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Assassino de John Lennon pede desculpas por ser “tão idiota”

Mais de 30 anos após assassinar John Lennon, Mark David Chapman está finalmente mostrando um pouco de remorso. Em sua oitava tentativa de liberdade condicional em Nova York, na última semana, Chapman disse que entenderia se o comitê negasse sua soltura por toda dor que causou.

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Em trechos transcritos, obtidos pelo New York Daily News na última quarta, 27 de agosto, Chapman disse: “Me desculpem por ser tão idiota e escolher o caminho errado para a glória.”

Chapman também disse: “Muitas, muitas pessoas o amavam. Ele era um homem incrível e talentoso e eles ainda estão sofrendo. Eu recebo cartas e esse é um grande fator. Não foi um crime normal.”

Cinco tiros foram disparados em 8 de dezembro de 1980 do lado de fora do apartamento onde Lennon vivia, atingindo o beatle quatro vezes. Após admitir culpa de homicídio doloso, Chapman foi sentenciado de 20 anos à perpétua em 1981.

Durante a apelação, ele também teria se gabado sobre “o plano incrível, a espreitada absolutamente inacreditável” que antecedeu o assassinato.

Fonte: Whiplash
Via: @_alinessilva
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13 Respostas para “Assassino de John Lennon pede desculpas por ser “tão idiota”

  1. Pedro Salgado

    Já todos sabíamos que este verme matou John de uma forma fria e premeditada. E ao longo deste tempo todo o fdp revelou que é também um mentiroso compulsivo. Não acredito em nenhuma palavra de arrependimento deste pedaço de merda, porque ele conseguiu o que queria (ganhar fama à custa da morte de John) e pensa que realizou um grande feito. Basta ler as cartas que o fdp escreveu ao policial Steven Spiro, pouco depois do assassinato, ou escutar o homem que fotografou o momento do autografo fatal (Paul Goresh) para perceber a falsidade deste pedaço de merda…

