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“SIM John, hoje é seu aniversário!”

Polêmicas à parte, não há dúvidas de que Yoko fez muito bem a John. Da mesma forma que que não há dúvidas de que Paul fez muito bem a John também. Talvez ambos com a mesma intensidade, porém de maneiras diferentes. O importante é chegarmos à conclusão de que John parou de dizer NÃO, para dizer SIM depois que conheceu eles.

John NÃO queria escolher entre ficar com Julia ou Freddie, ele queria os dois ali com ele.

John NÃO queria ir para a Nova Zelândia ou para a casa de Mimi, John queria a sua casa.

imagem 1Quando ele conheceu Paul, surgiu uma dúvida. Mas ele disse SIM, poderia dar certo uma parceria com ele.

Quando Julia morre atropelada, John quase diz não, mas Paul pediu que ele continuasse, dizendo SIM ao Rock.

Graças a Paul, John diz SIM a George

Imagem 2Logo depois, diz SIM a Brian

Depois, diz SIM à Ringo, à beatlemania, às turnês, à fama, ao sucesso, à Índia, ao cansaço, ao estresse, à insegurança…

É. Dizer SIM tem lá suas consequências.

O SIM de Paul já não era tão legal assim.

Imagem 4Em um belo dia, John é atraído por uma obra de arte: uma escada.

Ele sobe nela e vê pendurada no teto um cartaz escrito SIM.

Era um SIM diferente.

Um SIM ousado e desafiador

Imagem 5Este SIM era de Yoko.

E com este SIM, John muda as coisas

Diz SIM a outra banda

Diz SIM a Nova York

Diz SIM a Martin e Ringo

Imagem 6Apesar de um pouco ressentido, diz SIM a George

Diz SIM a uma vida caseira

Diz SIM a Sean…

Mas, algo estava faltando…

Por que não ter os dois “SIMs”?

E não é que ele tentou? E não é que ele conseguiu?
SIM, ele consegue dizer SIM a Paul e a Yoko, um SIM único. Misturado à maturidade e ousadia, a saudade e amizade.

E nos últimos minutos de sua vida, um policial não crê em seu estado, e pergunta: “você sabe que é John Lennon?”
E sabe o que ele respondeu? SIM.

Foi como se dissesse a todos nós: “eu disse SIM o suficiente, cabe a vocês dizerem agora! Vocês não estão entendendo? Lutem pela paz, pelo amor, pela vida… eu já dei o meu recado, agora é a vez de vocês continuarem com ele!”

E eu acho de verdade, que um bom jeito de ficar bem perto dele, é tentar dizer um pouquinho de seu SIM. Afinal, mesmo que o céu que vemos lá em cima caísse e rolasse, e as montanhas desabassem para o mar, eu tenho certeza que ele sorriria vendo a gente tentando fazer o bem!

Happy Birthday John!

