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Lembranças de John Lennon

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Em “Lembranças de Lennon” John fala sobre tudo, até assuntos que não lhe eram agradáveis, como por exemplo a rejeição sofrida por Yoko Ono pelos outros Beatles. Fala sobre os momentos bons e ruins vividos no grupo, sobre suas músicas preferidas e aquelas que ele odiou ter feito. Não poupa ninguém, de Paul McCartney (o mais citado) a George Harrison, passando por Bob Dylan e Mick Jagger. Sobram farpas para todos. Há passagens memoráveis, como quando ele diz que não sabia porque não deu uma porrada no George Harrison após uma observação infeliz do amigo sobre a Yoko Ono, ou quando Paul McCartney chegava pra ele com dez canções prontas e dizia: “vamos gravar”, e John argumentava: “Não tenho nada pronto, mas se você me der uns dias posso inventar algo”. Já não era segredo pra ninguém que a parceria Lennon/McCartney tinha acabado após o álbum Sgt. Pepper’s, mas aqui Lennon disseca com detalhes os últimos dias da maior banda de Rock n’ Roll de todos os tempos.

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Resumindo, um livro imperdível. Oportunidade única de conhecer melhor a personalidade deste artista que é, em minha opinião, o maior mito da história do rock.

Aqui você confere a apresentação escrita por Yoko Ono e a introdução assinada pelo autor Jann S. Wenner. E mais lá embaixo, um trechinho em que Lennon esbanja sua genialidade ao falar de “God”.

 APRESENTAÇÃO – YOKO ONO

Sempre me perguntam: “Se o John estivesse vivo, o que acha que ele estaria fazendo?”. Em geral, respondo algo do tipo: “Ele era um Artista e sempre foi inovador. Gostava de experimentar o novo. É bem provável que hoje ficaria fascinado com a internet. Toda hora falava no advento da Aldeia Global. E teria vibrado ao ver que agora isso é realidade”. Por outro lado, ler este Lembranças de Lennon “revisto” me fez despertar. (De certo modo, “revisto” sugere uma versão domesticada! Que inferno!) Agora me lembro de que John foi punk antes mesmo de Sid Vicious. E rapper antes do rap. O que John Lennon estaria fazendo hoje? Muito provavelmente teria se juntado aos rappers ao mesmo tempo em que se meteria na internet. Lembranças de Lennon é puro Lennon. Não é um livro para ler antes de dormir. O leitor vai andar pelo quarto a cada novo parágrafo. Foi o que aconteceu comigo. É um verdadeiro soco no estômago. Para quem não gosta de emoções fortes, um conselho: feche a janela quando for pegar o livro – você pode sentir vontade de pular.

Politicamente incorreto? É preciso adequar as palavras de John ao con­texto da época. Em 1970, o mundo inteiro se voltava contra ele, a come­çar pelos amigos. Embora estivéssemos casados havia mais de um ano, a imprensa ainda não tinha sossegado. “Ele se casou com uma mulher oito anos mais velha” era a piada preferida. Eu era taxada de “cobra”, sem mencionar “japa”, “china” e até “vadia”. Eis um exemplo da imprensa “se divertindo” conosco: ilustrando um enorme artigo, uma revista famosa publicou um desenho horroroso de página inteira em que eu aparecia segurando John numa coleira, ele representado como um pequeno besouro. “Rennon e sua admiladola excrusiva” era o título. John achava que eu tinha sido, no mínimo, desrespeitada. Todo mundo acreditava que John estivesse louco. Ele se sentia sufocado. Mesmo assim, tentava ignorar os ataques e mandar vibrações positivas para as pessoas. No ano seguinte, cantaria “Imagine all the people living life in peace”.

Nesta entrevista de 1970, no entanto, John tentou revidar e não se saiu bem. Não foi sutil nem sensato e, fugindo à regra, nem mesmo esperto. Ainda assim, se mostrou doce e bem-humorado, sem fazer esforço nenhum. Esse é o John. Prove de sua energia! Enquanto lia, dei-me conta de que estava pulando as perguntas do Jann e meus comentários irritantes. (Por que nós não ficamos de boca fechada?) Para variar, Jann, o gênio de 24 anos, dirigia com maestria a cena. E eu era uma figurante, rindo nas horas certas e erradas. Era tudo o que podíamos fazer diante das palavras de John, que prosseguia sem pausas! Não havia ninguém como ele, e nunca haverá. Sinto saudades. Posso ouvir o John dizendo: “Tudo bem, pessoal, enfia isso lá. Vocês estão ficando à vontade demais”.

Yoko Ono – Julho de 2000.