  2. Vi essa matéria no Whiplash uns dias atrás e custei a acreditar no que eu estava lendo. O que esse verme acha? Que pode simplesmente pedir desculpas na maior cara de pau quase trinta e quatro anos depois, que todas as pessoas desse mundo o perdoariam e o aceitariam de volta a sociedade de braços abertos? Não acredito em uma única palavra desse filho de uma… Égua, para não começar a encher o comentário de palavras de baixo calão. Esse cara simplesmente atirou cinco tiros não só contra um pacifista, mas contra uma pessoa de bem, um ser humano! E tudo para quê? Ah, para ficar famosinho com o seu plano perfeito. Duvido que ele tenha um pingo de arrependimento da merda que ele fez. Pois é, Chapman, muitas pessoas o amavam e muitas pessoas o amam até hoje, sem falar naquelas que o amam incondicionalmente mas que NUNCA poderão conhecê-lo, como eu e muitos outros beatlemaníacos por aí, e tudo por sua culpa. Não há palavras, não há arrependimento no mundo para redimir o que ele fez. Não, eu não o perdoo, pelo contrário, desejo sinceramente que apodreça na cadeia e desça direto pro inferno quando morrer. Hoje mesmo eu estava pensando como John estaria hoje se o verme não tivesse feito a merda que fez. Sei que ainda estaria junto de Yoko. Mas e quanto as outras coisas? Teria feito shows? Continuado com a carreira? E, a pergunta mais dolorosa: teria se encontrado com Paul, George e Ringo? Mas nunca saberemos, e tudo por culpa desse verme que ainda tem coragem de pedir liberdade a cada dois anos. John tinha acabado de retomar a carreira. Estava em paz com praticamente todos os outros Beatles – exceto George, por causa de I Me Mine. Sentia-se mais feliz que nunca após finalmente conseguir formar uma família com Yoko. Disse que faria qualquer coisa por Paul (e garantiu reciprocidade) praticamente no mesmo dia em que morreu (senão no mesmo dia!). Então aparece Chapman. A dor que infligiu… Não pode ser descrita. Sean, George, Ringo (que inclusive se emocionou em uma entrevista), nós, seus fãs, mas principalmente em Yoko e Paul… As lições de John permanecem até hoje. Mas o que um homem que escreveu que a guerra está acabada se queremos, que devemos dar uma chance a paz e imaginar que não há países e que incentivou as pessoas a viverem pelo presente com menos de quarenta anos poderia ter feito até hoje? John deveria estar completando setenta e quatro anos dia nove de Outubro (nasceu no mesmo mês que eu). Acredito que John teria ido muito além com sua luta pela paz. Mesmo que elu tenha nascido muito depois que o pedaço de merda o matou, John exerce influência sobre mim desde que eu o vi pela primeira vez. Era um roqueiro novinho, que tinha cabelos de uma cor que eu nunca tinha visto e usava óculos com lentes laranjas. Acho que se me mostrassem uma foto dele naquela época, eu o reconheceria. Os óculos. Eram a marca registrada. Ele aparecia nos noticiários. Tinha uma voz bonita e cantava a mesma música quase todas as vezes que eu o via sozinho – Imagine. Nem me lembro quantos anos eu tinha. Sei que tinha menos de cinco anos, mas não me lembro da minha idade. A verdade é que a música dele sempre me tocava. Sempre esteve em todos os cantos. Eu também o via com os Beatles, e ficava admirada. Eu era inocente, mas sabia que eles foram incríveis, muito maiores do que eu poderia supor com minha mente infantil. Eles me fascinavam. E John principalmente. A música de John também estava em todos os cantos. A que eu mais ouvia quando era criança hoje é a minha favorita de sua carreira solo – Happy XMas (War Is Over). Choro ao ouvi-la. Todas as vezes. Hoje ele briga com George pelo posto de favorito. Foi John que me ensinou quase tudo o que eu sei sobre a vida. Ele me mostrou que há, sim, esperanças por um mundo melhor. Que aquele amor fictício que eu via nos livros entre um casal e seus amigos realmente existe – e é mais poderoso do que qualquer um possa imaginar! Me ensinou que há mesmo uma magia no Natal quando pensamos na paz – e que magia! Me ensinou a acreditar no fim da guerra e que a paz é realmente possível. Hoje, um dos meus sonhos é passar a mensagem para frente. O sentimento. Sua marca. Porque o que John (e os Beatles) deixou no mundo nunca vai sumir, e quero garantir isso. Hoje mesmo, chorei ao pensar que eu nunca me encontraria com ele nesse mundo. Nunca o abraçaria, nunca o conheceria. Quem sabe, se eu for para o céu quando eu morrer, tenho a sorte de encontrar com ele lá. Quem sabe até não fazemos um som? Hahahaha. Bom, detesto Chapman por isso. Eu não o perdoo. É como o Paul disse. O perdão é uma benção que ele não merece. Quem sabe se algum dia, quando eu crescer e amadurecer mais (afinal, ainda nem completei quatorze anos), eu o odeie menos. Mas acho que nunca serei capaz de perdoá-lo. Eu acredito que o amor é mais forte que qualquer outra coisa, mas ainda não consigo sentir nada por Chapman além de raiva. Não sei o que John faria, mas por mais que John esteja eternamente vivo no meu coração, dentro de mim, lembrar que ele morreu tão cedo, tão injustamente, dói tanto que literalmente começo a chorar. Agora mesmo, há lágrimas em meu rosto que só não deixo escorrer porque não estou sozinha em casa. Sim, eu amo John Lennon, e sofro, como todos os Beatlemaníacos, pela sua morte. Mas o que está feito está feito. Suas desculpas não trarão John de volta, então, para quê aceitar? Ele matou uma das melhores pessoas de que eu já ouvi falar de forma brutal e fria. Se ninguém aceitaria suas desculpas nem se fossem imediatas, imaginem agora? Claro que John tinha seus defeitos. E reconheço todos eles. Mas, agora que estou mais calma e paro para pensar, não consigo entender como uma pessoa pode simplesmente tirar a vida da outra. Ele causou tanta dor. Chocou o mundo inteiro. Causa dor até hoje. Mas sei que ele nunca vai poder entender isso. Não com esse falso arrependimento. Eu só espero que a luta de John seja continuada. Tenho esperanças de que algum dia, mais cedo ou mais tarde, o mundo vai finalmente encontrar a paz, e a esperança e todos os outros sentimentos presentes em cada uma das músicas de John prevaleçam, assim como o amor prevalece, apesar de tudo.

