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Escritor acredita que levará 25 anos para contar a história dos Beatles!

Para o autor britânico Mark Lewisohn, contar a história da maior banda de rock do mundo do jeito que merece ser contada levará muito tempo. Para ser exato, levará cerca de 25 anos.

The-Beatles-book-cover-300O reconhecido pesquisador dos Beatles, de 56 anos, apaixonou-se pelos Quatro Rapazes de Liverpool quando ainda era criança, e publicou seu primeiro livro referencial sobre os Beatles em 1986. Seu livro mais recente, “Tune In”, foi publicado no ano passado.

O volume, o qual ele levou dez anos para escrever, é o primeiro da sua planejada trilogia biográfica, “All These Years”. Ela começa em 1845, quando a primeira crise de fome irlandesa forçou os ancestrais de John Lennon a migrar para Liverpool, e encerra-se em dezembro de 1962, pouco após o grupo ter lançado seu primeiro sucesso, “Love Me Do”.

Lewisohn concorda que o tamanho do tomo, 880 páginas na versão norte-americana e 1.728 na integral versão britânica, pode ser intimidador.

“Obviamente, eu quero que o livro seja lido pelo máximo de pessoas possível. Mas ele é tão longo quanto precisa ser”, disse o autor. “Meu interesse é aprender o quanto consigo deixar a história a mais certa possível.”

Críticos elogiaram o equilíbrio de Lewisohn entre os detalhares de pesquisa e a narrativa atraente. O autor não buscou a bênção de Paul McCartney e de Ringo Starr, ou dos descendentes de Lennon e George Harrison, para o livro.

“O acesso (aos artistas) frequentemente vem associado ao controle (de conteúdo), e é crucialmente importante que isso não aconteça”, explicou.

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Lewisohn espera que o segundo volume da obra, que levará a narrativa até cerca de 1966, seja completado até 2020, e que o terceiro deve vir sete anos após essa data.

“Com este projeto, não se trata de ‘Eu tenho material suficiente, posso parar agora’?”, disse ele. “Se eu não pesquisar debaixo da próxima pedra, eu posso perder a melhor coisa de todas. Então eu vou revirar todas as pedras antes de parar de pesquisar”, disse.

“Tune In” se concentra na juventude de John, Paul, George e Ringo e em seu aprendizado nos clubes de rock de Liverpool e Hamburgo, na Alemanha.

Lewisohn descobriu, por exemplo, que Harrison era um parceiro igual no começo da banda, pelo menos em termos de compartilhar os vocais no palco.

O autor também mostra que, ao contrário do que muitos diziam, Ringo era um músico talentoso, e o baterista mais procurado de Liverpool.

“Ele foi provavelmente o único músico em Liverpool que tinha mais experiência de palco até mesmo que John, Paul e George”, disse ele. “Qualquer um que pensa que ele era um cara ordinário, na verdade está insultando John, Paul e George por tê-lo escolhido.”

Lewisohn acredita que tem mais a aprender sobre o grupo.

“Eu certamente não acho que este livro seja apenas para os fãs dos Beatles. Esta é uma história do pós-guerra de nossa cultura. Estes três livros, quando eventualmente a série estiver completa, serão algo que, espero, permaneça por séculos.”

Fonte: UOL
Via: @FlavyaPereira

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3 Respostas para “Escritor acredita que levará 25 anos para contar a história dos Beatles!

  1. Falar de Beatles é uma grande responsabilidade. Mas, faço aqui, uma crítica. Uma vez li uma entrevista do Paul em que ele conta ao entrevistador, que uma menina encontrou com ele e disse que tinha acabado de ter uma aula sobre os Beatles. Paul foi dar atenção a ela, e contou uma história de Hamburgo. E sabem o que a menina falou? “Não! Isso é mentira! Aconteceu de outro jeito, a professora que falou”. Paul diz que já até acostumou com isso, mas, isso deve ainda incomodá-lo: “não podem tirar isso de mim nem SE tentassem, EU vivi aqueles dias de antigamente”.
    O que quero dizer, é que estou sempre à procura de mais conhecimento quanto aos Beatles, e até onde eu puder saber, eu vou querer ficar sabendo. Até admiro muito o trabalho de Mark (infelizmente não encontrei nenhuma versão de seus livros em português) no livro “Recording sessions”, todos aqueles detalhes de gravação… e não vejo a hora de ler essa triologia um dia. Mas, são vários os lados da moeda, e jamais saberemos a verdade verdadeira mesmo, e temos que tomar cuidado com nossas certezas…
    O livro Minha vida gravando os Beatles, por exemplo, Geoff não fala tão bem de George, mas de Paul até sobra elogios. O livro realmente conta fatos emocionantes, eu amei aquele livro, mas temos que ter uma certa crítica. Com tudo na vida é assim, na verdade.
    Tá, tudo bem, ás vezes eu mesma me dou a liberdade de ter certeza que foi daquele jeito, parece até que meu amor pelos Beatles esteve acompanhando eles desde o início, para mim conseguir imaginar tantos detalhes. Acho que, eu conheço mais eles do que a mim mesma, e por isso consigo imaginá-los em situações do dia a dia.
    Espero que seja traduzido logo!