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INTRODUÇÃO – JANN S. WENNER

Sem ter lido Lembranças de Lennon desde sua primeira publicação – em 1971, na Rolling Stone -, a princípio fiquei curioso e maravilhado ao reler a entrevista. Depois me vi de volta a um tempo e a um lugar que imaginava inexistentes. Hoje percebo que a entrevista foi prejudicada pela então pouca experiência do entrevistador – responsável pela ausência de metodologia e de uma abordagem metódica -, mas talvez seja justamente essa uma das razões para a conversa com John Lennon, bem como os frutos dela, ter sido tão apaixonada, desconcertante e sincera. (Eu tinha 24 anos, e John, 30.) Em vez de uma discussão profunda sobre os velhos tempos e as canções, o que temos aqui é uma exposição franca – e com frequência dolorosa – de temas novos e urgentes e um autorretrato do artista como nunca mais pude presenciar. Nos primeiros anos da Rolling Stone, a amizade de John e Yoko trouxe muitos benefícios para mim. Tudo começou com a publicação das fotografias do disco Two Virgins na revista.

Apoiamos os dois na cruzada pela paz e nos álbuns solo. E, com o passar dos anos, nos tornamos um de seus principais meios de comunicação com o público – o que estimulou a Rolling Stone, trouxe legitimidade e chamou a atenção para a revista, que começava a se evidenciar. Em meio a tudo isso, surgiu o relacionamento que culminaria em Lembranças de Lennon. Ao lermos o livro, é importante lembrar que em 1970 os Beatles eram o maior fenômeno da Terra; eram “mais famosos que Jesus”, nas palavras de John. E desde então não houve nada parecido. A publicação desta entre­vista marcou a primeira vez que um dos Beatles – e, como se não bastasse, o homem e líder que havia fundado o grupo – saía do círculo protegido e adorado dos contos de fadas para, enfim, contar a verdade. Principalmente pela necessidade que John tinha de perseguir a verdade, por ter chegado ao fim da terapia primai, por estar explodindo de raiva em relação à mitologia açucarada criada em torno dos Beatles e à versão de Paul McCartney para o rompimento – e também por ter em mim e na Rolling Stone um veículo predisposto e solidário -, John desabafa aqui com toda a espontaneidade, veemência e despreocupação características de toda primeira vez. Lembranças de Lennon surpreende por oferecer uma compreensão real do homem – de quem era e como se sentia – e também da paixão e da perspicácia que depositava em quase tudo que fazia. Afora alguns discos, é o único lugar em que pude enxergar John Lennon de tal forma. Grande parte da entrevista é tão fascinante (“As turnês dos Beatles pareciam o Satyricon do Fellini”), tão sincera (“Ou sou um gênio ou sou maluco, o que será?”), tão brilhante (“O Paul disse: ‘Come and see the show’. Mas eu disse: ‘I read the news today, oh boy’.”), tão intensa e colérica (“Para ser o que os Beatles foram, é preciso se humilhar completamente”), que, correndo o risco de contar o final, gostaria de apresentar as perguntas e as respostas que concluem o trabalho para dar uma ideia do que vem pela frente:

– Não tenho mais nada para perguntar.
– Bom, que maravilha.
– Tem alguma coisa a acrescentar?
– Não, não consigo pensar em nada positivo e agradável para conquistar seus leitores.
– Faz ideia de como vai ser quando estiver com 64 anos, como em “When I’m Sixty-Four”?
– Não. Espero que a gente seja um casal simpático vivendo no litoral da Irlanda ou em outro qualquer, revendo o álbum de recortes das nossas loucuras.

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Para a edição revista, as fitas originais foram retranscritas. Acrescentamos várias partes deixadas de lado na primeira vez por discrição (embora isso seja difícil de acreditar) e corrigimos erros ocasionados pela pressa daquele momento. Além disso, os muitos comentários de Yoko foram recuperados, respeitando a ordem de perguntas e respostas das fitas. Sou muito grato a Holly George-Warren, a solícita editora e guardiã da Rolling Stone Press, por supervisionar o projeto e editar pessoalmente o texto.

Toda a renda desta publicação e das edições passadas tem sido doada a organizações que lutam pelo controle da venda e do uso de armas de fogo. É claro, sou grato a Yoko Ono não apenas por ter arranjado a entrevista, mas também por consentir que seja republicada tantos anos depois. Jann S. Wenner Nova York – Julho de 2000

– Como você montou a litania de “God”?
– O que é litania?
– A frase “i don’t believe in magic”, com a qual a música começa.
– Ah, da mesma maneira que muitas das letras: apenas saiu. “God” foi uma fusão de quase três músicas. Tive a ideia: Deus é um conceito atra­vés do qual medimos a nossa dor. E, quando temos uma frase dessas, basta soltar a primeira melodia que vem à cabeça. A melodia é aquela simples de [cantando] “God is the concept… bomp-bomp-bomp-bomp”, porque gosto desse tipo de música. Então só me deixei levar. [Cantan­do] “I don’t believe in magic…” E tudo ficava passando na minha cabeça: a mágica, o I Ching, a Bíblia…

