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Ronnie Von e sua relação com o álbum “Revolver”

revolver-W320Lançado em 05 de agosto de 1966 no Reino Unido e em 08 de agosto de 1966 nos EUA, o álbum demorou mais pra chegar às lojas de discos do Brasil, e isso era comum acontecer, havendo demora de seis meses a um ano para que chegassem por aqui.

Um fato que merece destaque envolvendo o álbum “Revolver” é contado no livro “Ronnie Von, o Príncipe que podia ser Rei”, e também neste depoimento em áudio feito pelo próprio cantor.

O pai de Ronnie era ministro plenipotenciário em Londres e passava metade do ano na Inglaterra, desta forma quando vinha para o Brasil, trazia as novidades musicais para o filho, inclusive tudo que os Beatles lançavam, pois esta era a forma de deixá-lo mais próximo da Beatlemania.

E foi o que aconteceu com o álbum “Revolver”, que Ronnie recebeu meses antes de ser lançado no Brasil.

Tendo que estrear um programa na TV Record, chamado “O Pequeno Mundo de Ronnie Von”, e devido ao bloqueio que sofreu na emissora para encontrar atrações para se apresentarem no seu programa, Ronnie conversou com sua amiga Rita Lee, que também é Beatlemaníaca como ele, e escutaram juntos todo o LP Revolver.

Rita tinha um grupo de seis integrantes, mas brigaram, sobrando apenas ela e os irmãos Baptista, Arnaldo e Sérgio. Por sugestão de Ronnie Von eles formaram os Mutantes e foi assim que no dia 15 de outubro de 1966, lá estavam Ronnie e Os Mutantes na estreia do programa, ocasião em que tocaram todo o lado A do disco Revolver na primeira parte, e na outra meia hora seguinte, todo o lado B. Só não tocaram uma música, que foi Eleanor Rigby, porém na semana seguinte ensaiaram e montaram juntamente com o maestro Cyro Pereira e um quarteto de cordas, mantendo o mesmo arranjo que a mãe do Arnaldo e do Sérgio havia copiado do original de George Martin. O sucesso foi tanto que só o aplauso demorou mais que o tempo da música e eles repetiram 10 vezes!

“Beatles, indiscutivelmente. Tem um que revolucionou. Tem quem fale em Sgt. Peppers, eu acho que não. O processo revolucionário começou antes. O Rubber Soul já tinha uma pegada, mas Revolver mudou mesmo. Para mim, esse é o disco revolucionário dos Beatles. Desde o primeiro disco deles começou a mudar o meu jeito de ouvir música. Rubber Soul começou a virar minha cabeça para 180 graus e o Revolver para mais 360º [risos].”

“Tem um disco dos Beatles que revolucionou. Há quem fale em Sgt. Pepper’s, eu acho que não. O processo revolucionário começou antes. O Rubber Soul já tinha uma pegada, mas Revolver mudou mesmo. Para mim, esse é o disco revolucionário dos Beatles. Desde o primeiro disco deles começou a mudar o meu jeito de ouvir música. Rubber Soul começou a virar minha cabeça para 180 graus e o Revolver para mais 360º [risos].”

“Revolver” foi um amadurecimento das ideias musicais presentes nos álbuns anteriores e um divisor entre os álbuns contendo músicas que podiam ser tocadas ao vivo e os álbuns que não seriam possíveis executar em shows.

Beatles-1966-the-beatles-7250678-400-376Alguns acham que “Revolver” foi o verdadeiro divisor de águas na discografia dos Beatles, outros acham que teria sido “Rubber Soul”, outros ainda dizem que foi o “Sgt. Pepper’s”. A revista Rolling Stone elegeu “Revolver” como sendo o 3º melhor álbum de todos os tempos, atrás somente do “Sgt. Pepper’s” e do “Pet Sounds”, dos Beach Boys.

John Lennon disse em entrevistas que gostava mais do som do “White Album”, George Harrison dizia que “Revolver” era uma continuação do “Rubber Soul”, como se fosse um álbum duplo.