 Por Mariana Alves

6 Respostas para ““SIM John, hoje é seu aniversário!”

  1. YES WE’RE GOING TO A PARTY, PARTY! Feliz aniversário, Johnny!❤ Ah, Mariana, ao ler esse texto me enchi de lembranças! Desde o dia em que eu o vi pela primeira vez até hoje. Foi há tanto tempo… Nem lembro quantos anos eu tinha! Mas eu nunca poderia esquecer a imagem daquele homem catando uma música ao piano (Imagine) que na época eu nem sabia qual era e de seus óculos de lentes laranjas. Quem é ele? Então o mistério foi resolvido: John Lennon, criador de uma certa banda chamada The Beatles. E John me intrigava tanto… Pouco tempo depois vieram os Beatles. Quatro garotos de terno e franja correndo por uma rua e imagens em preto e branco… E desde aquele dia eu soube que eles eram os maiores. Para o meu azar, eu só entenderia a dimensão disso muito tempo depois (eu faço parte dos número "1" na estatística dos nove entre cada dez beatlemanícos que conhecem a banda à partir de parentes), por conta própria e graças a minha gigantesca sede de conhecimento. E depois eu viria a conhecê-lo melhor, mesmo que não pessoalmente, e perceberia que John é fascinante. Tudo naquele homem faz isso comigo: me fascina. Desde a rebeldia adolescente até as épocas de pacifismo e a volta da cadeira. Todos os seus SIMs, todos os seus NÃOs. John não era só mais um músico. Ele era uma pessoa incrível, com uma das melhores almas de que já ouvi falar. É como Paul disse em Here Today: mesmo que ninguém entendesse uma palavra, ele sempre estava lá, com um sorriso… Era rebelde, romântico, brusco, mas ainda assim extremamente carinhoso, engraçado, cínico, verdadeiro, fascinante, cativante, admirante, apaixonante. Que chamava a atenção onde quer que estivesse. Espalhou amor com os Beatles e continuou a passar a mensagem com Yoko. O outro SIM. Exatamente como você citou. Dois SIMs diferentes, SIMs únicos. E amava tanto Paul quanto Yoko. E enfrentou a hipocrisia da imprensa. Pediu para que déssemos uma chance à paz, nos pediu para imaginar todas as pessoas compartilhando o mundo. Ensinou as pessoas a acreditarem num mundo melhor. Mas, acima de tudo, espalhou amor, com grandes músicas românticas tanto nos Beatles como na carreira solo. Então, mais uma vez, muitíssimo obrigada, Mariana.

    Love is all we need.

    Abraços!

    • Inteligente e inconsequente, sensível e arrogante, sério e brincalhão… John realmente dá muita saudade! Vivo pensando como seria se ele estivesse aqui hoje… ele nos surpreenderia ainda mais, porque era isso que ele gostava de fazer…
      Eu que agradeço Alice!
      All we need is love, and peace, and John, and George, and Paul, and Ringo!
      Abraços!

