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Como Paul reagiu à triste notícia

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“Paul, levanta! Atende logo esse telefone, por favor!”

Linda me cutucava. Era de madrugada. Eu sabia que o telefone estava tocando, tocou diversas vezes, mas eu preferi ignorar, e continuar dormindo, uma hora a pessoa que telefonava teria que desistir. Mas a pessoa não desistiu.

Lennon-McCartney

Resolvi atender pelo único motivo de poder falar rápido, desligar, e continuar dormindo. Amanhã eu precisava acordar cedo, começaria a trabalhar em um novo projeto, e seria um dia longo e cansativo.

Estiquei o meu braço na preguiça de levantar, e peguei o telefone em cima do criado – mudo.

“Alô?” – Perguntei, e tentei me esforçar para não ficar com uma voz de sono. No outro lado da linha, tocava uma música que eu não escutava e muito menos cantava fazia muito tempo, All My Loving, música que costumava me trazer boas lembranças, tornou a vir em minha mente cercada de momentos ruins. Comecei a ficar com raiva, pois além da música no fundo, eu ouvia muitas vozes e muito ruído. – “Alô? Isso é alguma piada?”

“Paul? Você está me ouvindo? Paul!”

Meu coração bateu mais forte no momento em que reconheci a voz de Yoko.

John & Paul

“Sim, estou, fale.”

“John! É com o John!”

“John? O que está acontecendo, Yoko?”

“Você… Não ficou sabendo?”

“Não! O que houve? Ele está bem?”

“Um louco atirou nele!”

“E como ele está? Aonde vocês estão? Me diz, eu já chego ai, vou me arrumar!’’

“Paul… Ele morreu… Ele não aguentou, ele morreu.”

Eu deixei o telefone cair no chão. Por um minuto, eu fiquei cego. Ouvia Linda me chamando no fundo, perguntando o que acontecia, mas as palavras não saiam da minha boca. Minha mente ficou vazia. Dentro do meu peito, parecia que tinha alguém apertando o meu coração. Fechei meus olhos com força, tentando acordar daquele pesadelo horrível. Mas nada aconteceu. Era real. John estava morto.

paul_john

Fechei meus olhos mais uma vez, e minha cabeça se encheu de lembranças. Tudo que eu havia vivido até agora, se passava pelos meus olhos. Me vi correndo com Mike no quintal de casa, com meu pai sentado, nos olhando e rindo. Vi minha mãe, com o belo sorriso dela. Me vi sentado em um ônibus com Ivan Vaughan, que insistia para que eu fosse na igreja local ver a banda de seus amigos se apresentar. Me vi em St Peter’s, ao lado de Ivan, assistindo as bandas, até que a banda de seus amigos, Quarrymen, entrou. John Lennon. Não foi a banda que me chamou atenção, foi um membro em particular. John Lennon. Eu queria ser como ele, agir como ele, andar com ele, ser amigo dele. “Qual seu nome?” me lembro dele me perguntando, com aquela voz sempre num tom irônico. O sorriso dele quando me viu tocando Twenty Flight Rock. Aquele sorriso. O sorriso que mostrava que tinha alguém doce e gentil por trás daquela fachada de teddy boy. Me vi na casa dele, com a sua tia me olhando com um olhar de desaprovação. Me vi subindo as escadas que levava ao quarto de John, o espaço aonde ele se sentia seguro. Me vi sentado na cama dele, o ensinando a tocar violão. Me vi rindo dele, quando ele ficou de óculos pela primeira vez na minha frente. Me vi sendo seu melhor amigo. Me vi sentindo ciúmes de John ao lado de Stu. Me vi em Hamburgo, em um mundo diferente. Me vi atingindo sucesso na Inglaterra. Me vi fazendo parte da banda de maior sucesso da década de 60. Me vi nos palcos com John, aos risos, sem ouvir nada do que os outros ou o que nós mesmos dizíamos. Me vi já na nova casa de John, aonde ele vivia com Cynthia e Julian. Me vi deitado na beira da piscina de John, ao seu lado, com Julian brincando do outro lado. Me vi escrevendo músicas como Two of Us e I’ve Got A Feeling, e dizendo para os outros que não era sobre o John, mas no fundo, nem a mim mesmo eu convencia que não era pra ele. Me vi sentando ao piano, discutindo com George, e com John sentado ao lado de Yoko, apenas observando. Me vi nos Beatles pela última vez. Me vi brigando com John publicamente, por meio de músicas. Me vi. Vi uma figura triste, amarga e vazia. Vi um homem perdido, que sentia falta de seu melhor amigo. Me vi criando o Wings, e fazendo sucesso. Me vi tentando esquecer John e seguir em frente sem a sua amizade. Me vi voltando a falar com John, e dias depois, voltando a brigar com ele novamente. Me vi assistindo a luta de John para conseguir seu green card para ficar morando nos EUA. Ninguém sabia, mas no fundo, eu torcia para que ele não conseguisse. Não para a sua infelicidade, mas apenas para ele continuar aqui, perto de mim, na Inglaterra. Vi Yoko grávida. Vi John largando a sua carreira para criar o seu novo filho, Sean. Me vi feliz, pois sabia que John estava feliz. Me vi sentando em casa, semana passada, até Linda me chamar.

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Linda disse que tinha alguém no telefone que queria falar comigo, mas não quis dizer quem era. Fiquei nervoso. Era John. O nervosismo tinha passado. Eu não conseguia acreditar, pois não nos falávamos a alguns anos, e estávamos brigados. Foi muito prazeroso ouvir aquela voz depois de tanto tempo, e mal eu sabia, que seria pela última vez. Ele disse ao telefone que sentia minha falta, que queria tentar de novo, “reatar” a nossa amizade, voltar aos palcos e aos estúdios. Disse que se sentia preparado para voltar a ser o que era antes, e que queria a minha ajuda para isso. Também pediu desculpa, segundo ele, “por ter sido um completo filho da puta” e que a minha amizade nesse momento era tudo que ele precisava.

Nessa ligação, conversamos por mais de uma hora, e eu perguntei se ele gostaria de passar as comemorações de natal, junto comigo e minha família. Ele recusou, e disse que no momento, aquela ligação era tudo que eles precisavam, e que o resto, ele ia deixar a vida dizer. Acho que ele sabia. Ele sabia que algo aconteceria. E ele não queria que eu me envolvesse mais ainda. Ele quis falar comigo pela última vez.

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Depois de um tempo em choque, me toquei que estava trancado no banheiro do meu quarto, com Linda ao lado de fora quase chorando, sem saber o que estava acontecendo. Me levantei, decidido a falar com ela, e contar o que se passava.