    Abraços.

    • João Arnaldo

      Nem completou quatorze anos, Alice? E com um texto bonito e forte como esse? Espero ler mais vezes textos seus sobre John e sobre os Beatles. Parabéns por essa capacidade sublime de expressar seus sentimentos mediante as palavras.

      Abraços.

      João Arnaldo.

      • Alice Vieira

        Muito obrigada mesmo, João! Me sinto verdadeiramente lisonjeada agora. Sonho em ser escritora e te garanto que praticamente não há alegria maior do que receber um elogio como esses – e ainda saber que você deseja ler mais textos meus!

        Abraços.

  3. Ele pode falar o que quiser. Eu não quero soar egocêntrica, mas se ele fosse solto, não iria durar muitos dias. Pra vida dele, é melhor ele ficar ali. Me diz: quem que vai contratar o assassino de Lennon para sua empresa? Quem que vai encontrá-lo na rua e não vai sentir um ódio mortal? E agora não adianta pedir desculpas, o mundo perdeu um cara arrogante e sensível, polêmico e amigo, um lutador pela paz e pelo amor… e que deixa saudade e vai continuar deixando!

  4. Olha ele n vai voltar atras e concertar oque fez n tem algum jeito de algum dia eu gostar dele n tem jeito quero que ele fique na cadeia pelo resto da vida e outra se ele sair da cadeia …vao mata-lo a raiva e o odio permanecem ele pode dzer q esta arrependido mas isso n vai mudar o fato de q ele matou uma das pessoas que eu mas amo

  5. Alice, enquanto eu lia seu texto, eu me lembrava de minha infancia. O fascinio que John exerce sobre vc era o memso que exerceu sobre mim qdo eu era adolescente e, de certa forma, exerce ateh hoje. Sempre que vejo um foto dele os dos Beatles tento imaginar o que eles estariam pensando naquele momento. Eu tenho o sonho de conhecer o Paul. Estaria satisfeito se passasse alguns momentos contemplando-lhe e tendo a consciencia de que estaria diante de uma lenda. Moro na Polonia e estou somente a algumas horas de voo da Inglaterra. Obrigado pelo seu texto. Ele me fez lembrar que eu preciso “correr” para realizar o meu sonho, antes que seja tarde demais. Que Deus continue te abencoando.

    • Sou eu quem agradeço, Deni. Comigo é assim também. É incrível o modo que John continua nos fascinando, não importa quanto tempo passe. O sentimento sobrevive de uma maneira quase que inacreditável, e acho que esse é um dos maiores fatores que fazem dos Beatles a banda mais especial do planeta. John é o meu Beatle favorito, mas também sonho em conhecer o Paul desde criança. A sensação de abraçá-lo deve ser uma das melhores do mundo. Queria muito vê-lo ao vivo, mesmo que de longe, mesmo que ele sequer repare em mim…
      Abraços.

  6. Parabéns pelos seus belos textos Alice.

  7. Eu, particularmente, não sou um fã assíduo do Ex-Beatle, mas já sei o que vai acontecer a esse Chapmam assim que ele botar MEIO pé para fora da cadeia: vai ser alvejado na cabeça por um rifle calibre 50 e com luneta a quinhentos metros… essa altura deve ter uma legião de fãs do Lennon esperando para saborear este momento.

  8. Sou de paz, detesto violência, mas pela quantidade de fãs que o Lennon ainda tem, espalhados pelo mundo, eu NÃO TENHO DUVIDA que se esse Chapman quiser morrer de velho, ele deve ficar na cadeia, se quiser morrer a bala é só botar o pé para fora dela…

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