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Sob chuva, Paul McCartney faz show intenso e saúda fãs de SP: ‘É nóis’

O beatle seguiu roteiro esperado de 2h40 e voltou a brincar em português. Show de terça foi o 1º do novo estádio do Palmeiras; ele volta nesta quarta.

Paul McCartney em São Paulo (Foto: Marcelo Brandt/G1)

Paul McCartney em São Paulo (Foto: Marcelo Brandt/G1)

Paul McCartney pode ser a solução para a falta de chuva em São Paulo. Das duas últimas visitas para tocar na cidade, trouxe tempestade. Em 2010, ele soltou a frase inesquecível sobre o tema: “Tudo bem in the rain?”. Nesta terça-feira (25), de novo debaixo d’água, seguiu o roteiro esperado da turnê “Out There”: 39 músicas em 2h40, intercaladas com brincadeiras na língua local. Uma gracinha especial aos paulistanos foi o “é nóis” antes de “Yesterday”. Já “I’ve Just Seen A Face” ganhou um “ô, meu”.

O show do beatle foi a estreia musical do Allianz Parque, novo estádio do Palmeiras, na Zona Oeste da cidade. A lotação foi esgotada, com 45 mil pessoas. Ele faz nova apresentação, para o mesmo número de fãs, nesta quarta-feira (26). Será a última data da turnê mundial “Out There”, que começou e vai terminar no Brasil. A estreia foi em maio de 2013, em Belo Horizonte. A previsão é de “chuva a qualquer hora” para esta quarta em São Paulo. Caso se confirme, é de se pensar em um projeto de trazê-lo mensalmente, para encher reservas e estádios.

Paul não fez nada fora do esperado. Na comparação com as outras paradas brasileiras de 2014, o repertório foi idêntico ao do Rio, e teve só duas músicas diferentes de Brasília e uma de Cariacica (ES). O que variou foi a abertura (“Magical Mystery Tour” em Brasília e “Eight Days A Week”, nas outras) e uma faixa do bis (“Get Back” em Brasília e Cariacica e “Hi Hi Hi”, no Rio e SP).

Previsível não significa  burocrático. O gritão de adolescente, aos 72 anos, de “Nineteen Hundred And Eighty-Five”, deixa claro: Paul é intenso e não está no palco (só) de brincadeira.

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A chuva caiu forte durante o dia e início da noite e atrapalhou a chegada no estádio. O show começou com atraso de 45 minutos, às 21h45. Nesse momento, nem chovia tanto. No meio da apresentação, a chuva deu uma trégua, só para voltar mais intensa, até o último bis. Não que tenha atrapalhado a festa. Deu até um drama a mais na sequência matadora de “Let It Be”, “Live And Let Die” e “Hey Jude”. Outro ápice do show, este menos óbvio, é “Blackbird”, em que ele cita a inspiração no movimento negro norte-americano, e “Here Today”, dedicada a John Lennon.

Do disco mais recente, o ótimo “New”, ele toca quatro músicas. O veterano pinça as mais adequadas para estádio (“Everybody Out There” é a que mais funciona) e deixa de fora as mais introspectivas, como “Early Days”. É tudo certinho, pensado para manter o público entretido durante as quase três horas de show “bombando”, como ele mesmo define em português em “I’ve Just Seen A Face”.

Paul McCartney em São Paulo (Foto: Marcelo Brandt/G1)

Paul McCartney em São Paulo (Foto: Marcelo Brandt/G1)

Claro, há variações de resposta quando vêm os hits óbvios dos Beatles (“Ob-La-Di-Ob-La-Da”; “And I Love Her”). Como se precisasse, Paul ainda recorre a clichês como o de “agora só os homens/agora só as mulheres” no coro de “Hey Jude”. Tudo bem. Com tanta história nas costas e energia no presente, não faz mal um ou outro lugar-comum. Então segura esse: Paul McCartney faz chover.

