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Historiador fala sobre canção inédita dos Beatles

Os fãs dos Beatles que esperam pacientemente para ouvir “Carnival of Light”, a colagem sonora de 14 minutos que a banda gravou e nunca lançou, poderão ter uma decepção.

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Assim disse o autor e historiador Mark Lewisohn, considerado o maior especialista do mundo no Fab Four. Ele é uma das poucas pessoas que ouviu esta faixa tão desejada, que nunca foi pirateada e que é considerada uma faixa curiosa do arquivo sonoro da banda.

“É apenas uma faixa com sons aleatórios soltos”, disse Lewisohn direto de sua casa em Londres, a caminho de um evento de Beatles em Toronto, na última quinta-feira.

“Revolution 9 (a colagem do White Album) é muito mais coesa e pensada do que essa outra. A curiosidade em “Carnival of Light” recai exclusivamente sobre o fato de que ela nunca foi ouvida. Quando um dia for ouvida, ninguém vai querer falar sobre isso”.

Mark Lewisohn

Mark Lewisohn

É verdade, mas tem os quatro Beatles na gravação, sob liderança de Paul McCartney, como uma contribuição para um evento de arte de janeiro de 1967, conhecido como The Million Volt Light and Sound Rave, na Roundhouse, em Camden, Londres. Gravado durante as sessões de “Penny Lane”, e tocada publicamente apenas uma vez e depois arquivada.

McCartney disse que gostaria de lançá-la um dia, talvez, como a trilha sonora de uma colagem de fotos, se ele conseguir a permissão de Ringo Starr e as viúvas de John Lennon e George Harrison.

Fonte: Diário dos Beatles

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4 Respostas para “Historiador fala sobre canção inédita dos Beatles

  1. Só de se chamar Carnaval de Luz muda tudo. A revolutiion 9 pode ser mais coesa porém parece vir das trevas. Que venha a Luz.

  2. Também é bom ver aqui o quanto não procede a história de um Paul contra a Revolution 9 ser incluída no disco por ser de vanguarda e ele não teria cabeça boa para entender. Faz parte do pacote contra Paul. Ele sempre gostou de colagens de sons. O Carnaval de Luz é uma prova. E me parece que até hoje faz sons experimentais. O motivo para ter sido contra a inclusão da música no álbum branco foi outro. Talvez tenha sentido não ser comercial. Talvez não tenha gostado da participação de Yoko, que não era dos Beatles e entrou na sua ausência. Talvez seja verdade que colaram ali uma invocação satânica, como dizem que foi feito. Parece absurdo mas não é, visto que naquele tempo estava meio que na moda curtir o satanismo e a sociedade alternativa de Aleister Crowley. Muitos hoje afirmam que Crowley não era satanista. Era apenas um ocultista. Mas viviam dizendo que sim, então dava no mesmo. Ele mesmo assumiu ser o 666. Paulo Coelho, em um dos seus livros, conta como ficou chocado ao ver Crowley entre os presentes na capa de Sargeant Peppers e o número da besta. Afirma que flertou com essa coisa toda fazendo as letras de Seixas e quase morreu por isso. Que realmente é perigoso. Pode não ser, eu não sou ocultista, apesar de ter sido da Ordem Rosa Cruz por algum tempo. O fato é que havia essa coisa toda no final dos anos 60. Portanto pode ser que aquilo seja mesmo uma invocação e pode ser que Paul não tenha apreciado por motivos óbvios. Como pode ser por outra coisa bem diferente. Menos por não ter capacidade de apreciar sons de vanguarda.

  3. John queria que Revolution 9 fosse um single! Era pra esse caminho que ele queria levar os Beatles. Acredito que Carnival of Light, seja algo vanguardista mais no estilo de You know my name, uma pequena brincadeira. Que felicidade saber que ouviremos uma música inédita!

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