Antes de sair do banheiro, fiquei me olhando no espelho por um bom tempo. Meu rosto estava inchado. Fiquei pensando em Mimi, Julian, e em Sean. Tentei não imaginar a dor que eles provavelmente estavam passando. O mundo amanheceria sem um ídolo, sem um herói. Mimi amanheceria sem o seu sobrinho, Sean e Julian, sem um pai. E eu? Eu amanheceria sem o meu melhor amigo.

Na minha cabeça, uma coisinha ficava martelando, na verdade, uma frase, que eu sabia que tinha que colocar logo em um papel. Corri, peguei uma caneta, e anotei a frase. “And if I say I really knew you well, what would your answer be? And if I say I really loved you, and was glad you came along…” 

Notas Finais:

Pra quem não entendeu a parte de estar tocando All My Loving no fundo da ligação da Yoko: quando John foi levado ao hospital depois de ser baleado, por coincidência, a música All My Loving dos Beatles estava tocando na recepção.

.

Fanfic por Anna Montenegro
@monte1negro

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157 Respostas para “Como Paul reagiu à triste notícia

  1. Vagner Junior

    Suor masculino escorre dos meus olhos!

  2. Lourdes Barros

    Essa história nos comove por mais que o tempo passe. Uma grande amizade nunca morre.

  3. Nossa,tem um oceano em meus olhos…
    Escrevendo esse comentário e chorando…assim como sempre choro ouvindo Here Today. A amizade deles É linda! Isso mesmo: É. Porque um sentimento assim nunca morre.
    Mais que amigos,John e Paul são irmãos de alma,é visível. São almas que se reconhecem e seguem juntas. E isso me comove tanto.
    Não consigo nem imaginar a dor que o Paul sentiu nesses momentos. Se dói tanto na gente,imagina o que ele sente 😥

  4. Annelise Alves

    Chorei. Que história…

  5. Concordo Com O Vagner, Suor Masculino Caindo Dos Meus Olhos, PQP!

  6. Alexandre Castro

    Cara,minha vida mudou depois disso,sério,estou muito impressionado com isso.

  7. Me arrepiei ao ler… A História de paul e John essa amizade magnífica. De emocionar a todos, uma bela História com um fim, como o de John, e mto triste… Chorei aqui.

  8. Daniella Rita

    lendo essa materia, o relato do macca consegui imaginar direitinho as cenas… estou impressionada!!!

  9. Olá, com esta má notícia desfez-se a maior Dupla de Compositores Geniais que o Mundo conheceu. Por trás deste Talento Único, se revelou uma das mais Belas e Conturbadas Amizades de Todos os Tempos. O Assassinato de John Lennon descortinou um Sentimento, que parece querer nos dizer que John e Paul são Gêmeos Espirituais. 4 FABraços! maurororiz.roriz@mail.com

  10. Olá, com esta má notícia desfez-se a maior Dupla de Compositores Geniais que o Mundo conheceu. maurororiz;roriz@gmail.com

  11. Essa história tbm fez com que suor masculino caísse dos meus olhos. PQP!!!

  12. Ler isto fez me para além de sentir triste por recordar esta história que aconteceu, também ver a verdadeira amizade que Paul e John tinham e que se ambos tivessem dado o braço a torcer mais cedo talvez nada disto teria acontecido porque na verdade ambos sabiam que tinham enrrado, que tinham dito coisas um ao outro que não queriam e agido de uma forma um para o outro que não era justa. Mas o amor deles era tão grande que eles se importaram tanto com o que o outro disse em vez de tentar perceber o que o outro queria dizer com aquilo em e levaram demasiado a peito por não estarem à espera que nenhum deles reagisse assim. Mas proto agora também passados estes anos todos para quê estarmos a criticar o passado quando ele não pode ser modificado?!

  13. Willian Gustavo

    Chorei lendo isso!!! 😥

  14. onde originalmente foi escrito isso?nunca vi em meus 32 anos de beatles fã

    • Sério que você não sabe o que é “fanfic”? o.O

      • Beatlle Ed,acabei de procurar no São Google..a gente nunca sabe de tudo.essas coisas de ficcção não me atraem.é como preferir travesti do que mulher.e se eu posso ir a Deus não vou aos santos.só fui em duas bandas cover.o resto é caça niqueis ehehe.basta que paguei o mico de ver a tal beatles week num shopping aqui de Porto Alegre.um amontoado de fotos,fita vhs do ANTHOLOGY E DO SUBMARINO AMARELO.como se fosse raridade!!como beatle fã sofre!!beatle abraço

      • Hum, respeito seu ponto de vista, mas se fosse assim, todos odiariam literatura… Abraço.

    • Eduardo o que você escreveu sobre “preferir travesti do que mulher” é extremamente transfóbico e me ofendeu, eu gostaria que você se educasse mais a respeito de gênero e identidade de gênero porque travestis são mulheres sim, e não são menos mulheres do que mulheres cis. Pessoas trans existem e têm sentimentos também.

  15. Nosssssaaa… incrivel…beatles sempre… ontem no carro estava ouvindo o album.. with de beatles.. nossa q bom.. cantava cada letrinha … beatlesssssssss…. essa historia e simplismente fantastica…..

  16. Bruno Henrique

    Engraçado como o cisco cai sempre na hora errada.

  17. Por que fazer isso comigo cara, por quê? D’:

  18. Ricardo Abi-Saber

    Segundo depoimento do guitarrista Denny Laine que fundou a banda ‘Wings’ ao lado de Paul MacCartney, a historia nao ocorreu assim. Quando a noticia da morte do Jonh chegou, era madrugada em Londres e ele estava em um estudio junto com Paul que ficou consternado. Ficaram o resto da noite falando sobre Jonh, relembrando historias e fatos… Vai saber, né?!

  19. Não tenho estruturas pra ler isso duas vezes

  20. Suenia Emiliana

    It’s so sad

  21. Confesso que pela primeira vez chorei ao ler um texto, não me intimido ao expor isso, por ser homem as vez isso soar mal em mentes retrogradas preconceituosas. A verdade que existe no relato do querido Paol, ao receber a noticia da morte do seu melhor amigo, me emocionol com lagrimas imediatamente, não concegi chegar ao final do texto, tive que para, espirar fundo e continuei. Saio desse texto ainda mais convicto de que amo os Beatles e sei que não se trata apenas de uma banda, mais sim de vidas conectadas a 4 espiritus de luz. 😦 #TheBeatlesFourever.

