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A biografia espiritual de George Harrison

Bem, não é assim nenhuma Brastemp – até mesmo pelo tamanho (200 páginas) – mas é bem legalzinho o livro de Gary Tillery “A Biografia Espiritual de George Harrison”. 

ABEGH

Matéria publicada no blog O Baú do Edu.

O autor separou a obra em quatro capítulos: “Vivendo no mundo material”, “A formação de um místico”, “Levando a palavra para o mundo” e “A luz interior”. Gary Tillery faz um passeio por Liverpool e a infância de Harrison, a entrada para os futuros Beatles, as turnês para Hamburgo, o sucesso, a Beatlemania, as experiências com as drogas – especialmente o LSD, que teve papel fundamental na descoberta espiritual de George, a importância do Maharishi e a viagem à Índia, a amizade de Ravi Shankar, a separação dos Beatles, o sucesso do álbum All Things Must Pass, o concerto por Bangladesh, a separação (traumática) de Patty Boyd, o uso indiscriminado de álcool e cocaína, a fracassada turnê de 1974, o processo de plágio, o fracasso dos álbuns em meados dos 70, a criação da Dark Horse, o aparecimento de Olivia Arias, a morte de John Lennon, a redenção com o sucesso de Cloud Nine e os Traveling Wilburys, a excursão ao Japão com Eric Clapton, a vida como jardineiro e finalmente, a terrível batalha contra o câncer.

Todos esses assuntos sempre entrelaçados com a relação espiritual de Harrison com o Hinduísmo. Só que de forma rápida demais. Foi muito bacana ler o livro de Tillery, até mesmo porque, em todos esses anos de Beatlemania, foi a 1ª biografia de George Harrison lançada no Brasil que tomei conhecimento. Se estiver errado, alguém me corrija. Parabéns ao autor e à Madras Editora pelo lançamento. O preço também é bem legal: 30 pilas.

Para terminar com chave de ouro, um verdadeiro presente de Papai Noel: a gente confere aqui e agora com absoluta exclusividade do nosso blog preferido, o “Epílogo” completo, na íntegra. Valeu, abração a todos. Hare Krishna, Val!

George Harrison uma vez escreveu: “Um por um, somos despertados pelo som da flauta de Krishna. Sua flauta funciona de diversas formas”.

Apesar de seu próprio despertar ter acontecido por intermédio de químicos psicoativos, ele era bem ciente de que a maioria das pessoas ia por caminhos mais tradicionais. O modo como a pessoa atinge o objetivo – yoga, meditação, cânticos, um guru inspirador – é imaterial. O objetivo é despertar, e o gentil estímulo de George aos que ainda dormiam corre por suas músicas como uma corrente submarina desde o momento em que despertou, no meio dos anos 1960, até seu último e póstumo álbum, em 2002.

‘Você é um deles?”, ele pergunta ao final de “Within You Without You”, significando os que se escondem atrás de uma parede de ilusões até que seja tarde demais. Um ano depois, ao som de uma guitarra pesarosa, ele tristemente observa: “Eu olho para todos vocês, vejo o amor que está aí e está dormindo”. Em “Beware of Darkness”, ele alerta o ouvinte sobre a maya sem esperança e triste: “Não é para isso que você está aqui”. Em “Awaiting on You All”, diz sem hesitar: “O Senhor está esperando que todos despertem e vejam”. Referindo-se a si mesmo e ao que ele espera alcançar em “Living in the Material World”, canta: “Tenho muito trabalho a fazer / Tentando passar uma mensagem adiante”. Em “Unconsciousness Rules”, Harrison compara a vida sem iluminação à indiferença de uma pista de dança, e comenta: “Seus sentidos descontentes levam-no junto na viagem, você está vivendo dia após dia onde o inconsciente comanda”.

Semanas antes de morrer, gravou “Horse to the Water”. Sua letra fala de três indivíduos conturbados que ele tenta iluminar. O primeiro prefere se voltar às drogas (ou talvez suicídio -“ele desligou seu sistema nervoso”). O segundo sofredor opta pelo esquecimento no uísque. O terceiro, um pregador, interessa-se mais por condenar “os maus da fornicação” do que despertar para encontrar Deus em si mesmo. Entristecia Harrison o fato de poucas pessoas entenderem a verdade que ele havia visto tão claramente – que estamos aqui para queimar nosso carma passado, tornarmo-nos cientes de nossa divindade e nos libertarmos do eterno retorno.

Poucos percebiam como estavam desperdiçando sua preciosa oportunidade. Como um bebê em um berço, encantado pelos brinquedos brilhantes e giratórios ao alcance de sua mão, as pessoas continuam muito distraídas pelo que percebem por meio de seus cinco sentidos; não dirigem o olhar para dentro, não exploram o que é interno; continuam sucumbindo aos atrativos do mundo material, hipnotizados pelas alegrias, tragédias, prazeres e medos.

