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Pintar Beatles em tênis e bolsa pode render até R$ 600 mil por ano

A personalização de calçados e bolsas atrai pessoas que querem ter uma peça única. A atividade, que muitas vezes começa com a busca frustrada por um produto exclusivo, rende até R$ 600 mil por ano a empreendedores.

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Entre os negócios voltados a esse público, há de tênis All Star pintados à mão, com desenhos do Calvin e dos Beatles, a aplicações de tinta sobre bolsas Louis Vuitton que chegam a custar R$ 900 –fora o valor da bolsa.

A insatisfação de não encontrar um tênis na cor desejada mostrou a Gabriel Lira, 26, um nicho de mercado. Com o investimento inicial de R$ 25 mil, ele e dois sócios abriram em 2011 uma loja virtual que permite ao cliente escolher a estampa e a cor do tênis em um catálogo com mais de 20 opções.

A estampa é feita por uma impressora sobre a peça pronta e os preços variam de R$ 209 (feminino) a R$ 229 (masculino). Também é possível enviar a própria estampa e, se a empresa gostar, ela entra para o catálogo e o criador recebe R$ 20 a cada par vendido.

Em 2013, o negócio faturou R$ 600 mil, segundo o sócio Vinicius Matteo, 26. Além das versões customizadas, eles fornecem tênis para 16 lojas multimarcas do país. “Acabamos de inaugurar um quiosque em um shopping de Brasília e pretendemos abrir mais três até o final do ano”, conta Matteo.

Calçados pintados à mão custam de R$ 100 a R$ 170

Renata Gonçalves, 41, da Pé com Arte, e Nádia Ramos, 25, da Pink Bullets, pintam tênis à mão. Gonçalves é designer e queria um tênis diferente quando estilizou o próprio par. Logo, recebeu pedidos e decidiu profissionalizar o negócio. Ela faz vendas pela internet e participa de bazares em São Paulo.

Os tênis custam de R$ 100 a R$ 150 o par novo já pintado, mas o preço pode subir de acordo com a complexidade do desenho desejado pelo cliente. Ela afirma que faz, em média, 20 pares por mês e aposta em desenhos autorais.

Formada em moda, Ramos ainda encara a pintura de tênis como uma renda extra, mas já pensa em largar o emprego para se dedicar exclusivamente à Pinkbullets, fundada por ela em 2009. Seus desenhos, em geral, são ícones da cultura pop, como personagens de quadrinho e bandas como Beatles.

Ela vende pela internet e cobra o preço fixo de R$ 170 mais o frete, que varia de acordo com a região. Ela afirma customizar, em média, 40 pares por mês. Os pares são comprados direto do fabricante, a um preço médio de R$ 80, segundo ela.

Personalizar bolsas de grife custa de R$ 400 a R$ 900

Há quatro anos, a blogueira de moda Juliana Ali estilizou a bolsa Louis Vuitton e foi à São Paulo Fashion Week, lá surgiram seus primeiros pedidos. Ela usa tinta para couro e apliques como tachas e pedrarias para personalizar as peças de luxo e, por isso, cobra de R$ 400 a R$ 700.

Ela diz que faz, em média, dez bolsas por semana e costuma trabalhar sobre peças de grifes como as francesas Chanel e Hermès. Segundo Ali, ela já recebeu bolsas que valiam de R$ 5.000 a R$ 25 mil para serem personalizadas.

“Customizar uma bolsa de luxo tem um quê de contravenção, a mulher mostra que dá mais valor para a própria personalidade do que para uma bolsa cara. Se uma cliente pedir, eu customizo uma bolsa que não seja de grife, mas cobro o mesmo preço”, afirma.

Klaucia Lessa, 53, também customiza bolsas de grife, mas faz, no máximo, seis bolsas por mês. A atividade é apenas um complemento à renda da empresária, que tem uma loja de acessórios em Belo Horizonte e estampa roupas de couro da estilista Patrícia Vieira. Lessa cobra R$ 900 para customizar uma bolsa.

Mercado é promissor, mas produção artesanal limita crescimento do negócio

Para José Carmo Vieira de Oliveira, consultor do Sebrae-SP (Serviço de Apoio à Micro e Pequena Empresa de São Paulo), o mercado de produtos customizados é uma boa aposta, pois atende a um nicho de pessoas dispostas a pagar mais para ter produtos exclusivos.

“O crescimento deste mercado está ligado à ascensão de classes sociais. Quando uma classe mais baixa sobe, a que está acima quer se diferenciar de alguma forma. E ter produtos exclusivos, personalizados, é uma maneira de conseguir isso”, declara.

Como o trabalho de customização é, em geral, artesanal, o crescimento do negócio fica limitado. “O artesão pode ter ajudantes para acelerar, mas ele nunca chegará a ter uma linha de produção que consiga produzir em escala. E isso nem é interessante, afinal, ele tem que destacar para o cliente o valor do trabalho feito à mão e único”, diz.

Marici Rosana Ferreira, presidente da Abral (Associação Brasileira de Licenciamento) alerta que é proibido o uso de marcas registradas e materiais protegidos por direitos autorais, como personagens de desenhos. “Isso é crime e o empresário ou artesão pode ser notificado e responder a processo, além de ter a mercadoria apreendida e ficar no prejuízo”, diz.

A artesã Nádia Ramos, que pinta calçados com personagens, diz que, apesar de não pagar direitos autorais, nunca teve problemas com seus produtos.

Onde encontrar:

Muv Shoes: www.muvshoes.com.br

Pé com Arte: www.pecom.art.br

Pinkbullets: www.facebook.com/tenispinkbullets

Juliana Ali: www.julianaeamoda.com

Klaucia Lessa: www.instagram.com/klauciabadaro

Fonte: UOL

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Uma resposta para “Pintar Beatles em tênis e bolsa pode render até R$ 600 mil por ano

  1. Olha amor! Vamos comecar a nossa??

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