  22. Meu Deus! Estou em prantos !!!

  23. Acho que caiu um cisco no meu olho. D:

  24. Achei que só eu tinha chorado, daí vim ver os comentários. Ai. 😥

  25. Reblogged this on But I Like It! and commented:
    Excelente texto sobre um dos fatos mais tristes do rock. Vale a pena ler esse do The Beatles College.

  26. jorge brandao

    mas esse texto n é real,nao é? é um fan fic, como aparece no final…

  27. para quem ama Beatles, o texto comove….sendo ou não escrito pelo Paul, porque certamente, muito de verdade existe nele…mas o triste e inaceitável foi saber a partir daquele triste dia, que nunca mais teríamos a oportunidade de ver John Lennon e Paul McCartney juntos…!!!!

  28. Olá, Anna! Podes passar o teu twitter correto? O link está quebrado. Obrigado!

  29. Caramba!
    Isso mostra que as verdadeiras amizades não são perfeitas no sentido que achamos que devem ser, mas no sentido que precisam ser para que se tornem verdadeiras.

  30. Lagriminhas? Lagrimonas, uiuiui… O relato do Paul é absurdamente bem feito e doloroso. Doeu demais nele e não sei como, mas ele conseguiu contar isso para todo mundo e nos colocar no mesmo momento dele. Ainda hoje e sempre vai doer demais em nós que o adoramos e temos saudades do John…!!

  31. A amizade deles resistiria mesmo se continuassem sendo dois anônimos em Liverpool dirigindo táxi…

  32. Helena Márcia Passarelli

    Lembro-me perfeitamente, dia 08.12.1980. Fiquei estarrecida, não acreditava. Me vi com o primeiro álbum dos Beatles na mão, Beatles Again, me vi dançando e cantando as sua músicas, me vi acompanhando a carreira solo de John, me vi empolgada com seus protestos contra a guerra, me vi rindo à beça qdo publicaram suas fotos na cama com Yoko como um ato de protesto. Depois me vi dizendo PQP que mundo é esse? ao saber de sua morte.

  33. welington cesar

    Lindo Simplesmente lindo e sem palavras pra ,pra dizer ,da minha emoção ao ler tudo isso………

  34. daniel pastor dos santos

    Creio sim na tristeza que Paul sentiu com a noticia, mas a forma foi passada neste texto (que como fã de beatles tambem nunca tinha lido) muda completamente o significado da amizade que existiu entre dois….nao tenho nada contra homossexuais ou bissexuais, mas dai voce transformar uma historia de amizade e sucesso em uma historia de amor mal resolvido entre dois homens eh forçar muito a barra de quem realmente conhece Beatles….

  35. História linda q faz parte da História da música … a gente tem mania de endeusar apenas os q todos endeusam, mas essa dupla foi magnífica.
    Parabéns pela postagem … d vez em quando uma matéria boa no face … face também é cultura

  36. Isso merecia um filme…

  37. De onde foi tirado esse texto? Fontes, please!

    • Fábio, o texto é de uma de nossas colunistas, conforme citado ao fim da matéria. Vários sites estão repostando esse texto sem citar a fonte que é originalmente da Beatles College.

      • OK, eu vi que foi creditado à colunista. Mas, foi ela que escreveu? Ou é um relato do Paul que ela reproduziu ou traduziu pro português? No segundo caso, seria bom se ela disponibilizasse a fonte.

      • Foi ela que escreveu, Fábio. Pela milésima vez comentado aqui, o texto é uma fanfic.

    • Fred Silveira

      Eu entendi sua pergunta Fábio. E assim como você eu também não sabia o que quer dizer a palavra Fanfic. Ficção feita por um fã. O texto é uma criação livre. Acho que só faltou uma explicação da palavra Fanfic.

  38. bela e triste história

  39. Bem escrito. Também consegui imaginar perfeitamente as cenas. Acho que seria bom DESENHAR que isso é uma fanfic porque pelos comentários tá difícil do povo entender…rsrs

  40. Tentando inutilmente me segurar aqui no serviço e não chorar… pronto, desisti.

    Mas feliz ao fim por saber que independente do que passou, esses dois grandes caras estavam bem.

    “And in the end the love you take is equal to the love you make…”

    • Mauro de Campos Roriz.

      Olá, Alessandro. Quando os anos se passam e Nós vamos estudando Beatles, vamos nos familiarizando com suas músicas e sua História, a ponto de ler esta frase, “And in the end the love you take is equal to the love you make…”, pode-se então cantar com Paul McCartney:
      A
      And in the end
      G
      The love you take
      F F/E
      Is equal to
      Dm G C Am7 Eb F C
      The love you make…
      D/C Cm7 F/C C
      Ah!____
      Fonte: http://www.cifraclub.com.br/the-beatles/golden-slumbers-carry-that-weight-the-end/
      “E no final, o Amor que Você recebe é igual ao Amor que Você faz”. The Beatles nos nossos Corações e Mentes!

  41. Republicou isso em blog Rodrigo Ribase comentado:
    isso é para lembra que sempre teremos um grande amigo ao lado.

  42. Gente, me desculpa a completa ignorância, mas o que uma fanfic?
    Final de ano ficamos tão melancólicos, nostálgicos e sempre voltamos o tempo e ouvimos beatles!!!nos conectamos e viajamos no tempo e no espaço, gostaria de voltar no tempo e sentir a alegria de ter novamente a melhor banda de todos os tempos nos brindando com as melhores músicas!!!ai que saudades!!!!!!!!

  43. Pra ler ouvindo “Nobody Knows When You’re Down and Out”, versão acústica do Clapton.

  44. COMOVENTE……. Muita saudade…..

  45. everton magalhaes silva

    E muito tocante esse relato do Paul, o mundo estava perdendo uma das pessoas mais importantes da musica e ele o melhor amigo.

  46. Sou beatlemaníaco desde os anos 60,li muito sobre os Beatles e nunca tinha lido esse relato dramático do Paul mas acredito em tudo. Pra mim ninguém seria mais verdadeiro ao falar de John Lenon do que o seu eterno parceiro e amigo Paul Maccartney.

  47. Não sabia desta história e me emocionou muito. Sou fã desde que me conheço por gente. Com coleção completa em vinil e tudo… A musicalidade deles era fantástica. A amizade, que passou por maus “bucados”, deixava o mundo atônito e por fim, o fim. Que os magos John e George descansem em PAZ.

  48. paulo improta

    Realmente essa “fanfic” está muito bem escrita e passa uma situação que poderia muito bem ter existido. Parabéns à Anna Montenegro! Na verdade os milhões de dólares não foram capazes de acabar com a grande amizade que existia entre John e Paul.