George ainda tentava dizer isso em seu último álbum, Brainwashed, lançado um ano após sua morte por meio dos esforços conjuntos de Dhani e Jeff Lynne. A confiante primeira faixa, “Any Road”, fala de “viajar aqui, viajar ali”. Sim, ele está dizendo que a maioria de nós passa a vida vagando sem rumo e “se você não sabe para onde está indo qualquer caminho o levará até lá. Mas, quando você decide que já teve o bastante e sabe para onde está indo, precisa entrar no caminho certo”. Então tome nota, ele dá a dica: “o caminho para sair está dentro”.

A faixa título do álbum, “Brainwashed”, relembra Dylan, cita diversos modos pelos quais as pessoas passam por uma lavagem cerebral nos dias de hoje, em um estilo similar a “Everybody Must Get Stoned”e “Gotta Serve Somebody”. Nos tempos de juventude, “sofremos a lavagem por nossos líderes”, “nossos professores” e “nossa escola”. Sofremos a lavagem constantemente, diz George, por computadores, celulares, militares e (“enquanto você está preso no trânsito”) a mídia. Por frustração, e, na esperança de despertar o ouvinte, ele interrompe várias vezes a lista com “Deus Deus Deus, guie-nos por essa confusão.”

Dhani, que teve um papel indispensável no término do álbum, possui um apego especial a essa música: “Eu simplesmente amo muito ‘Brainwashed’ porque é a música mais realista de todas. É verdade – todos estão sofrendo lavagens cerebrais por essas mensagens, por acatar muito do que nos é dito, e vivemos conformados”.

Até o final da vida, George estava dizendo: Acorde! É irônico que, uma década após sua morte, o impacto de George Harrison no mundo seja fácil de reconhecer – irônico porque a evidência está ao redor. Praticamente toda cidade e município no mundo ocidental tem escolas de yoga disponíveis. O mesmo pode ser dito sobre a meditação. E espalhados pela América cristã estão mais de 250 templos hindus, muitos nas áreas centrais – Idaho, Nebraska, Alabama, Texas —, e não apenas em lugares previsíveis como Califórnia e Nova York. Sem querer minimizar a contribuição de Vivekananda, Yogananda, Maharishi, Prabhupada e outros como eles, sejamos honestos: o sucesso que obtiveram seria tão global sem o tremendo empurrão dado aos seus esforços pela influência dos Beatles? Yogananda, por exemplo, passou mais de 30 anos no Ocidente, e o Maharishi uma década, antes que os Beatles abruptamente trouxessem a espiritualidade indiana para a percepção cotidiana. E, dos quatro, Harrison liderava o caminho espiritualmente. Foi o primeiro Beatle a abraçar a entoação de cantos e meditação, a primeiro a ler Autobiography of a Yogi e insistir que os outros a lessem, o primeiro a ficar intrigado pelo Maharishi, e o primeiro a se comprometer com a ida a Rishikesh com o guru – inspirando John e os outros. (“George está alguns centímetros à frente de nós”, John admitiu durante a visita ao retiro do Maharishi.) Como resultado da busca espiritual de George, elementos da cultura oriental, que provavelmente continuariam sendo distrações exóticas nas grandes cidades, tornaram-se, com o bem noticiado envolvimento dos Beatles, primeiro “alternativos” e depois aceitáveis para as grandes massas.

Ainda mais: quando Harrison estava alcançando a fama, as únicas músicas “estrangeiras” ouvidas em rádios inglesas e americanas consistiam em hits inovadores, como “Sukiyaki” e “Nel blu dipinto di blu”. Atualmente, a categoria world music está presente em qualquer lugar em que música seja vendida. Sem dúvida, muito desse sucesso foi consequência do aumento de satélites de comunicação e a internet, mas é indiscutível que o processo tenha sido acelerado pela influência cultural dos Beatles. E George era o Beatle que mais uma vez liderou o caminho para os outros três. Foi ele quem ficou cativado pela música da índia, quem fez Ravi Shankar ficar famoso, além de ser o responsável por levar o mantra Hare Krishna ao top 20 na Inglaterra, tornando-o popular ao redor do Ocidente.

Harrison abriu a porta que levou à descoberta e apreciação, por milhões de pessoas, do reggae, o som de “distrito” sul-africano, salsa, e outras músicas ao redor do mundo. Por que é tão fácil não enxergar o legado de Harrison? A razão mais óbvia é que ele chegou à fama sob a sombra de duas personalidades incrivelmente talentosas e muito mais extrovertidas. John Lennon, com seus demônios da infância, sua criatividade prodigiosa e sua esperteza em explorar sua fama sem precedentes para avançar as causas em que acreditava, demarcou um espaço na história de sua era. Paul McCartney quase se igualava a ele.