  2. Pois eu tenho dúvidas, Mariana. Seu texto é adorável, seu amor por eles, seu carinho. Mas revelo que, sim, tenho todas as dúvidas do mundo quanto a Yoko contribuindo com qualquer coisa de positivo para John. No meu interior eu tenho certeza que praticamente nada de bom surgiu daquele relacionamento. Alguma coisa pode ser porque sempre há algo de bom em tudo nesse mundo ainda dual. Tiveram Sean, por exemplo. Mas até isso é problemático, porque ele já tinha um filho, que foi quase que esquecido com a chegada do novo. Mas meu interior pode cometer enganos. Por isso eu digo apenas que tenho duvidas, visto que eu nunca estive lá com eles, não tenho o direito de afirmar nada. Curiosamente hoje vi uma declaração feita por George que é exatamente o que eu sentia sobre ela quanto à separação dos Beatles . Igual. Quer dizer que meu interior pode acertar. Ele disse que Yoko hoje pode dizer que gostava dos Bealtes, mas ela nao gostava. Não gostava dos Beatles! Ela os via como rivais, ela queria John exclusivamente para ela. Ele se sentia muito desconfortável com sua presença. Ele sentia que ela era uma cunha que tentava penetrar profundamente para afastá-los…e conseguiu. Não joga a culpa toda nela, pois todos estavam desgastados..Mas definitivamente ela queria a separação. E alguém que queria e trabalhou pela separação deles não tem minha simpatia. O interessante foi a coincidência: eu estava pensando no que escrever aqui…tudo que eu tinha era minha intuição e a declaração de Paul em 71 totalmente contra ela. Mas era um tempo em todos disseram o que não deviam ter dito.Tinha também as declarações de Julian, porém poderia ser apenas por ela ter sido a responsável pela separação do pai da sua mãe. Pois logo cedo vi a declaração de George sem procurar por ela. Apareceu no meu Newsfeed. Ele disse isso depois da separação. Sei bem que é um outro assunto. Mas se nesse assunto eu captei nem sei como o que George, ( e provavelmente o que Ringo, Paul..e George Martin) também sentia, há chances que meus outros sentimentos estejam pelo menos em parte, corretos. Não vou dizer o que sinto, nem mesmo o que vi com o terceiro olho.Apavorante demais e sem provas. Mas posso dizer o que todos viram: até fisicamente John ficou estranho. Aos 40 anos parecia ter 60 ou mais. Vi recentemente num documentário o coitado comendo uma barra de chocolate escondido e ainda pedindo que não contassem para Yoko. Vi um homem que se dizia feminista e fez o oposto. Assumiu o papel de uma mulher submissa que nem as que ele dizia considerar escravas. Musicalmente também nem preciso dizer… Ficou anos sem nada compor. E sem nada lançar. E quando lançava tinha de encaixa-la nos discos, o que dava um grande trabalho para mim, tendo de levantar para pular as faixas dela a toda hora. rs rs rs. George se levantou pulando de uma cadeira ao saber que ela tinha se sentado ali. Deve significar alguma coisa. Inclusive que é poderosa, pois conseguiu convencer a John que tinha talento sem ter, e conseguiu adeptos e fãs. Ainda hoje também vi um fã dizendo que só conhecemos o verdadeiro John depois da separação. Claro está que é alguém fã de John Lennon, mas que nunca foi admirador dos Beatles e nem mesmo nunca ouviu nada co m atenção, ou não diria uma bobagem dessa, como se John Beatle nem tivesse valor. Lembro agora da frase que encontrei recentemente e até postei no meu face. “Não confie em ninguém que não gosta dos Beatles”. Antes de terminar repito o que disse antes: não afirmo que ela nada tenha feito de bom. Digo apenas que duvido de o dó. E posso estar enganada. Ah, sim, já a perdoei. Claro. Cometeu um crime hediondo contra a humanidade, mas está perdoada. E perdoar não significa aplaudir. Perdoei também o Marc Chapman, que fez muito pior do que ela. Nem penso em comparar, Por falar em comparação, não há como compara-la com Paul. É outro departamento. Musicalmente Yoko não contribuiu em nada. Paul foi seu parceiro em tudo que amamos. Suas vozes foram feitas uma para a outra. Que harmonia. Se ele amava os dois? Isso não temos como saber ao certo. Não estávamos lá. Só podemos intuir. É pouco para poder afirmar. O que intuo? Que ele estava completamente cansado dela. Doido para ir embora. A vida de escravo não é fácil. Posso estar redondamente enganada, claro. Mas é o que vi em seus olhos. Ao certo só sabemos o que ele disse na sua entrevista para a Rolling Stone pouco antes de falecer. Que tinha escolhido apenas dois parceiros musicais em sua vida. Paul e Yoko.”Boas escolhas, não é?” Isto é, finalmente ele considerava Paul como bom parceiro. Queria elogiar Paul colocando-o no mesmo patamar que Yoko. Céus. Nem preciso comentar. Mas hoje já se sabe que ele realmente planejava voltar a compor com ele para o disco de Ringo de 81. Penso que, por dentro, ele já sabia quem era o verdadeiro músico entre seus parceiros. But he never could speak his mind. Frase dele.

    • Virgínia, muito obrigada pelo comentário! Eu concordo com você em parte. Realmente foi muito ousado de minha parte comparar Yoko com Paul, Paul & John sempre serão irmãos, e o que eles fizeram juntos foi emocionante. Entendo também que Yoko pode ter sim dado uma mãozinha para que os Beatles acabassem, que de música dela era péssima, que era muito autoritária com John, e que o relacionamento deles não era aquela maravilha.
      Mas, eu realmente acredito que John amava ela sim. Eu sinto que ele estava feliz com ela. Em uma de suas últimas entrevistas, John diz que quando Yoko terminou com ele, ele ficou feliz, mas teve uma hora em que ele caiu na real: “eu quero voltar pra casa!” e ele pediu pra voltar. E ela resistia a sua volta, até que deu mais uma chance.
      Se ele não amasse ela, e ela não amasse ele, provavelmente ele a largaria para sempre, e nem teríamos notícia dela.
      Não estou dizendo Yoko não tenha dificultado as coisas, ela teve lá suas mancadas, mas consigo ver sua importância na vida de John. Não acho que ela só tenha piorado as coisas. Pelo menos é o que minha intuição diz.

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