  49. Eliete Feitoza

    Linda historia, sabia que ali entre eles tudo era verdadero… adoro curto pakas

  50. Lindo. Queria que fosse verdade…

  51. Renato Braga Galo

    Estive exatamente no local onde o gênio foi assassinado (em frente ao portão do Dakota oito anos após sua morte), foi uma tristeza muito grande que eu senti e pensei como seria o mundo sem John Winston Lennon, mas Deus sabe o que faz. A nós só nos resta aceitar. Saudações Beatlemaníacas.

  52. Muito legal mesmo!!
    Só uma observação para o tradutor: aonde = para onde.
    Então não é “aonde vocês estão” e nem é “o espaço aonde ele se sentia seguro”.

  53. De arrepiar

  54. parabéns, anna, muito bacana! tive a honra e o prazer de ver john e paul juntos muitas, muitas, vezes nos anos de 67, 68 e 69 enquanto morei em londres, e ver aqueles dois juntos foi das coisas mais inesquecíveis que me aconteceram. a ligação entre eles era impressionante! li todos os comentários, e parece que as pessoas não sabem o que é uma FANFIC. você com certeza conseguiu transmitir muito do que o paul realmente deve ter sentido, independente dos detalhes estarem certos ou não. bjs

    • Olá, Lizzie(Dizzy Miss “Lizzy”. A Alcunha “Lizzie” é da Música Dizzy Miss “Lizzy”, “Lizzie”). Estudei sua História como Fã dos 4 Fantásticos de Liverpool no Site The Beatles College, do Edcarlos da Silva. É uma Honra Beatlemaníaca falar com Você. Emociono-me com o seu Apoio Vocal a John Lennon com sua Amiga Inglesa, Gayleen Pease, na outra versão de Across The Universe, no Lendário Estúdio Abbey Road. The Beatles nos nossos Corações e Mentes!

  55. Parece que eu estava lá 😥
    Muito triste mesmo…

  56. Sonia Regina Machado

    Muito legal! Emocionante! No filme ” A história de Linda McCartney” é ela quem dá a notícia a Paul.

  57. Fernando Martins

    Realmente este fanfic é bem escrito e fantasioso. Pelo que sei e li, a reação do Paul não teve esta carga de emoção. Dizem que a reação foi bem menos emotiva devido ao estágio da relação deles. Lembre-se da resposta de How do You Sleep?.

    • fernando, se você tivesse visto o john e o paul juntos UM DIA, e não os muitos, muitos em que eu os vi, não escreveria o que disse acima. o paul mesmo disse em entrevistas que naquele dia ele pediu pra ir pro estúdio trabalhar porque não aguentaria ficar em casa. no caminho, os repórteres o abordaram e ele disse poucas palavras. a gente esquece que o cara é HUMANO. queriam que ele tivesse uma declaração emocionante e bonita toda pronta? nenhum de nós jamais poderá medir o nível de sofrimento do paul ao receber a notícia da morte do john. deve ser devastador ATÉ HOJE, porque é pra mim, que sou uma mera fã. eles tiveram desavenças, sim, mas NO DIA QUE MORREU, na limusine que o levou do dakota até o estúdio (que por uma dessas coincidências malucas era dirigida por um mineiro, que vim a conhecer nos dez anos que morei em nova york, amigo de uma amiga) o john fala ao repórter da amizade dele com paul, de como eram irmãos. isso foi divulgado pelo repórter no ano passado. também tem uma filmagem muito escura durante a gravação de double fantasy onde o john diz claramente que o paul é seu irmão. detesto parecer arrogante, mas estou falando de momentos que eu vivi, vendo john e paul conversando, rindo, um terminando as frases do outro. não foi uma vez, foram muitas. eu não pesquisei no google, eu vi e ouvi e me emocionei todas as vezes. está anotado nos meus diários da época e vive muito forte no meu coração. john tinha esse lado cruel, agressivo, que na verdade escondia um cara muito doce, quase tímido. eu achava isso mas só tive certeza mesmo quando li uma entrevista da yoko onde ela dizia a mesma coisa.

  58. Cara Lizzie! Seria até mais esclarecedor se vc relatasse sua participação efetiva em uma das músicas dos Beatles. Acho muito importante isso, até porque invejo (no bom sentido é claro) essa experiência maravilhosa. Abçs

    • oi paulo. estou há muitos anos trabalhando num livro sobre meus dias em londres. uma versão em português (quase pronta) e outra em inglês (falta um pouquinho mais que a outra). são meus diários de adolescente contando o dia-a-dia de esperar por eles e mais alguns capítulos separados. tem mais de 100 fotos inéditas, a maioria tiradas por mim. todo mundo reclama que tá demorando muito. infelizmente, aos 62 anos, a vida real, família, filha, neta, pais idosos, meu trabalho de secretária – tudo isso toma muito do meu tempo, e só posso pegar no livro quando tenho uma brechinha. espero que em breve todos possam ler esses relatos com detalhes. abs e obrigada por seu interêsse na minha modesta participação. a penha (subúrio do rio onde nasci) existe na história dos beatles!

      • Angélica

        Aguardando ansiosamente pelo seu livro Lizzie!
        Espero que venha em breve,porque minha ansiedade já está dançando na minha frente aqui.
        Sou extremamente fascinada pela amizade do John e do Paul,e nada como ouvir de quem viu de perto tudinho (inveja branca de você!). Doida pra ouvir o que você tem pra contar…
        Abraços!

  59. lucas damazio

    Não sou fã, nem ouço The Beatles, mas essa história me deixou com um nó na garganta, sempre temos aquela pessoa que se identifica muito com a gente, aquela que parece ser nossa alma gemea, e isso é bom, me fez ver que devemos aproveitar ao máximo nossa existência aqui na terra e que apesar das brigas, devemos acima de tudo, respeitar e amar o proximo.

  60. ALGUÉM REPAROU QUE ISSO É FICÇÃO??? É LINDO SIM, MAS É FICÇÃO!!!! Gente… vcs precisam pensar antes de acreditar em tudo que leem na internet….

  61. Ranulfo Siqueira

    Conheci os Beatles, em LPs, no inicio dos anos 70, na casa de Alzonira(Bibia). Na época pouca gente dava atenção. Aqui em ouricuri ouvia-se muito outros tipos de música mas, minha tia tinha um gosto bastante diferenciado.

  62. Rodrigo ÁLamo

    Gostaria de sair de onde foi extraído o texto? alguma biografia? qual a fonte?

  63. Vicente Ferrer

    Porra, é Foda!!!