Um gênio da música e showman natural, Paul havia se tornado o compositor mais bem-sucedido da história e uma força de muitas facetas na música moderna – criando tudo, desde músicas de rock ‘n’ roll, baladas e trilhas sonoras a trabalhos sinfônicos, música de câmara, dois oratórios e um balé. Comparado a John e Paul, George foi sempre o “Beatle Quieto”. De tempos em tempos ele se tornava o centro das atenções — por exemplo, com a chegada relâmpago nas listas de “All Things Must Pass” e “My Sweet Lord”, ou quando produziu o Concerto para Bangladesh, ou retornou à atenção do público com Cloud Nine ou os Traveling Wilburys. Mas ele, como o gato de Alice no País das Maravilhas, inevitavelmente iria desaparecer. Suas motivações para fazer o que fazia eram sempre um enigma para qualquer fã. Ele lembrava um criptograma. As pessoas achavam difícil conciliar que alguém tão “normal” pudesse ser associado a assuntos tão estranhos.

John era facilmente categorizado como o artista louco; talvez as pessoas não entendessem por que ele era tão dedicado a destruir a imagem benéfica criada enquanto era um Beatle, mas eles conseguiam categorizá-lo. Paul era o extrovertido afável, sempre o centro das atenções e perfeitamente confortável com isso. Mas George ficou com a imagem de homem modesto e despretensioso, alguém da classe trabalhadora, alguém que aparecia de vez em quando nos eventos de Fórmula 1, mas passava a impressão de que preferia estar em casa cuidando do jardim. George era como Ringo, um bom camarada. E mesmo assim ele não se encaixava nessa imagem. Um artigo ou entrevista ocasional revelaria alguma nova informação estranha – a doação de uma propriedade para um templo hindu no Reino Unido, uma peregrinação a uma obscura cidade chamada Vrindavan, uma reunião com o Maharishi e o apoio aos seus esforços políticos.

George era como uma nuvem misteriosa, vagando em direções inesperadas. Apesar de ser um criptograma, George sempre será lembrado pelas duas vertentes do legado – sua música notável e sua profunda espiritualidade. Suas músicas são tão evocativas para nós agora quanto o eram na época em que as escreveu e as gravou. Uma vez que o fluxo e refluxo sedutor do ritmo da guitarra que abre “My Sweet Lord” prende sua atenção, focar em qualquer outra coisa exige um esforço gigantesco. Quem consegue ouvir “While My Guitar Gently Weeps” e não se afundar em um estado melancólico de consciência? Quem consegue ouvir a delicada “Here Comes the Sun” ou a vibrante “Heading for the Light” e não ter seus espíritos elevados? “Something” é uma das músicas românticas mais sensíveis, considerada um clássico instantâneo por ninguém menos do que Frank Sinatra. E a magistral “All Things Must Pass” (que pede para ser cantada por um coral de centenas de pessoas no mesmo programa com “Shenandoah”) deixa até o ouvinte mais superficial contemplativo. Além de suas conquistas como artista, George é lembrado como um homem espiritual.

Diferentemente de John Lennon, que compartilhou de sua primeira viagem abridora de mente com LSD, em 1965, Harrison acreditava inequivocadamente em um Deus pessoal. Lennon usava livremente a palavra “Deus” em conversas, mas para ele era apenas uma expressão para uma força de fundo natural e universal. Lennon pensava em Deus como uma reserva infinita de energia, como uma estação de energia que poderia ser usada para o bem ou para o mal. Harrison, ao contrário, gostava de contemplar Deus em sua forma humana como Krishna. Às vezes ele o imaginava adulto, como um guru ou mestre, mas na maior parte do tempo ele gostava de imaginá-lo como o descrevem na índia – um bebê ou Govinda, o pastorzinho. George gostava de ter a opção de se relacionar com Deus em diferentes situações, como professor, um amigo ou uma criança que evocava seus instintos protetores. O que parecia ser pouco conhecido fora do círculo de amigos religiosos de Harrison era sua veneração tanto por Jesus como por Krishna.

De acordo com Deepak Chopra, amigo de George por 15 anos, ele não só era um leitor ávido da literatura hindu como também gostava de mergulhar em livros que apresentavam uma visão alternativa do Cristianismo. Segundo Chopra, Harrison era fascinado por textos como os evangelhos gnósticos e o Evangelho de Tomé, e tinha o costume de fechar cartas para seus amigos com um símbolo hindu e uma cruz cristã. Provavelmente inspirado por Yogananda, que repetidamente discute “consciência de Cristo” em sua autobiografia, Harrison via Jesus como uma encarnação de Deus que merecia reverência. O pobre carpinteiro da Galileia havia compreendido o grande segredo, queimou seu carma e manifestou a divindade dentro de si. E ele não foi o único a fazê-lo ao longo dos tempos. Rama e Buda, por exemplo, também atingiram esse objetivo. Como poderia fazer, presumidamente, qualquer um de nós. Em uma carta para sua mãe em 1967, Harrison escreveu: “Eu quero ser autorrealizado. Eu quero encontrar Deus. Não estou interessado em coisas materiais, esse mundo, a fama. Estou partindo para o objetivo real”. Quatro anos depois, no começo de 1971, com “All Things Must Pass” e “My Sweet Lord” no topo das listas, George foi questionado sobre suas futuras ambições. “Eu quero ser consciente de Deus”, ele respondeu. “Essa é realmente minha única ambição e todo o resto na vida é incidental.”