– Quando soube que estava caminhando para o verso “I don’t believe in Beatles”?
– Não sei quando foi que percebi que estava colocando de lado todas aquelas coisas em que não acreditava. Eu poderia ter continuado. Era como uma lista de presentes de Natal… Onde parar? Churchill… E de quem foi que me esqueci? Quando chegou a esse ponto, vi que tinha que dar um basta… Pensei em deixar um espaço em branco e dizer: “Preencha você mesmo com o nome de alguém em quem não acredite”. Fugiu do controle. Mas os Beatles acabaram sendo a última referência porque é como dizer que já não acredito em mitos, e os Beatles são o maior dos mitos. Não acredito. O sonho acabou. E não estou falando apenas que os Beatles chegaram ao fim, falo de toda a geração. O sonho acabou, e tive que encarar pessoalmente a tal realidade.

Fonte: O Baú do Edu

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4 Respostas para “Lembranças de John Lennon

  1. lennon tava passando por uma fase nessa época! o livro retrata o momento… anos depois lennon amadureceu e superou muita coisa! otimo livro!

  2. Entre esse livro, o “John Lennon, Yoko Ono e eu” e o “A última entrevista do casal John Lennon e Yoko Ono” alguém sabe me dizer qual é o melhor?

  3. Respirando fundo. Calma, Virginia, calma, Problema seguinte: sou hiper sensivel e apaixonada pelos Beatles. Vejo e sinto coisas que nem todos sentem. Por isso tenho receio de falar certas coisas. Mas acho que devo escrever porque não devo estar só. Quem sabe mais alguém sente o que sinto? Eu sinto essa época de John como algo horripilante, sua noite escura da alma. Portanto jamais devia ser editada em livro, passando a falsa mensagem de que este é o verdadeiro John. Quando vivi minha noite escura ( logo após o assassinato de John e hoje sei que aquela tragédia ocasionou meu pesadelo) eu não podia ser responsabilizada por nada que eu dizia ou fazia. Minha mãe lia antes o que eu escrevia para censurar antes que fosse publicado. Mesmo assim saiu um ataque a uma pessoa inocente que fiz e do qual me arrependo até hoje. Tenho certeza que John se lamentou muito por ter falado mal de tantos amigos da forma que fez e sem o menor sentido. Grande parte da animosidade contra Paul era porque Paul não queria Alan Klein. E para se livrar de Klein, que estava furtando adoidado de todos eles, aconteceu o processo. Levou um ano para ter coragem porque sabia que ficaria como vilão. Mas se não tivesse tomado providencias a apple iria a falência e todos eles teriam falido também. No final acabaram agradecidos, reconheceram que Paul estava certo e até mesmo processaram Klein! De todos os erros cometidos naquele tempo talvez esse tenha sido o mais grave pois a partir disso não foi mais possível manter a banda. Lembro de quando saiu essa entrevista. Foi publicada no Brasil em outra revista, creio que na Manchete. Eu li sentindo mal estar. Sabia que algo muito errado estava sendo divulgado com alarde…e que aquilo era algo que se voltaria contra John no futuro. O pior é que está repleta de bobagens, coisas indignas de uma pessoa com sua inteligência. Eu hoje acho interessante porque é um registro de um tempo de horror. Tem, valor histórico, desde que seja divulgado junto o que se passava, como ele estava totalmente sob influencia de heroína e da esposa também dopada até a medula. E que mais tarde ele até renegou o que declarou então. Creio que foi na última entrevista da Playboy que ele falou que gostava de compor com Paul, algo assim. O repórter estranhou porque tinha dito o contrário antes para a Rolling Stone, dando a impressão que não mais compunham juntos há anos. Até hoje muita gente acredita nisso. Então ele candidamente revelou: ” Eu menti antes!”. Mentiu! Porque estava com raiva!
    E na última entrevista da Rolling Stone ele ainda coloca Paul no mesmo patamar que Yoko no seu coração, ao dizer que tinha escolhido trabalhar apenas com duas pessoas: Paul e Yoko. E ainda acrescenta um comentário que quer dizer que sempre fez boas escolhas. Eu vou mais longe. Para mim ele só citou Yoko porque ela estava ao lado. rs rs rs. Mas mesmo que ainda não tivesse conseguido ver a falta de talento total da esposa para composições musicais, isso mostra o tanto que apreciava e respeitava Paul McCartney. Isso em 80. No entanto o livro editado está preso dentro das grades do início dos 70. Quer perpetuar algo que todos os Beatles há muito já deixaram para trás. Este autor não é fã dos Beatles. Ele apenas