  64. Parece que o “outdoor” lá em cima escrito FAN FIC não adiantou heim…

  65. Pingback: Here Today « Minuto HM

  66. Cara… não escorreu suor masculino pelos meus olhos, não.
    Chorei pra valer.

  67. Lizzie, não se esqueça do pedido que lhe fiz no Face: quero comprar o livro diretamente de vc e com dedicatória. Como vc foi a rabuda de conseguir cantar e gravar com eles (se não me engano “Across the universe”), isso seria o mais perto que eu conseguiria chegar perto dos meus (não há uma palavra para descrevê-los)

    • oi raul, não sei que idade você tem, mas você não acha assim ligeiramente desrespeitoso chamar uma senhora de 62 anos, com uma filha de 42 e neta de quase 21 de rabuda? pode ser porque sou de família simples, nasci no subúrbio, meus valores são meio caretas… mas não achei muito bacana.

      • rubens salles jr

        kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Oh!Lizie, essa expressão quer dizer uma pessoa de sorte extrema, e não tem pejorativo, nos anos de ouro era a gíria o cara é um rabudo ( de sorte, ou escolhido sempre ), perdoa o Raul, Sabe como é vai saber bicho qual é… kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk bjs.

  68. é Deus ! nos fomos feito para amar uns aos outros,mas passamos por varias turbulencias,mas podemos perceber nesse depoimento mencionado que a um presentimento do que algo esta pra acontecer e que o perdão é a reconstrução não so pra esta vida,mas pra eternidade quando la todos estiverem não vai haver ualquer recentimento somente o amor esse amor verdadeiro o amor de DEus

  69. rubens salles jr

    Eu estava na noite da morte de John Lennon junto com minha namorada, e nessa noite senti uma coisa muito ruim dentro de mim, mas não sabia o que era aquele sentimento ruim ao ponto de me deixar sem querer estar alí com minha garota. E quando acordei logo na manhã liguei a televisão e a bomba” John” o cara que na época eu mais admirava estava morto, assassinado por um cara demente, morto por circunstâncias politicas, morto por pessoas que não querem ver um mundo melhor…

  70. Pô, show de bola! Deu pra perceber que o sucesso dos Beatles também passava pela amizade que o Paul tinha com o John.

  71. Jamil holtz Guebert

    As musicas deles seguirão ainda por muitas gerações…

  72. Um artista nunca morre, apenas se afasta por algúm tempo, afim de atingir maiores ideais. Valeu John.

  73. Lindo demais ,chorei 😦

  74. Pena que tivemos que esperar uma outra vida para ler tal declaração. Se tudo fosse mais rápido; bem o alívio de que nem tudo era tão feio, e que a amizade persistiu a tudo.

  75. José Renato Esteves

    Noooossa, depois de tanto tempo estou novamente chorando. Lembro de cada minuto quando soube da notícia. Minhas pernas fraquejaram e eu tive que sentar. Estava passando o Globo Esporte e vi a notícia no final quando o apresentador, o Leo Batista, encerrou o programa fazendo uma homenagem a um torcedor do Liverpool que havia sido assassinado, e começou a tocar Imagine. Ó minha estrela amiga porque não fez a bala parar” Beto Guedes

    • Mauro de Campos Roriz.

      Olá, José Renato. Lembrar de Beto Guedes pedindo à Divindade que parasse a Bala, é como se Beto Guedes desejasse manter o seu Sonho, o Sonho de todos(as) Nós, de ver John e Paul juntos compondo novamente, como nos Bons Tempos do Som Vibrante dos Terninhos de Brian Epstein, quando os FAB FOUR conquistaram a América.
      “Oh! Nem o tempo amigo
      Nem a força bruta
      Pode um Sonho apagar”.
      Fonte: http://www.vagalume.com.br/beto-guedes/cancao-do-novo-mundo.html
      The Beatles nos nossos Corações e Mentes!

  76. José Renato Esteves

    Lizzie, tem um comentário do John que ele diz que era bom em escolher parceiros, e que na vida toda tinha dois que eram insubstituíveis “Yoko e Paul”, ele amava o Paul, e o Paul o amava também. Desavenças houveram, mas o reconhecimento do talento mútuo era claro.

  77. welington cesar

    Apesar de lindo ,o texto é muito triste e profundo,,não pude conter as lágrimas afinal,amo os BEATLES E SEMPRE AMAREI,..ME LEMBREI DO aNO DE 1993,eu éra solista do Coral de Petrópolis e tive o Privilégio de cantar num Concerto em Homenagem a eles na Quinta Da Boa vista no Rio sob a Regencia do Quinto Beatle o Maestro GEORGE MARTIN,NESSE LINDO E INESQUECIVEL DIA AO ESTAR COM GEORGE MARTIN,ME SENTI PERTO DE JOHN LENNON,E PUDE SENTIR UMA EMOÇÃO ÚNICA QUE JAMAIS ESQUECEREI………..

    • Mauro de Campos Roriz.

      Olá, Welington Cesar. Lembro-me bem deste Concerto com a Regência de George Martin. Certamente a Emoção de estar ali, cantando as Músicas dos Beatles com o Produtor de John, Paul, George e Ringo, foi Fantástico. John Lennon estava com Você, estava com todos(as). Já contei ao Edcarlos da Silva uma experiência que eu tive parecida com a sua. Em um Show da Banda Cover Abbey Road, considerada a Melhor do Mundo e autorizada por Paul McCartney para gravar no Lendário Estúdio Abbey Road, em Londres, Inglaterra, o Guitarrista Solo que faz George Harrison, convidou quem quizesse cantar o Na, Na, Na, Na do Hey Jude no Palco, com a Banda. Como ninguém subiu, eu fui. Os que estavam presentes, a maioria de Beatlemaníacos, alguns Especialistas como o Edcarlos da Silva, pude conferir olhando para o Público a aprovação do meu desempenho ao cantar o Na, Na, Na, Na do Hey Jude. Porém, o melhor estava por vir. Quando encerraram a Música, para a surpresa da Banda e do Público muito exigente em Beatlemania, eu falei sobre a inspiração de Paul McCartney para compor esta Música, que foi sobre a Separação de John e Cynthia que fez Julian Lennon sofrer. Como disse Lennon, Paul era uma espécie de Tio para Julian. A música foi feita para Julian Lennon. No final, eu encerrei dizendo que John Lennon disse que o Julian nasceu de um Copo de Whisky nos Embalos de Sábado à Noite e Sean Lennon foi o Filho Planejado. Estas Palavras de John magoaram Julian, que viu poucas vezes seu pai, desde a Separação, na época com 5 anos até o Assassinato de seu Pai, cerca de 7 a 8 vezes. Afirmei que ambos eram Herdeiros Legítimos do Líder da Maior Banda de Todos os Tempos, The Beatles. Desci do Palco, agradeci a Banda, os Aplausos foram calorosos e a aprovação dos Beatlemaníacos, alguns Músicos e outros Especialistas em Beatlemania, surpresos com a minha atitude inédita e corajosa, parabenizaram a minha singela participação Vocal e as minhas palavras, onde demonstrei, disseram Eles(Elas), conhecimento incontestável sobre a Fonte de inspiração desta Belíssima Canção dos Beatles. Antes da Banda Abbey Road sair do Palco, no encerramento do Show, o Guitarrista que faz George Harrison, que nos convidou para fazer o Na, Na, Na, Na, me deu sua Palheta. Infelizmente, juntamente com o meu Bottom da Maçã Verde do Sargento Pimenta, perdi a Palheta quando minha Carteira foi roubada por um Ladrão. Fiquei evidentemente triste com a Perda. Eu estava com uma Camiseta com a Capa do Abbey Road, os FAB FOUR atravessando a Faixa de Pedestres em frente ao Estúdio Abbey Road. The Beatles nos nossos Corações e Mentes!