Quantos de seus companheiros do rock teriam falado tal objetivo de vida publicamente? Em busca desse objetivo, Harrison considerou vantajoso seguir um caminho não comumente seguido no Ocidente – o caminho do misticismo. Enquanto estava em sua turnê de 1974 pelos Estados Unidos, ele disse a um entrevistador: “A mim parece que a filosofia ocidental é bem preconceituosa, pois olha para o misticismo como ‘qualquer coisa’ mágica, sabe? Mas depois de tudo que os maiores filósofos ocidentais falaram, para mim tudo se resume ao fato de que ainda não alcançaram o que o povo oriental conseguiu”.

Para Harrison, os pensadores do Ocidente, com seus argumentos cuidadosamente racionalizados, não conseguiam achar o que era relevante. Seus cérebros de mamífero altamente desenvolvidos os guiavam cada vez mais longe por um caminho enganoso da mesma forma que o dele guiava, até o dia em que uma dose de LSD o impulsionou para fora da camisa de força sensorial. Daquele ponto em diante, ele compreendeu a natureza ilusória do mundo cotidiano ao seu redor e passou a entender que tudo está inter-relacionado. Assim que começou a meditar regularmente e entoar cantos, chegou à conclusão de que ele não era a presença física que via no espelho — aquele que o mundo conhecia como George Harrison. Ele era o “eu” que habitava aquele homem, o “eu” que poderia dar um passo para trás e observar os problemas, esperanças, forças, fragilidades, doenças, de¬sejos e até pensamentos.

Depois que conheceu Ravi Shankar e seguiu seu conselho, Harrison começou a estudar o que os sábios da antiga Índia tinham a dizer sobre o assunto. Aqueles homens sagrados afirmavam que, permeando esse abundante oceano de energia que chamamos de Universo – e acessível para a mente treinada -, estava a Deidade Suprema, fonte de todo o conhecimento. Deus permeia o grande oceano de energia, e a alma individual é como uma gota desse oceano. Então, o “eu” que para e observa é, mais precisamente, uma pequenina parte do “nós”. Assim como uma gota do oceano contém as mesmas qualidades do oceano todo, cada pessoa possui as mesmas qualidades de Deus. Todo mundo, portanto, tem a potencialidade para manifestar a divindade. De fato, fazer isso é o objetivo de cada um. Pode levar muitas encarnações para uma pessoa se tornar ciente desse objetivo, e muitas mais para atingi-lo.

Harrison acreditava que as verdades antigas e esotéricas deveriam ser espalhadas pelo planeta. Tal convicção ficava por trás de sua música, assim como seu apoio à Sociedade da Autorrealização, de Yogananda, e à Sociedade Internacional para a Consciência de Krishna – como também ocorrera com seu apoio ao Movimento Regeneração Espiritual, do Maharishi. Ele acreditava que uma onda crescente de pessoas ao redor do mundo iria descobrir e se beneficiar do misticismo oriental. Imaginava milhões de pessoas despertando do encanto de maya e agarrando a realidade que estava logo abaixo da superfície.

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Resumindo, ele queria ajudar as pessoas a alcançarem o objetivo que ele tinha estabelecido para si mesmo aos 20 anos – tornar-se autorrealizado e consciente de Deus. E ele sabia onde poderiam encontrar o começo do caminho que levava ao objetivo, assim como ele encontrou. “Todos possuem dentro de si uma gota desse oceano”, ele disse uma vez, “e nós temos as mesmas qualidades de Deus, assim como uma gota do oceano tem as mesmas qualidades que o mar inteiro. Todos estão procurando por algo lá fora, mas está tudo bem dentro de nós mesmos”.

Fonte: O Baú do Edu

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3 Respostas para “A biografia espiritual de George Harrison

  1. Muito bom o texto! Bem expressivo e real!
    Agora quero muito ler esse livro!

  2. Lourdes Barros

    Amei ler tudo isso. Concordo quando ele diz que: “Estamos aqui para queimar nosso carma passado.” Eu tambèm acredito nisso.. FIQUEI COM MUITA VONTADE DE LER ESSE LIVRO.

  3. Agora me deu mais vontade de ler esse livro. Conhecer mais sobre George.

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