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George Harrison e a banda Badfinger

George Harrison e Pete Ham. Juntos, somente os dois, cada qual com sua viola, tocaram o clássico dos Beatles “Here Comes The Sun” no Concerto para Bangladesh. Infelizmente, nota-se que em nenhum momento, George não só não agradeceu a presença de Peter, como sequer o apresentou para a negada. No único momento que citou a participação de Badfinger, referiu-se apenas como “uma banda da Apple”. Sacanagem! Poderia ter impulsionado e muito a carreira dessa bandinha danada de boa e que acabou do jeito que acabou.

HARRI_HAM

Somente no ano 2 mill, no relançamento comemorativo de ‘All Things Must Pass’, Harrison agradeceu e elogiou Peter! No livrão ‘Anthology’, Paul também fez um bom comentário sobre Pete e sua bandinha suja, que é, e sempre foi simplesmente, demais!!! Amém. Jesus, obrigado Senhor, por me deixar conhecer Badfinger!
“The Lord loves the one, that helps themselves”.

Fonte: O Baú do Edu

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5 Respostas para “George Harrison e a banda Badfinger

  1. Danada de boa mesmo. Para mim foi a única banda daquele tempo com sabor Beatles. Faltava a aura. Mas musicalmente era demais. Eu comprei seus compactos. ” No matter what you are…” Obrigada por me lembrar deles. George talvez não tenha se omitido por sacanagem. Aqui estou eu querendo defender o indefensável. Mas faço assim com todo mundo, por que não com os meninos Beatles? Tenho essa mania que procurar não julgar ninguém. Os Beatles me parecem aqueles filmes cabeça dos anos sessenta que cabiam diversas interpretações. Ou nenhuma. Os Beatles são como filmes de Goddard, se bem que Paul se parece mais com Truffaut. Mas tarde viraram cinema de Fellini e Kubrick. Fui de cine clube. Cheguei a presidir o Cine Clube de Montes Claros. E lembro bem como todos diziam entender perfeitamente a mensagem totalmente incompreensível da Nouvelle Vague. E cada um oferecia um parecer diferente. Quem teria razão? Talvez nenhum de nós. Por isso, quando analiso as quatro personalidades Beatles, deixo claro que é apenas uma impressão com base na pura intuição, sem nenhuma base sólida. Tenho para mim que George Harrison fazia parte daquele tipo de artista genial imerso em si mesmo. Muito comum o tipo. Sempre convivi com artistas. Eles passam a impressão de serem mal educados, eles não cumprimentam, eles parecem desdenhar os admiradores. mas não é nada disso. A maioria é de uma timidez impressionante. Egos gigantescos, costumam estar tão em volta de si mesmos que se esquecem dos outros. Eles não suportam dar autógrafos! Dizem que, certa vez, em San Franscisco, um fã pediu a George o seu autógrafo e ele respondeu algo assim. ” Que valor tem um pedaço de papel com meu nome? Papel rasga, some, apodrece com um tempo. Não seria melhor conversar comigo um pouco?” Ah, claro que sim! Só que nem sempre estão com tempo para bater esse papo com todo que querem autógrafos. Com amigos chegados, esses artistas são as mais doces criaturas. Eles gostam muito de serem reconhecidos. Apenas fingem não gostar. Costumam ter medo do sucesso, embora se o sucesso faltar, passam a lamentar. Criaturas complicadíssimas. Conheci um que estava vendendo discos aqui na cidade, mas demonstrava total aborrecimento por autografá-los. A maioria que se aproximou saiu decepcionada. Um velho amigo dele foi “esnobado”. O cara não o reconheceu e se afastou numa boa. No entanto, é um poeta. Suas músicas tocam nossas almas. É uma pessoa linda, na verdade. Outra característica: não fazem concessões aos seguidores. Nos shows, cantam o que sentirem vontade. Detestam que façam pedidos musicais. E ainda fecham a cara se pedem. Não percebem que isso é o ego falando mais forte que o amor, que o carinho para com aqueles que os admiram. George Harrison sempre me passou essa imagem, desde que li o livro Me Ama, tá? Mostram ele aborrecido por sair na rua e ter pessoas querendo se acercar dele. Quanto ao caso do Badfinger, como justificar o falta cometida? Muito provavelmente estava centrado nos seus próprios pensamentos, na sua própria viagem, E é bem possível que tenha se esquecido do nome da banda! Muitos dos fãs sempre em Abbey Road que tiveram a chance de vê-lo relatam que ele passava sem nem olhar para eles. No entanto, foi quem quem escreveu a música Apple Scruffs. Quer dizer que, no íntimo, havia afeto. Apenas não externava. No íntimo, sabia que Badfinger era uma banda danada de boa. Mas como não cultivava as chamadas “boas maneiras” ( que pare ele devia ser uma mera convenção social) nem mesmo citou o nome. Lá nos bastidores deve ter sido diferente. Outra coisa de George: sua aparência nem sempre era feliz. Isso não necessariamente queria dizer que estivesse sofrendo. Era seu jeito, daí ser chamado de quiet beatle. Mas tinha excelente humor chegando a ser considerado por alguns como o mais engraçado deles. Tiradas engraçadas, porém, sarcásticas ao extremo. Lembram do seu comentário na primeira gravação sobre a gravata de George Martin? 🙂 E do dia que se levantou correndo da cadeira ao saber que Yoko tinha se sentado ali? 🙂 Está no youtube!