  2. Há censura de qualquer jeito. Já nascem censurados porque temem processos. Dai eu ter perdido o entusiasmo de ler livros sobre os Beatles. Veja o caso do livro de Phillip Normam sobre John Lennon. .Só porque falou numa possível tendência gay – devido ao que ouviu de Yoko e na Apple – tiveram um ataque de nervos. O biógrafo teve de se retratar! Chocante. Por que ainda um preconceito tão grande? Tivesse ele falado numa tendência a cometer furtos ( o que era verdade) não haveria tamanho rebu. Na cabeça de alguém ser gay é pior do que ser ladrão. Eu não sei quem teve o ataque, mas soube que tudo partiu de Yoko, que ainda suplicou a Paul que fosse para a midia “defender” John. O inocente foi…logo no programa de Howard Stern. O resultado foi uma entrevista deliciosa, onde desmentiu sem desmentir colocando um pouco mais de lenha na fogueira. Pelo menos não demonstrou nenhum sinal de homofobia. Ponto para Paul. A retratação também não mudou nada. Qual é a diferença entre ter tendências homossexuais e ser um boêmio que gostava de experimentar de tudo? Para mim quem quer experimentar um relacionamento gay tem alguma tendência. Ou não sentiria vontade de experimentar. Eu não sei nada sobre a vida intima de John muito menos sobre seus desejos secretos. O que espanta é não ser possível nem falar no assunto, como se fosse algo vergonhoso. John não achava vergonhoso, ou não teria contribuído para o livro da libertação gay com uma poesia. E nem teria chamado seu tempo separado de Yoko de “Fim de Semana Perdido.” Diante de coisas assim os escritores já evitam qualquer tipo de assunto controverso. Já publicam os livros faltando partes e ousam dizer que são obras definitivas. Não estou dizendo que deveriam comentar sobre o que não sabem ao certo, nem que deveriam fofocar, Não é isso. Digo que é inaceitável que não possam trazer certos temas para a superfície. Isso é o que me espanta. O mais grave: falar sobre uso e abuso de mulheres, sobre consumo desenfreado de drogas, sobre orgias homéricas desde que sejam com mulheres, é liberado! É o mesmo que dizer que as mulheres são para isso mesmo. E eu que pensava que o machismo tinha acabado. Ontem mesmo li o trecho de um lvro chamado Fab. Sobre Paul. Estão lá essas baixarias todas como se fosse algo normal. E contadas pelo Principe Stash que morou por algum tempo em casa de Paul. Ele e mais um outro. Um tempo sem Jane e com Rolling Stones quase dia e noite em Cavendish. Quem pode garantir que o tal harém não foi formado pelo príncipe e seus companheiros usando a casa de Paul para seus excessos? Sei que Paul nunca foi santo. O que me perturba é que, para muitos, mesmo não sendo verdade o que foi dito, aquelas orgias homéricas sem respeito algum por ninguém, onde até as esposas dos amigos eram usadas, são consideradas okay. Mas dizer que John tinha uma atração por Paul, como fez Phllip Norman, caberia processo. Daí que perdi o interesse em livros “definitivos” sobre os Beatles, mesmo assim procuro ler todos. Há sempre algo interessante, principalmente no tocante a vida pública. Costumo também descobrir semelhanças, coisas que me ligam ainda mais a eles…O livro Fab fala sobre a genealogia de Paul. Tirada do cartório. Tudo verdade. Fala sobre sua vida de estudante, com informação dos professores. Muito bom isso. Paul venceu um concurso de redação sobre a coroação da rainha aos 10 anos. Ele descende de irlandeses…Eu fui irlandesa numa vida passada! E sua tia Jin ou Ginny, sua preferida…se chama ….Virginia! Meu nome. Estou derretendo até agora. Li isso ontem a noite. De todos o que mais gostei até agora: “O dia em que John encontrou Paul”.Muito bonito. Que dia especial o dia 6 de julho de 57. Descobri que algo parecido acontecia na minha cidade no mesmo dia, pois era festa do centenário. Tiveram desfile nas ruas, com procissão. . Aqui também. Tiveram baile a noite. Aqui também. Tiveram banda de música, aqui também. Tiveram show de cachorros, nós tivemos uma cavalhada. E no final da noite, Paul fazia bolo para o aniversário do pai no dia seguinte. Aqui também faziam bolo…para o meu aniversário no dia seguinte. Eu já sabia do niver de Ringo junto com o meu. Assim fiquei sabendo que Jim McCartney também era de 7 de julho. Não é para derreter? Para ficar suspirando o dia inteiro? Estou começando a suspeitar, diante de tantas coincidências, que Paul é minha alma gêmea. kkkkk

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