  78. Não existiu e nunca existirá algo igual, só quem viu e participacou daquele BUMMMM que não existem palavras para descrever poderá saber o que foi aquilo…Hoje o meu filho e sua banda dizem a mesma coisa…Eles permanecem vivos na emoção de suas músicas, filmes e lembranças…

  79. Pingback: Uma reflexão! | Eliezer de Sousa Cardoso

  80. Republicou isso em Anfetaminicos.

  81. ligia p aguiar

    A perda de um ídolo dói, imagine de um iodol amigo. A saudade dói tanto, que chega correr lágrima dos olhos.

  82. veronica nagy

    Irmandade espiritual!

  83. Eu me lembro muito bem desse dia 8 de dezembro de 1980. Eu estava numa das colônias de férias da CESP, na represa de Jurumirim, com a minha família. Eram pouco mais de nove horas da manhã, quando eu habitualmente liguei o rádio do meu carro para ouvir as últimas noticias, antes de ir para a piscina da colônia. Foi quando eu ouvi o locutor da rádio, de voz embargada, dar a notícia sobre a morte de John Winston Lennon, o meu querido, amado, e tão admirado ídolo John, ex Beatle.
    Nesse momento, o meu mundo desabou, e eu comecei a lembrar, exatamente como aconteceu com o Paul, de muitos e muitos fatos e situações ligadas ao meu ídolo maior, dos meus tempos de adolescente, quando eu e mais outros três amigos de ginásio tínhamos uma banda chamada The Rangers, é que só tocávamos músicas dos The Beatles. Por coincidência (…), eu havia levado na viagem diversas fitas cassete, todas gravadas com músicas dos Beatles, e para o meu consolo, ou para aumentar ainda mais a minha dor.
    A morte de George Harrison muitos anos depois me comoveu muito também, mas de forma diferente, porque George estava com câncer e o seu desaparecimento poderia ser uma coisa previsível. Mas, com a partida do John foi diferente, pois, além de tocar guitarra base na minha banda, como acontecia com John, ele também era o meu “modelo”, um exemplo à ser seguido e, como disse o Paul, “eu queria ser como ele, agir como ele, andar com ele, ser amigo dele…”.
    Depois disso, mesmo tendo passado tantos anos de sua passagem, eu ainda penso em encontra-lo, cumprimenta-lo, abraça-lo, beijar o seu rosto e dizer, “e aí, John, como estão as coisas?…”. Mas, certamente não será mais nesta vida, neste mundo…

  84. Se o texto é ou não autêntico, não importa muito, pois quem tem a vivência de uma amizade verdadeira entende que as palavras não vão nunca conseguir expressar os sentimentos. Paul ficou realmente devastado, como qualquer um ficaria, e todas as perguntas feitas pela imprensa nos dias posteriores criaram um uma imagem de quem não demonstrava sentimento algum, o que é impossível, mesmo para um inglês…
    Alguém já escreveu que a amizade verdadeira é amor sem sexo.
    John e Paul se completavam, se desafiavam, se agrediam, se reconciliavam, mas o último contato provou para ambos aquilo que intimamente já sabiam: grandes amigos não conseguem ser inimigos, mesmo que queiram e precisem…
    Tanto John quanto Paul viveram uma vida de perdas enorme e precoces.
    John não conhecia o pai e foi praticamente abandonado pela mãe, que morreu atropelada em frente a casa da irmã, a tia Mimi,logo após uma visita ao filho. Ouçam a música Julia, uma das mais tristes que John escreveu, e entendam a dor da perda. Toda a revolta e atitude de bad boy era apenas defesa contra mais perdas que poderiam ainda ocorrer.
    Paul perdeu a mãe ainda adolescente. Quem passou por isso sabe o que significa. Perder a mãe, em qualquer idade é terrível, mas para um adolescente…
    Mas o sentimento de profunda tristeza que invade todos os beatlemaniacos tem a ver com a nossa perda pessoal, afinal eles foram e são a trilha sonora das nossas vidas, a parte mais importante dela.
    E se juntaram à dor da perda de outros ídolos que embalaram a nossa adolescência…
    É triste, mas é a vida…

    • Brilhantes as suas palavras sobre a perda de entes queridos, Anselmo. Como espírita, eu tenho um entendimento diferenciado sobre a morte, e não a vejo como um fim, mas apenas o encerramento de uma etapa, para início de outra, na eterna trajetória do nosso espírito.
      Mas, o sentimento humano nos faz sentir tristes e abatidos, diante da perda de pessoas queridas, ainda que fisicamente distantes de nós, como é o caso do Lennon.
      Você tem razão, se o testemunho do Paul procede ou não, isso pouco importa. A verdade é que ele deve ter se abalado muito com a morte do amigo, depois de tantos anos de convivência e de amizade…

  85. Perder um irmão ou um filho, ou um ente querido, é perder o chão. Neste caso, Paul perdeu uma parte do universo dele, alguma coisa que não pode ser palpável como uma música ou uma poesia. O que sobrou? E é o que sobra dos amores platônicos ou o amor verdadeiro como escreveu Camões? “fogo que arde sem se ver, é ferida que dói, e não se sente; é um contentamento descontente, é dor que desatina sem doer”. Para Paul e o mundo todo sobraram o amor (All My/Our Loving) de um beijo sem beijar: “I’ll pretend that I’m kissing; The lips I am missing; And hope that my dreams will come true”.

    • Mauro de Campos Roriz.