  2. Coincidência… ainda ontem estava ouvindo Badfinger. Já foi publicado material sobre a banda aqui no blog?

  3. Danada de boa mesmo! Adoro Badfinger! 🙂

  4. Os Beatles não têm unanimidade.
    Recentemente fizeram uma pesquisa na Inglaterra e a banda escolhida como a melhor de todos os tempos por lá foi o Queen. Quanto ao Badfinger, até posso reconhecer a superioridade dos Beatles (acho a música deles muito esteriotipada), mas, para mim, Pete Ham que foi integrante do The Yves, do Badfinger, e também fez muita coisa por conta própria, é superior a qualquer um dos garotos de Liverpool. Pete Ham era um artista completo: compositor, cantor e multi instrumentista, arranjador, e outras coisas. E não chegou a viver 28 anos. Só não se projetou mais, talvez, por causa do seu temperamento: ele era muito tímido. Ele tinha noção que a Mídia atrapalha mais do que ajuda, e que exposição demais é nocivo e procurava ficar na dele. Por isso ele nunca foi o cara para Mídia. Ele é o cara para os fãs, para os admiradores que tem noção do que ele produziu, da sua genialidade. Isso é suficiente para nós. No fundo é isso o que importa.
    Mesmo respeitando a história e a obra de John Lennon, dos demais Beatles e de outros artistas do período, penso que o trabalho de Pete é superior. Talvez uma comparação mais adequada à genialidade de Peter William Ham fosse relacionar o trabalho dele com algum autor clássico, embora a limitação do estilo Rock. É que Pete estava acima do momento musical que viveu e da própria obra que criou. Há artistas que precisam viver toda uma vida para mostrar seu talento. Para Pete, seus menos de 28 anos de vida foram mais que suficientes para mostrar a dimensão da sua arte.
    Mas para mim o que chama mais atenção em Pete Ham é sua simplicidade. Você é capaz de identificar nele um cara como você, como qualquer um de nós. O diferencial é mesmo só a capacidade criadora, a habilidade na arte de compor, de tocar instrumento e de cantar. Quando se fala em gênios, normalmente essa turma parece pairar acima do bem e do mal, uma distância enorme acima dos mortais comuns. Com Pete Ham isso não acontece. Um cara simples, extraordinário, que não conseguiu sequer usufruir do trabalho da sua genialidade.

    Sérgio

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