O fato é que este disco chegou ao Brasil e abriu caminhos para muitos músicos da época, como foi o caso de Ronnie Von, Rita Lee e Os Mutantes!

Fonte: We Love The Beatles Forever
Via: @_alinessilva

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2 Respostas para “Ronnie Von e sua relação com o álbum “Revolver”

  1. Negócio seguinte: Impossível dizer qual foi o disco dos Beatles que mais revolucionou.Podemos dizer os que revolucionaram menos, mas não o que revolucionou mais. Nâo há divisor de águas. O impacto causado pelo Beatlemania foi como um raio caído de repente dentro de nós. Claro que lá fora o disco não existiu, mas o mesmo aconteceu ao redor do mundo com o primeiro disco. O segundo deu continuidade ao iniciado no primeiro. Mas A Hard Day’s Night revolucionou! Só musicas deles…E que músicas. Foi ouvindo a faixa título enquanto via o filme que fui iniciada na Beatlemania. Então chega Beatles 65 recheado de covers, com menos impacto em mim. Help! Aquilo para mim foi revolução. Qual jovem não sentia vontade de pedir socorro? Deu início a letras que saiam do romantico. Em compensação foi nesse tempo que surgiu Yesterday mostrando que roqueiros podiam e sabiam como ser romanticos na maior classe. Rubber Soul. Pronto. A partir daí todos trouxeram algo completamente novo. Todos sem exceção. Até no final eles surpreenderam. Tudo bem que o Let it be, já lançado após o final da banda, aparentemente não era revolucionário. O que? Basta ver o tanto de clássicos que o disco deixou. Músicas que viraram a cara dos Beatles. É verdade que o maluco do Phil Spector andou metendo a mão. Mas temos de reconhecer que ficou bonito. Ah, ficou sim. E era no mesmo estilo do anterior? Não! Tem um sabor “ensaio” inigualável que nunca teve antes. Um verdadeiro volta as origens. Quando ouço Let it Be fico revendo todos eles juntos ali no estúdio…Ai, mesmo brigando eram tão geniais! Tudo que sei é que nem me assustava mais. Eu apenas entrava em alfa…Porque sabia, que cada novo disco traria o encantamento, a magia, sempre em diferentes formas, cores e sabores. E tudo tão verdadeiro que até hoje proporcionam o mesmo impacto. Ao longo de minha vida passei por digamos, intervalos na Beatlemania. Nunca deixei de amá-los. Eram breves pausas. Algum tempo sem ouvir.. E então, um dia qualquer eu pegava um disco, ou ele chegava para mim sem meu planejamento. Eu subia ás alturas. E quando apareciam na TV cantando os primeiros sucessos? Sentia a mesma emoção de quando tinha 15 anos. Igual. Era como se voltasse a ser adolescente. Ainda é assim! Quero dizer que os intervalos eram como quando um casal apaixonado fica distante por algum tempo…Mas o reencontro é como nova lua de mel. Lembro de uma vez, em 2008, eu ganhei a coleção completa em CD. Fiquei impressionada. Parecia que estava ouvindo aquelas músicas pela primeira vez. “Descobri uma coisa de arrepiar.”, falei com meus amigos. ” Tem uma banda musical que é magia pura. Inigualáveis. Nem existe ainda o adjetivo para ela. ” “Que banda é essa, Virginia?” “The Beatles”. É isso aí.

  2. Adriano Araujo - Americana SP

    Boa tarde.

    O Revolver é o “Sgt. Peppers” da minha lista.
    Já imaginaram se o Revolver contesse Papperback Writer e Rain?
    A Rolling Stones tá de brincadeira eleger o Pet Sounds em 2º e o Revolver em 3º. Na minha Opinião o Pet Sounds não tá nem entre os dez melhores. Tem muita coisa melhor que o Pet Sounds. Lhes dou 3 exemplos: Disraeli Gears do Cream, Surrealistic Pillow do Jefferson Airplane e Tommy do Who, e mais um punhado de etc….

    abraço.

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