acha um barato ter tido o privilégio de conversar com ele.. mas é um prisioneiro do passado. Quer faturar em cima do sofrimento de John. E com apoio de Yoko, claro. Lembram que ele foi considerado o ‘palhaço do ano”? Foi por essas declarações. A música God vai até bem…Uma fase niilista pode ser benéfica. Abrir o peito para dizer que não mais acreditava em nada é algo de extrema coragem. Mas…estraga toda a poesia ao dizer só acreditar em yoko. Pronto, Cadê a inteligencia do homem? Para ser coerente com a proposta teria que ter zerado. Não acreditar nem mesmo nele! Aí sim teria sido um processo espetacular de limpeza de crenças, Como quando reformatamos o computador. Depois vamos colocando o que realmente faz parte e interessa. Na verdade, John fez isso com o passar dos anos. Chegou a declarar que os Beatles ainda eram importantes em sua vida. E Paul…” Adoro Paul. Eu faria qualquer coisa por ele. Ele faria qualquer coisa por mim!”, disse John no taxi poucas horas antes de falecer. Viram no documentário sobre o último dia de sua vida? Eu não vi o documentário mas vi o comentário a respeito onde consta essa jóia preciosa que acaba de vez com tudo o dito anteriormente. Esse lado de John, onde vemos a beleza de sua alma, quase não é revelado. Não editam livros sobre o John capaz de amar, coerente com o que dizia nas músicas. Fica a pergunta: a quem interessa apagar a luz dos Beatles? A quem interessa encobrir a maior de suas mensagens? Quem sai lucrando com isso? No caso aqui o autor do livro que deve ter vendido adoidado. Mas, para a humanidade nada tem de bom. Divulgar que alguém que falava em amor era cheio de ódio e rancor…Sem falar que tudo foi superado é leviandade. Porque a maior das mensagens dos Beatles é exatamente que, apesar dos pesares, o amor tudo vence. Brigas acontecem entre os melhores amigos, em todas as famílias. O problema existe que não acontece o perdão, quando guardamos o ódio no coração. Se os Beatles não tivessem tido as brigas a mensagem seriam meras palavras. Eles provaram que o amor é a resposta. Querem que as pessoas náo saibam disso. Vivem recordando o tempo trevoso. Escondem o que houve de bom depois disso. Por que? Penso ter a resposta. Mas ainda não me atrevo a divulgar, mesmo porque não tenho certeza. Peço apenas que pensem, se é que já não pensaram e também tenham a resposta. Se a tiverem, escrevam aqui! Sei que amar apenas os anjos é fácil. Seres humanos tem defeitos. Os Beatles, embora bem antenados com outros reinos, eram humanos. São humanos. Claro que entre eles havia problemas, tinha de haver. Alguns de impressionar. Vamos pensar: quem é que consegue conviver bem com o amigo que teve um caso com sua esposa? Quem é que consegue receber em casa o amigo que escreveu um livro, escreveu seu nome e depois mandou retirar por pura raiva? Quem é que percebe que a empresa está sendo sucateada, avisa aos sócios e é acusado de estar passando a perna, mas mesmo assim continua amigo? O mais grave é que para salvar tem de abrir processo, um processo claramente visando o ladrão e náo os sócios, mas vê publicado as piores coisas sobre sua pessoa nas mais conceituadas revistas….mesmo assim continua amigo. Quem é que vê sua esposa indo embora com seu melhor amigo e apesar disso tudo perdoa e ainda comparece ao casamento deles? Quem é que vai acusado publicamente de desonesto pelo amigo que ainda dá entrevista falando cobras e lagartos… mas ao saber que esse amigo está nas últimas sem lugar para ficar, oferece sua própria casa? E ainda vai visitá-lo pouco antes do falecimento passando horas de máos dadas com ele? Os Beatles fizeram isso. E os dois que restam ainda fazem. Porque no fim, o amor que você recebe é igual ao amor que você faz. Tenho por mim que nosso papel enquanto admiradores, é exatamente divulgar esse amor. Viver o Beatles Love.É o mais importante legado deles para nós todos. Para o mundo. Ele existe e está no ar. É como Ringo vive repetindo: Paz e Amor, amigos.

  4. Sertaneja, é a segunda postagem sua que vejo no Beatles College, e sempre me emociono… penso parecido com essa questão do amor dos Beatles, por eles mesmos e por tantos ao redor… esse é um diferencial importante, afinal, talento muitos tem, mas eles estavam no lugar certo, na hora certa, e tinham uma abertura especial para o afeto e para o perdão. Eles cantaram uma mensagem forte, e foram fiéis a ela (Paul e Ringo permanecem fiéis).

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