      Olá, Marco Gemaque. Tomei um “Banho” de Cultura quando Você citou o Grande Camões, que descreve o Amor com Palavras Magníficas. É muito Bom ser íntimo dos Beatles. Quando li a frase “I’ll pretend that I’m kissing; The lips I am missing; And hope that my dreams will come true”, já cantei com Paul McCartney:
      A B7 E
      And I’ll send all my loving to you

      “I’ll pretend that I’m kissing
      the lips I am missing
      And hope that my dreams will come true”.
      E eu vou enviar-lhe todo meu amor pra você

      “Eu vou fingir que estarei beijando
      Os lábios que estão longe de mim
      E espero que o meu sonho vai se tornar real”.
      Fonte: http://www.cifraclub.com.br/paul-mccartney/all-my-loving/
      The Beatles nos nossos Corações e Mentes!

  86. Mentira pois Paul nao fala portugues

  87. NANCI BRANQUINHO

    Não tendo palavras, choro!

  88. Simplesmente Eternos . . .

  89. Pode ser fanfic ou até mesmo criação de uma imaginação muito fértil,o artigo escrito sobre o ocorrido na reação de Paul.Mas não podemos negar que é de uma beleza formidável,fazendo com que nós ,legítimos beatlemaníacos(alguns comentários acima parecem ter sido feitos por fãs do funk!)ficássemos emocionados.. Lembro que em 1964,com 17 anos, ouvi She loves you,e minha já falecida irmã,me presenteou com um violão Di Giorgio.A meta era saber tocar as músicas,mesmo sem saber dedilhar qualquer uma da época.Após alguns anos,já sabendo fazer o solo de Day Tripper,que era considerado dificílimo,resolvi aprender a tocar todas as músicas dos Fab Four.Apenas 3 detalhes finais: a) quem quiser saber muita coisa inédita dos Beatles,acesse o site http://www.beatleshp.com,b) acredito que a música que a Lizzie participou foi All you need is love e para completar,c) a grande homenagem feita a Lennon,foi criada por George Harrison,com a excelente música All those years ago.Abraço a todos os jovens e sessentões que curtem os imortais Beatles.

  90. Me lembrei das minhas melhores amigas! E realmente seria assim! Realmente muito emocionante!!
    Beijos

  91. Pingback: Finalmente, tia Mimi encontra-se com John Lennon | The Beatles College

  92. henrique soares

    “Mimi, Julian, e em Sean. Tentei não imaginar a dor que eles provavelmente estavam passando. O mundo amanheceria sem um ídolo, sem um herói. Mimi amanheceria sem o seu sobrinho, Sean e Julian, sem um pai. E eu? Eu amanheceria sem o meu melhor amigo.” Essa frase me emocionou escorreu umas lacrimas no meu rosto, para mim John e Paul era mais q dois amigos para mim eles se consideravam irmãos um do outro muito lindo e muito triste tbm

  93. Pingback: Um dia como hoje, 8 de dezembro de 1980, JOHN LENNON morria assassinado em Nova York.

  94. Esse líquido que está escorrendo no meu rosto agora é pelo simples fato de eu ter ficado tempo demais na frente do notebook. É… acho que é isMEU DEUS DO CÉU!

  95. Fantástica história. Mais olhando a história da vida de Paul, e vendo suas reações nas mortes de pessoas como sua mãe ou Brian Epstein…dá pra ver que ele no principio não sofre muito com mortes de pessoas próximas. A verdade é….ninguém mais poderá saber de fato o que ocorreu pq eles maquiam muito suas histórias.

    • bruno, existe uma grande diferença entre o que a pessoa realmente sente e o que apresenta diante de microfones e câmeras de televisão. como você pode saber que o paul não sofre muito com as mortes de pessoas próximas? você é ingênuo o suficiente para acreditar no que se escreve em jornais, revistas e livros sensacionalistas?

  96. eles não estavam brigados em 1980. Há alguns anos haviam reatado a amizade.

  97. Fábio Beckert

    O que mais me conforta é a certeza de que, se fosse dado a John e chance de mudar o seu trágico destino, ele não mudaria nada! O que aconteceu com ele colaborou muito para que sua mensagem de paz seguisse adiante com ainda mais força!!! John é imortal!!

  98. Suor de Macho corroeu meus olhos, preciso bater em 11 pessoas até amanhã

  99. Apesar de ser uma fanfic essa historia poderia ter sido assim,nossa eu imaginei todas as cenas,me emocionei muito vendo isso e realmente,amizade verdadeira não tem que ser “perfeita” amizade verdadeira tem momentos bons e ruins porque quando ela e verdadeira supera todos os obstáculos, e esses quatro caras estariam juntos outra vez se estivessem vivos John e George. Espero que o Paul e oRingo continuem por muitos anos ainda. (-:

  100. Ai meu deus que amizade linda e perfeita chorei demais me emocionei nao sei quantas vezes lindoooo e perfeitoo demais

  101. Fan Fiction. Ficção criada por fãs com base ou não em fatos reais dos seus ídolos. A internet está cheia delas. Eu pessoalmente gosto muito, principalmente quando é tocante e bem escrita como essa apresentada aqui. Apesar da realidade ter sido diferente ( não foi Yoko quem ligou para ele e não estavam brigados naquele tempo) a autora manteve o essencial. O clima devastador que desceu naquele momento. E a grande amizade que unia Paul e John, O Daniel criticou por ter visto algo de homossexual no texto. Eu sinceramente não vi nada disso. Existe essa conversa por aí “inspirada” em alguns sinais, portanto quem conhece Beatles saberia disso. Não estou me referindo ao que falam, e sim aos sinais. Claro está que podem nada significar, e talvez nada signifiquem mesmo. Mas eles existem, portanto não seria forçar a barra. Mas…o texto não se trata disso! Não sei como o Daniel viu o que não existe de forma alguma aqui. Já o Fernando parece ter estranhado por achar que eram inimigos, devido a música How do you Sleep, que Paul nao se emocionou! .No tempo daquela música, ainda no início dos anos 70, eles se afastaram. John não perdia a chance de atacar o Paul. Mas Fernando, tudo já tinha sido resolvido em 1980! Eu vi uma carta de John para Paul datada de 1978, onde ele dá dicas de bons restaurantes em Tóquio de uma forma que só um amigo escreveria. Já vi uma entrevista onde John informa que o problema já tinha sido superado. Paul também confirmou isso várias vezes. O que deixou algumas pessoas assustadas foi Paul ter dito “Que droga”, para alguns jornalistas desrespeitosos que o cercaram de microfones numa hora errada. Quem quiser ver a entrevista está no youtube e poderão perceber o rosto de Paul. Olhem bem a expressão dele, gente. Estava trespassado. É visível a sua dor. Queria trabalhar para não enlouquecer. Soube que no estúdio, ficou ouvindo Just like Starting Over sem parar. A propósito, essa parte da ficção também é verdadeira, quando diz em recomeço. Eles estavam mesmo planejando compor juntos e gravar juntos novamente. Isso foi confirmado pelo diretor musical de Double Fantasy. Outra prova da amizade deles esta num dos seus últimos depoimentos acontecido pouco antes de receber os tiros. Ele disse que faria qualquer coisa por Paul e que Paul faria qualquer coisa por ele. Está no documentário sobre o último dia de John. Uma das partes mais comoventes do texto também é verdadeira: a música que tocava no hospital. Paul não estava a seu lado fisicamente, mas o último som ouvido por John foi uma das suas mais lindas músicas: All my loving. E a letra…feche os olhos…E ele realmente os fechou para sempre. Tomorrow I will miss you. Todos nós sentimos saudade. Parabéns a Anna Montenegro. Escreva mais lindas ficções assim para nossa emoção.

