredito que até mesmo fazemos contato. Afinal vem comprovações, não é? Como eu poderia saber que aquele lugar visto em sonho era sua real casa em Ascot? Aí tem coisa. Mas sei que muitas vezes eles representam o que cada um vive. Muitas vezes o que sentimos não é necessariamente o que eles são. Mas para nós é assim, e é isso que conta, pois o a verdade deles não temos como saber. Por isso escrevo sempre sobre o que eles representam para mim! E que nem sempre é mesmo que representa para outros fãs. Confesso me sentir apreensiva de vez em quando por saber que aquilo que sinto vai em oposição ao que outros sentem. Me dá receio de ser incompreendida. Mas se todos sentissem igual algo estaria errado. Pois eles atingiram todos os estilos de vida e ninguém é igual. A beleza está na diversidade de emoções e interpretações. Só acho estranho quando afirmam coisas impossíveis de serem afirmadas. Eu tenho o cuidado de dizer ser apenas o que imagino, ou o que li em algum lugar sem dar certeza. É muito bonito ouvir o dizem para nós, ao pé dos nossos ouvidos.🙂 É a energia da palavra Beatles, como você bem disse. Por isso o mundo dos Beatles fãs, ou Beatle People, como falávamos nos anos 60, é tão diversificado e colorido. Estão aí as fas fictions que comprovam. Bom demais conhecer fãs da segunda geração zelosos quanto ao prosseguimento do fandom. Está aí o Victor vibrando com Besame Mucho…E gostando do “Save Us” que é a minha preferida do NEW. Aquela música parece que ensina a voar.. Ou parece ser assim. As notas voam e seguimos com elas. ooooooooooooo! Markus, muito obrigada pelas suas palavras gentis, por já ter comentando antes também. Volto a agradecer a todos vocês. E vejam lá o “I’ll Be Back”.

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