Setlist:

“Eight days a week”
“Save us”
“All my loving”
“Listen to what the man said”
“Let me roll it”
“Paperback writer”
“My valentine”
“1985”
“The long and winding road”
“Maybe, i’m amazed”
“I’ve just seen a face”
“We can work it out”
“Another day”
“And i love her”
“Blackbird”
“Here today”
“New”
“Queenie eye”
“Lady Madonna”
“All together now”
“Lovely Rita”
“Everybody out there”
“Eleanor Rigby”
“For the benefit of Mr. Kite”
“Something”
“Ob-la-di ob-la-da”
“Band on the run”
“Back in the USSR”
“Let it be”
“Live and let die”
“Hey Jude”

Primeiro bis
“Day Tripper”
“Hi hi hi”
“I saw her standing there”

Segundo bis
“Yesterday”
“Helter skelter”
“Golden slumbers”
“Carry that weight”
“The end”

Fonte: G1

Mais fotos AQUI (Fonte: G1).

6 Respostas para “Sob chuva, Paul McCartney faz show intenso e saúda fãs de SP: ‘É nóis’

  1. Sobre a transmissão ”ao vivo” do Multishow:
    O Multishow ”pisou na bola” feio! Total incompetência para transmitir um show dessa magnitude! Não foi ao vivo, colocaram dois apresentadores (babacas desantenados), que só falaram besteira, estavam absolutamente perdidos, repetiram a mesma gravação duas vezes, som péssimo, em alguns momentos apenas o microfone do Paul McCartney era ouvido e pior, bem pior, encerraram abruptamente a transmissão quando o show iria entrar na melhor fase. O Multishow perdeu uma ótima oportunidade de mostrar serviço, em compensação, demonstrou total acaso com seus telespectadores!
    Obs.: se, como estão alegando, era para transmitir apenas uma hora e meia do show, seria melhor então que fosse o final!

  2. Pelo que ouvi dizer a equipe de Paul fez exigências complicadas para o canal. Não podia ser ao vivo. Paulzinho não aceita que joguem no ar algo sem uma avaliação antes e até mesmo fazendo uma espécie de photoshop…Ajeitando possíveis deslizes. Mas parece que o Multishow vai editar e passar em outro dia.

  3. Gente, estou com saudades! Será que Alice foi? Quem sabe me dizer?

    • Oi Virgínia, muito feliz por vocês!! A Alice chegou a comentar que foi o melhor dia da vida dela no artigo sobre o show em Brasília. Mas me conte, como foi?

    • Virginia, oi! Sim, eu fui! Nunca chorei tanto na minha vida! Foi muito emocionante, fiquei esperando o Paul chegar vendo as fotos no telão e lá aparece ele, com Magical Mystery Tour… Chorei tanto que nem cantar consegui! E nunca vi algo tão lindo… Você sentiu o que eu senti na hora de Hey Jude? E Day Tripper… Gritei tanto cantando Day Tripper. E quase morri do coração na hora de Live And Let Die, fiquei ainda mais emocionada. Para não falar de Here Today. Quis desabar de tanto chorar, nem aguentei cantar, só cobri o rosto e chorei, chorei, chorei… And I Love Her me tocou também. Só lembrei de mim mesma assistindo A Hard Day’s Night pela primeira vez, do rosto de Paul cantando a canção. E por algum motivo eu ri, alegre, em All Together Now e Ob-la-di, Ob-la-da. E os efeitos no teto do estádio em Being For The Benefit Of Mr. Kite… Quando acabou os bis eu quis morrer! Fiquei toda arrepiada com The End… Para acabar o show depois. Deu vontade de correr para São Paulo e comprar os ingressos. Até minha mãe, que nem gosta, adorou! Brincou que já que estávamos pertinho do aeroporto, poderíamos correr que dava tempo…😀 O que achou de Brasília? Como foi seu show?

      Abraços!

  4. Queria que Paul tivesse tocado “Magical Mystery Tour” no 1° show da Out There!, aqui em BH… mas, foi perfeito! E sobre a Multishow ter “transmitido” o show, foi enorme o desrespeito com os fãs e os telespectadores.

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