  102. Pablo Queiroz Lima

    Caraaaaaaaaca, meus olhos não param de suar…rsrsrsrs

  103. Isso mostra o como é horrível você perder um amigo que era considerado um irmão. Principalmente dessa Maneira cruel e aterrorizante que faz qualquer um se emocionar e Chorar. Eu, no lugar de Paul, não sei o que faria. Perder um amigo que era “Um irmão” Me levaria á ficar mais de uns 3 meses deitado em uma cama pensando em todas alegrias, coisas boas e ruins que aconteceram com nós.
    Chorei litros de saudades do John!!

  104. Até esta data eu ainda tinha esperança de vê-los tocando juntos novamente, achava que por um milagre eles pudessem fazer um show beneficiente ou algo parecido mas ainda tinha este sonho.08/12/1980.

  105. Ed, isso é uma “fanfic”, mas, provavelmente deve ter sido quase assim.

  106. Pedro Salgado

    Confesso que nunca tinha lido que Yoko telefonou a Paul nessa fatídica noite. E o resto da história, embora comovente, também é uma novidade. Agradecia, encarecidamente, que me dissessem qual é a fonte desta matéria. Beatles 4 ever.

  107. eu estou morrendo! sou praticamente a subrinha dele

  108. Eu chorei………….muito!!!Que bela história.

  109. Mauro de Campos Roriz.

    Olá, Anna Montenegro. Sua Fanfic, Fan Fiction, Ficção escrita por uma(um) Fã ou texto fictício, é Perfeita. Você narrou com precisão toda a Beleza da Amizade de Paul e John. Uma relação de Amor e Ódio, como ocorre com os(as) Irmãos(ãs), com os Gêmeos Espirituais. O perfeito sincronismo da Genialidade de John e Paul, revelaram as Mais Belas Canções de Rock e Baladas de Todos os Tempos. Eleanor Rigby de Paul McCartney e Strawberry Fields Forever de John Lennon, são duas Obras Primas desta Dupla Genial e Única, que entrou para a História como uma das mais Belas Amizades de Todos os Tempos. John disse que o Fato de suas Músicas e as Canções de Paul sempre foram assinadas com Lennon/McCartney, não foi um Contrato e sim uma conversa, um acordo verbal que sempre foi respeitado enquanto os 4 Beatles trabalharam juntos. Isto sem deixar de creditar a composição, o direito autoral tanto de Lennon como de McCartney. John Lennon disse que Ele e Paul eram dois Gênios e que mesmo que Eles não se encontrassem se tornariam Famosos e Reconhecidos por seu Talento. Todavia, para nossa Felicidade, quem sabe, por Providência Divina, uniu os Dois Fantásticos Músicos e Compositores. Como John disse, “Dois Gênios juntos na mesma Banda é Covardia”. Você se lembra, Anna Montenegro, da História dos Três Mosqueteiros, Athos, Porthos e Aramis? John, Paul e George? D’Artagnan veio depois completando o Quarteto. Ringo veio depois completando o Quarteto Fantástico, substituindo Pete Best porque o Quinto Beatle, o Genial George Martin, com seus Ouvidos atentos à melhor Partitura, concluiu que Ringo era melhor que Pete.
    Parabéns, Anna Montenegro, por sua Obra Prima, uma Fanfiction Pefeita!

  110. Mauro de Campos Roriz.

    Olá, Anna Montenegro e Edcarlos da Silva. Apenas uma Errata, cuidado com a nossa Língua, o nosso Bom Português, o nosso Maior Legado. Encerrei elogiando Anna Montenegro afirmando Fanfiction Perfeita! Não digitei o “r” da palavra Perfeita. Digitei erradamente Fanfiction Pefeita! Desculpe. É Fanction Perfeita! Fanfic, Fanfiction, Fan Fiction, Ficção escrita por uma(um) Fã ou texto fictício! The Beatles nos nossos Corações e Mentes!

  111. In my life! É tão madura e emocionante esse música!Uma das minhas preferidas…mas sendo Beatlemaníaco,fica difícil!
    Sempre que assisto um show do Paul,fico imaginando como seria o John chegando como convidado!As tiradas do humor inglês que usariam pra se zuarem!Ah,só dá pra imaginar mesmo!

  112. Thereza Lima de Jesus

    Indubitavelmente, o modo como retornamos à Pátria Espiritual, registra, vezes muitas, resgates cármicos. Feliz daqueles que como o músico, podem voltar à casa paterna para a bênção do amor. O Lennon, decididamente é desses espíritos que deu seu recado, cativando corações, deixando um rasto de luz, após sim. Thereza Lima de Jesus

  113. Texto muito bem escrito e, realmente, é difícil não imaginar “Two of Us” como sendo sobre Paul e John. Só acho que poderia ter ficado mais claro que é “fanfic”.

  114. Nossa! Não conhecia esse texto, será que isso e verdade? De onde saiu isso? Tanto se questionou a anos que Paul e John nunca mais se falaram? Se for verdade e muito triste e doloroso…😢

  115. Daniel pereira bezerra

    Eles serão para sempre,heróis da música e ficaram em nossos corações para sempre.

  116. Isso tudo e uma grande mentira…nao aconteceu, mas arranca lagrimas dos nosso olhos, aperta o peito r da no na garganta, e eu ainda me pergunto, porque?

  117. Eu li em voz alta para mim mesmo, e quando me dei conta, não consegui continuar a leitura por causa do choro preso na garganta- quase me sufocando. Essa história é fantástica!

  118. Meiriane Pereira

    meu Deus, muito bom, chorei à bessa

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